Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
Mundo

Falsas noticias na Internet sob vigilância mais apertada

A facilidade com que se propagam as falsas notícias, provenientes sobretudo das redes sociais, levou a First Draft, uma das mais conhecidas organizações de fact-checking, lançada pela Google, a estabelecer uma parceria com mais de 30 empresas noticiosas, incluindo The New York Times, The Washington Post e BuzzFeed, e grandes plataformas como o Facebook, Twitter e YouTube, para partilharem as melhores práticas neste terreno.

Chamada First Draft Partner Network, esta parceria alarga assim o alcance do esforço originalmente desenvolvido pela First Draft Coalition, que reunia nove destas primeiras organizações de fact-checking, em torno da tarefa comum de impor a verificação dos factos e das fontes, corrigir e combater boatos ou notícias falsas intencionalmente divulgadas, e desencorajar, entre o público consumidor, a apetência por elas.

 

O problema começa por aqui. Como conta, desde o início, o artigo de Ricardo Bilton, que citamos da NiemanLab, “graças às redes sociais, nunca foi tão fácil levar as pessoas a ler e a partilhar

notícias falsas”; os leitores gostam delas pela surpresa e pelo choque, e os editores pelo tráfego que geram e se reflecte na captação de anúncios".  

 

A rede dominante neste grupo é, evidentemente, o Facebook, “que tem um papel desproporcionado na divulgação das notícias falsas graças à sua escala e à natureza do seu algoritmo”; mas o artigo presta a justiça de reconhecer alguns passos que a empresa tem dado recentemente no sentido de corrigir esta fama e este proveito, incluindo uma aplicação que permite aos seus próprios utentes identificarem uma notícia como sendo falsa.

 

A questão que fica é a de saber quantos desses leitores/difusores vão ter o cuidado de mudar os seus próprios comportamentos.

 

 

Mais informação no artigo da NiemanLab e no site FirstDraftNews, a que pertence a imagem, denominada “máquina de verificação”

Connosco
Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

Jornalistas queimados em efígie, insultados e ameaçados, desacreditados pelos dirigentes dos seus próprios países. Processados, assaltados, alvo de ameaças de violação ou de morte, e em vários casos efectivamente assassinados. É este, hoje, o ambiente em que trabalham muitos jornalistas na Europa.

A organização Index on Censorship, com o apoio da Federação Europeia de Jornalistas, reuniu no relatório Mapping Media Freedom mais de três mil episódios de situações deste tipo, registadas desde Maio de 2004. A informação recolhida apresenta os jornalistas e os media onde trabalham como alvos de dirigentes políticos, empresas e mesmo o público em geral  -  mas algumas tendências principais são destacadas e apontadas neste trabalho. O objectivo é fornecer indicações úteis aos legisladores e a quantos desejem continuar a defender o ambiente favorável a uma Imprensa independente e pluralista.

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O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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Opinião
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