Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

A Internet vulgarizou o acesso global do mensageiro

A livre expressão e comunicação do pensamento vive uma situação paradoxal: nunca, como hoje, “foi tão fácil e tão barato para tantas pessoas manifestar suas opiniões a grandes comunidades”; ao mesmo tempo, talvez nunca tenha sido tão perigoso contrariar o gosto ou o interesse dos poderosos.

A Internet democratizou, ou vulgarizou, o acesso a meios que permitem ao emissor de qualquer mensagem atingir grandes grupos de pessoas. Mas, ao amplificar deste modo a sua voz, aumenta também a sua exposição e vulnerabilidade aos que podem sentir-se incomodados por ela.

É este o fundo de uma reflexão publicada em edição recente da Revista de Jornalismo da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, e reproduzida pelo Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.

O texto que citamos lembra que, até há bem pouco tempo, “quem quisesse transmitir seus pontos de vista para grandes grupos de pessoas precisava de capital, ou político ou económico, para ter acesso à Imprensa, rádio e TV”.

Com a Internet, multiplicaram-se os meios de uso individual, “mas também aumentam as formas de censurar, reprimir, intimidar os que transmitem conteúdo que desagrade a poderosos”.

Segue-se uma descrição das fórmulas possíveis dessa repressão, com exemplos recentes, nomeadamente da iniciativa de Estados, mas também de outros movimentos, instituições ou interesses, como o extremismo religioso, o narcotráfico e o crime organizado.

O autor cita depois a má relação do candidato Donald Trump, nos EUA, com a Imprensa, e casos de delegados policiais, juízes e promotores que colocam acções contra jornalistas, ocorridos no Brasil. 

O texto conclui:

“Esses factos demonstram como é frágil o actual estado da liberdade de expressão e de imprensa no mundo, o que traz preocupações graves sobre o futuro da democracia.”

 

O artigo na íntegra, no Observatório da Imprensa.

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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