Terça-feira, 17 de Maio, 2022
Prémio

Os Pulitzer distinguiram o trabalho dos jornalistas ucranianos

Numa edição dos Prémios Pulitzer marcada pela guerra em solo europeu, os júris decidiram atribuir uma Menção Especial a todos os jornalistas ucranianos pelo “seu compromisso para com a verdade”.

Marjorie Miller, a responsável pelos prémios, salientou a “coragem, resistência e compromisso com informações verdadeiras” durante o conflito e perante a “guerra da propaganda” lançada pela Rússia.

“Apesar dos bombardeamentos, sequestros, ocupação e até mortes nas suas fileiras, [os jornalistas] persistiram nos seus esforços para oferecer uma imagem precisa de uma realidade terrível”, realçou Miller, ao anunciar este prémio especial.

Também os jornalistas do “New York Times” foram distinguidos, na categoria “Internacional”, pelo trabalho desenvolvido em cenários bélicos, ao expor as consequências dos ataques aéreos norte-americanos na Síria, Iraque e Afeganistão.

A equipa do “NYT” recebeu, também, os prémios de “Reportagem Nacional" e "Reportagem Crítica”.

Divididos em 22 categorias – 15 no domínio do jornalismo, seis no da literatura e um na música – os Prémios Pulitzer distinguiram, ainda, o “Washington Post” na Categoria de Serviço Público, o mais prestigioso dos prémios, graças à cobertura noticiosa da invasão do Capitólio, em 6 de Janeiro de 2021.

Na categoria de “Reportagem de Investigação” foi celebrado o trabalho do “Tampa Bay Times”, que partilhou os perigos de exposição a químicos tóxicos na Flórida.

Já o prémio de Jornalismo Local foi para o “Chicago Tribune”, que analisou as falhas no cumprimento de protocolos de segurança, em vários edifícios daquela cidade do Estado de Illinois.

O “Miami Herald” conquistou, por sua vez, o prémio de Notícias de Última Hora pelo seu trabalho na cobertura do acidente mortal da torre do condomínio Surfside.

Na literatura, o prémio de ficção foi para  Joshua Cohen por “The Netanyhus”,  o de Drama para James Ijames por “Fat Ham”, o de Poesia para Diane Seuss por “rank: sonnets”.  


Já na categoria Biografia, o livro de Richard Zenith sobre Fernando Pessoa foi um dos trabalhos finalistas. No entanto, o prémio foi entregue a Erin I. Kelly, por “Chasing Me to My Grave: An Artist’s Memoir of the Jim Crow South”.


Na Música foi distinguido o trabalho de Raven Chacon por “Voiceless Mass”.

Connosco
Jornalistas enfrentam “período negro” com risco de vida Ver galeria

O mês de Maio tem sido negro para os jornalistas, com o assassinato de quatro mulheres  jornalistas em apenas sete dias.

Conforme apontou o “Guardian”, dois dos homicídios ocorreram no México, um dos países mais perigosos para o exercício jornalístico. As vítimas foram Yesenia Mollinedo Falconi e Sheila Johana García Olivera, do “site”  “El Veraz”.

Semanas antes da sua morte, Yesenia Mollinedo Falconi, havia recebido ameaças de morte, na sequência das suas investigações sobre crime e corrupção. Ainda assim, aquela jornalista estava confiante de que não corria perigo.

Dois dias após a morte das profissionais mexicanas, foi noticiada outra tragédia: o assassinato de Shireen Abu Akleh, uma correspondente da Al Jazeera, que acompanhava o conflito israelo-árabe há vários anos.

O Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU mostrou-se “chocado” com a morte deste profissional e exigiu, entretanto,  uma “investigação independente e transparente” sobre o sucedido.

Também a directora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, se juntou no apelo a uma “investigação completa” à morte da jornalista.

“O assassinato de uma jornalista claramente identificada, numa zona de conflito, é uma violação do direito internacional“, disse Azoulay em comunicado, pedindo uma investigação para levar “os responsáveis à justiça”.

No dia a seguir, ficou conhecido o homicídio da jornalista colombiana Francisca Sandoval, morta durante a cobertura noticiosa de uma manifestação.


“Media” polacos apostam em conteúdos em ucraniano Ver galeria

Na Polónia, várias empresas mediáticas começaram a lançar produtos noticiosos em ucraniano, como forma de responder às necessidades dos três milhões de refugiados que chegaram ao país desde o início da guerra.

Conforme apontou o “Nieman Lab”, a Agência Noticiosa Polaca (Polska Agencja Prasowa, ou PAP) foi uma das primeiras organizações a partilhar artigos em ucraniano, graças a uma equipa de cinco jornalistas, que têm vindo a dedicar-se à tradução e produção de conteúdos.

Este serviço em ucraniano foi criado em apenas uma semana, e publica artigos diários sobre a invasão da Ucrânia.

“Esta guerra mudou tudo”, disse Jaros?aw Junko, coordenador dos serviços ucraniano e russo daquela agência noticiosa. “Todos os ‘sites’ informativos polacos de renome começaram a oferecer produtos em ucraniano. Esta é uma mudança importante, e mostra que a Polónia está a respeitar os ‘vizinhos’ que chegam ao país”.

Agora, a PAP quer expandir a editoria ucraniana, passando a incluir conteúdos sobre apoio legal, e ajuda económica para refugiados.

Outra das publicações que apostou em conteúdos ucranianos foi a “Onet” que, agora, partilha dez artigos diários sobre o conflito e, ainda, sobre a adaptação à vida na Polónia.

“Fazemos o nosso melhor para sermos um guia sobre a vida neste país”, explicou Kamil Turecki, coordenador da “Onet”.

Também o Grupo RMF decidiu ajudar esta causa, lançando uma nova estação de rádio em ucraniano, com frequências nas cidades fronteiriças de Przemysl e Hrubieszow.

O Clube


Os ciberataques passaram a fazer parte da paisagem mediática portuguesa. Depois do Grupo Impresa ter sido seriamente afectado, juntamente com a Cofina, embora esta em menor grau de exposição, chegou a vez do Grupo Trust in News, que detém o antigo portfólio de revistas de Balsemão, como é o caso do semanário “Visão”.
Outras empresas foram igualmente visadas, em maior ou menor escala, desde a multinacional Vodafone aos laboratórios Germano de Sousa.
Não cabe neste espaço qualquer comentário especializado a tal respeito, mas não nos isentamos de manifestar uma profunda preocupação relativamente à continuidade - e aparente impunidade - destes actos ilegais, que estão a pôr a nu as vulnerabilidades dos sistemas e redes, tanto públicos como privados.
Recorde-se que este site do Clube Português de Imprensa já foi alvo, também, de intrusões pontuais que bloquearam a sua actualização regular, o que voltou a acontecer, embora de uma forma indirecta, como consequência da inoperacionalidade do operador de telecomunicações atingido.

Oxalá estes ataques de “hackers”, já com um carácter mais “profissional”, tenha contribuído para alertar os especialistas e as autoridades competentes em cibersegurança no sentido de adoptarem as medidas de protecção que se impõem.
As fragilidades ficaram bem à vista.

 


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Opinião
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Agenda
19
Mai
2022 Collaborative Journalism Summit
10:00 @ Chicago, Estados Unidos
25
Jun
LinkedIn para Jornalistas
10:00 @ Cenjor
27
Jun
12th World Conference of Science Journalists
10:00 @ Medellín, Colômbia
10
Jul
Washington Journalism and Media Conference (WJMC)
10:00 @ Universidade George Mason