Terça-feira, 17 de Maio, 2022
Media

Plataforma de “newsletters” locais conquista assinantes


A plataforma independente “6AM City” conseguiu distinguir-se, nos Estados Unidos, como um dos projectos de jornalismo local de maior sucesso.

Isto porque, depois de lançar, no Verão passado, 16 novas “newsletters” locais, a “6AM City” conseguiu alcançar o patamar de um milhão de assinantes.

Em entrevista para o “podcast” “Media Voices”, o COO – Chief Operating Officer da “6AM City'', Ryan Heafy, explicou que o crescimento da plataforma, lançada em 2016, foi conquistado graças à dedicação de toda a equipa.

“Os primeiros anos foram passados a refinar o nosso produto. Queríamos descobrir a melhor maneira de fazer o projecto, de o apresentar visualmente”, explicou. “Quando ficámos satisfeitos, em Julho do ano passado, expandimo-nos para 16 novas cidades”.

Assim, nos últimos seis meses, a 6AM city passou de oito para 24 mercados de notícias locais.

Outra chave para o sucesso, aponta Heafy, é a cuidadosa curadoria de conteúdo.
“Fomos projectados para ser um mecanismo de ‘marketing’ para as cidades”, explicou Heafy. “Nós seleccionamos as temáticas mais relevantes, ajudando os assinantes a tornarem-se melhores cidadãos, mais envolvidos com a sua comunidade”.

“A nossa abordagem baseia-se num estilo de vida comunitário”, acrescentou aquele responsável.

Além disso, a 6AM City consegue atrair um grande número de seguidores, ao evitar artigos sobre questões criminais ou judiciais, comuns noutras publicações semelhantes. Da mesma forma, este projecto procura manter a neutralidade política e ideológica, partilhando as acções de todos os cidadãos.

“Ao não filtrar tanto o conteúdo, ajudamos as pessoas a perceberem como podem juntar-se a outros elementos da sua comunidade. Isto tem resultado numa grande melhoria a nível da economia local”.


Já do lado financeiro, uma das chaves do sucesso é manter o equilíbrio entre anunciantes locais e nacionais.

“É importante ter a certeza de que estamos a apoiar a comunidade local de forma eficaz”, enfatizou Heafy. "Os nossos leitores não costumam gostar de publicidade nacional, a menos que encontrem uma conexão com os produtos”. 


Connosco
Jornalistas enfrentam “período negro” com risco de vida Ver galeria

O mês de Maio tem sido negro para os jornalistas, com o assassinato de quatro mulheres  jornalistas em apenas sete dias.

Conforme apontou o “Guardian”, dois dos homicídios ocorreram no México, um dos países mais perigosos para o exercício jornalístico. As vítimas foram Yesenia Mollinedo Falconi e Sheila Johana García Olivera, do “site”  “El Veraz”.

Semanas antes da sua morte, Yesenia Mollinedo Falconi, havia recebido ameaças de morte, na sequência das suas investigações sobre crime e corrupção. Ainda assim, aquela jornalista estava confiante de que não corria perigo.

Dois dias após a morte das profissionais mexicanas, foi noticiada outra tragédia: o assassinato de Shireen Abu Akleh, uma correspondente da Al Jazeera, que acompanhava o conflito israelo-árabe há vários anos.

O Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU mostrou-se “chocado” com a morte deste profissional e exigiu, entretanto,  uma “investigação independente e transparente” sobre o sucedido.

Também a directora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, se juntou no apelo a uma “investigação completa” à morte da jornalista.

“O assassinato de uma jornalista claramente identificada, numa zona de conflito, é uma violação do direito internacional“, disse Azoulay em comunicado, pedindo uma investigação para levar “os responsáveis à justiça”.

No dia a seguir, ficou conhecido o homicídio da jornalista colombiana Francisca Sandoval, morta durante a cobertura noticiosa de uma manifestação.


“Media” polacos apostam em conteúdos em ucraniano Ver galeria

Na Polónia, várias empresas mediáticas começaram a lançar produtos noticiosos em ucraniano, como forma de responder às necessidades dos três milhões de refugiados que chegaram ao país desde o início da guerra.

Conforme apontou o “Nieman Lab”, a Agência Noticiosa Polaca (Polska Agencja Prasowa, ou PAP) foi uma das primeiras organizações a partilhar artigos em ucraniano, graças a uma equipa de cinco jornalistas, que têm vindo a dedicar-se à tradução e produção de conteúdos.

Este serviço em ucraniano foi criado em apenas uma semana, e publica artigos diários sobre a invasão da Ucrânia.

“Esta guerra mudou tudo”, disse Jaros?aw Junko, coordenador dos serviços ucraniano e russo daquela agência noticiosa. “Todos os ‘sites’ informativos polacos de renome começaram a oferecer produtos em ucraniano. Esta é uma mudança importante, e mostra que a Polónia está a respeitar os ‘vizinhos’ que chegam ao país”.

Agora, a PAP quer expandir a editoria ucraniana, passando a incluir conteúdos sobre apoio legal, e ajuda económica para refugiados.

Outra das publicações que apostou em conteúdos ucranianos foi a “Onet” que, agora, partilha dez artigos diários sobre o conflito e, ainda, sobre a adaptação à vida na Polónia.

“Fazemos o nosso melhor para sermos um guia sobre a vida neste país”, explicou Kamil Turecki, coordenador da “Onet”.

Também o Grupo RMF decidiu ajudar esta causa, lançando uma nova estação de rádio em ucraniano, com frequências nas cidades fronteiriças de Przemysl e Hrubieszow.

O Clube


Os ciberataques passaram a fazer parte da paisagem mediática portuguesa. Depois do Grupo Impresa ter sido seriamente afectado, juntamente com a Cofina, embora esta em menor grau de exposição, chegou a vez do Grupo Trust in News, que detém o antigo portfólio de revistas de Balsemão, como é o caso do semanário “Visão”.
Outras empresas foram igualmente visadas, em maior ou menor escala, desde a multinacional Vodafone aos laboratórios Germano de Sousa.
Não cabe neste espaço qualquer comentário especializado a tal respeito, mas não nos isentamos de manifestar uma profunda preocupação relativamente à continuidade - e aparente impunidade - destes actos ilegais, que estão a pôr a nu as vulnerabilidades dos sistemas e redes, tanto públicos como privados.
Recorde-se que este site do Clube Português de Imprensa já foi alvo, também, de intrusões pontuais que bloquearam a sua actualização regular, o que voltou a acontecer, embora de uma forma indirecta, como consequência da inoperacionalidade do operador de telecomunicações atingido.

Oxalá estes ataques de “hackers”, já com um carácter mais “profissional”, tenha contribuído para alertar os especialistas e as autoridades competentes em cibersegurança no sentido de adoptarem as medidas de protecção que se impõem.
As fragilidades ficaram bem à vista.

 


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Agenda
19
Mai
2022 Collaborative Journalism Summit
10:00 @ Chicago, Estados Unidos
25
Jun
LinkedIn para Jornalistas
10:00 @ Cenjor
27
Jun
12th World Conference of Science Journalists
10:00 @ Medellín, Colômbia
10
Jul
Washington Journalism and Media Conference (WJMC)
10:00 @ Universidade George Mason