Quarta-feira, 14 de Novembro, 2018
Media

O ofício de informar nos media não pode ser fuga à realidade

O jornalista profissional tem razão para muitos motivos de perplexidade a respeito do que está a acontecer com o seu trabalho, ou do modo como a tecnologia acelerou as mudanças impostas à estrutura dos meios tradicionais, ou ainda da “interferência comercial na relação emissor e receptor”  -  mas esse questionamento pode estar a ser feito “de maneira equivocada”.

A proposta do jornalista Leonardo Rodrigues é a de prestarmos mais atenção ao que mudou na vida daquelas pessoas “que só assistiam da poltrona”, e agora têm “a possibilidade de transmitirem, gravarem, escreverem, opinarem e repercutirem a própria produção”. Aceitando que estes “novos comunicadores conquistam audiência com velocidade que causa inveja e crises existenciais aos antigos media”.

A sua reflexão foi publicada no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.

É claro que esta avaliação pode e deve ser crítica. O autor começa por dizer que “o ofício de informar já não é tão simples”, e que “os rumos que a profissão de comunicador social está tomando causam mais perguntas do que respostas”. 

No decurso do seu texto, Leonardo Rodrigues admite que tanto o leitor/espectador, mergulhado na multiplicidade dos meios a que tem acesso, pode “subestimar a nova realidade”, como o próprio profissional, concentrado na reinvenção dos formatos dos meios tradicionais, pode chegar ao fim e descobrir que “a informação embalada em belos embrulhos comerciais apenas foge da realidade e afugenta uma massa que já não é mais fiel”. 

Segundo o autor, o caminho "para a recuperação de antigas plataformas passa por reconhecer que o modelo actual saturou. Passa na manutenção da ética e princípios pertinentes à responsabilidade, mas somados à flexibilidade de não só emitir, mas também receber, de ser canal e palco para aqueles que só ficavam na plateia".

 

O texto na íntegra, no Observatório da Imprensa; imagem sobre jornalismo-cidadão, do site newdiaspora.com

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Agravam-se as ameças sobre os jornalistas na Europa Ver galeria

Jornalistas queimados em efígie, insultados e ameaçados, desacreditados pelos dirigentes dos seus próprios países. Processados, assaltados, alvo de ameaças de violação ou de morte, e em vários casos efectivamente assassinados. É este, hoje, o ambiente em que trabalham muitos jornalistas na Europa.

A organização Index on Censorship, com o apoio da Federação Europeia de Jornalistas, reuniu no relatório Mapping Media Freedom mais de três mil episódios de situações deste tipo, registadas desde Maio de 2004. A informação recolhida apresenta os jornalistas e os media onde trabalham como alvos de dirigentes políticos, empresas e mesmo o público em geral  -  mas algumas tendências principais são destacadas e apontadas neste trabalho. O objectivo é fornecer indicações úteis aos legisladores e a quantos desejem continuar a defender o ambiente favorável a uma Imprensa independente e pluralista.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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Opinião
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