Quarta-feira, 22 de Setembro, 2021
Media

Um "livro de académicos" em homenagem a Mário Mesquita

O percurso do jornalista e professor Mário Mesquita foi assinalado no livro “A liberdade por princípio: estudos e testemunhos em homenagem a Mário Mesquita'', da editora Tinta da China.

A obra, com mais de 800 páginas, contou com a coordenação de Carlos Guilherme Riley, Cláudia Henriques, Pedro Marques Gomes e Tito Cardoso e Cunha e foi apresentada, em 15 de Junho, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, conforme é noticiado pelo jornal electrónico “Notícias ao Minuto”.

A ideia do livro "partiu do momento em que Mário Mesquita se aposentou aos 70 anos, ao fim de 40 dedicados ao ensino do jornalismo", disse Pedro Marques Gomes, que é professor da Escola Superior de Comunicação Social.

O livro aborda o percurso do actual vice-presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), "desde as lutas oposicionistas ao regime fascista até à democracia, como fundador do Partido Socialista, e também sobre as temáticas a que se dedicou", além da história da contemporânea dos Açores e inclui ainda testemunhos de cariz pessoal. Trata-se, "sobretudo", de um livro "de académicos".

A partir do momento simbólico da sua aposentação, "embora continue a leccionar na Universidade Lusófona, um grupo de académicos juntou-se e convidou uma série de investigadores universitários para contribuírem para um livro de homenagem ao professor Mário Mesquita", prosseguiu o responsável.

A obra "reúne uma série de ensaios sobre o percurso do homenageado e também trabalhos sobre as temáticas às quais [Mário Mesquita] se foi dedicando ao longo do seu percurso sobre os media e o jornalismo e também a História de Portugal e dos Açores, em particular", explicou Pedro Marques Gomes.

"Inclui, também, uma série de testemunhos de várias figuras" sobre Mário Mesquita e uma entrevista ao próprio.

O livro, que levou "cerca de dois anos a ser preparado, até porque se colocou esta questão atual" da pandemia de covid-19, conta com contributos de universitários de várias instituições pelas quais o homenageado passou ao longo da vida, desde a Bélgica até às várias instituições em Portugal, desde "Porto, Coimbra, Universidade Nova, Escola Superior da Comunicação Social, Lusófona e de outras onde ele não passou, mas com figuras com as quais se cruzou".


O objectivo é fazer "uma homenagem em vida e assinalar este marco simbólico em que se retira da universidade pública", sublinhou.


Mário Mesquita, que é vice-presidente do Conselho Regulador da ERC desde 14 de dezembro de 2017, nasceu em Ponta Delgada, Açores, em janeiro de 1950.


Licenciou-se em Comunicação Social pela Universidade Católica de Lovaina e foi jornalista do “República” (1971-1975), director (1978-1986), director-adjunto (1975-1978) do “Diário de Notícias” (DN) e director do “Diário de Lisboa” (1989-1990).


Foi, também, provedor dos leitores do DN entre 1997 e 1998 e ajudou a criar a licenciatura em jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, na qualidade de professor associado convidado e foi professor auxiliar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa.


Enquanto jornalista foram-lhe atribuídos vários prémios e é autor de oito livros sobre comunicação social.


A apresentação do livro contou com Guilherme d'Oliveira Martins, Jaime Gama, Carlos Guilherme Riley, Cláudia Henriques, Pedro Marques Gomes, Tito Cardoso e Cunha e também com a presença do homenageado.


Connosco
World Press Photo em exposição no Parque dos Poetas em Oeiras Ver galeria

A 64.ª edição da World Press Photo estará patente no Parque dos Poetas, Entrada do Templo da Poesia, até ao dia 15 de Outubro, com entrada gratuita

Além da visita à exposição, haverá “workshops” de fotografia aos sábados, com fotojornalistas de renome. Estão já confirmados, nesta iniciativa, Arlindo Camacho, Rita Ferro Alvim, Gonçalo F. Santos e Marcos Borga.

Criado em 1955 pela organização homónima, o concurso World Press Photo premeia, anualmente, fotografias que dão a conhecer ao público questões e momentos cruciais e fracturantes, que marcam a actualidade de povos e de sociedades em todo o mundo.

Neste ano, o concurso recebeu 4 315 fotógrafos de 130 países, com 74 470 imagens inscritas. Os vencedores do concurso anual de fotografia World Press Photo são 45 fotógrafos de 28 países: Argentina, Arménia, Austrália, Bangladesh, Bielorrússia, Brasil, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos da América, França, Grécia, Holanda, Índia, Indonésia, Itália, Irão, Irlanda, México, Myanmar, Peru, Filipinas, Polónia, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha, Suécia e Suíça.

Publicações "online" devem diversificar oferta de conteúdos para captar jovens Ver galeria

Com a chegada da era digital, os jornais “online” passaram a focar-se na retenção de uma audiência jovem, como forma de conquistar a sua lealdade enquanto consumidores de notícias e de garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo.

Apesar de todos os esforços, os jovens têm-se demonstrado reticentes quanto à subscrição de serviços noticiosos digitais, preferindo a consulta de informação através das redes sociais.

Agora, um estudo realizado pela Agência de Imprensa Alemã DPA, em conjunto com Associação Alemã de Editores Digitais e Editores de Jornais (BDZV), revelou o principal motivo deste fenómeno: os jovens não gostam de ser tratados como um grupo homogéneo.

Isto significa, conforme indica o documento, que, de forma a alcançarem o seu objectivo, as publicações “online” devem diversificar a sua oferta de conteúdos, indo ao encontro dos diferentes tópicos e problemáticas sociais.

Além disso, a pesquisa, atesta que há grandes diferenças dentro da mesma faixa etária. “Adolescentes e jovens têm hábitos de consumo, interesses, exigências e necessidades diferentes em relação ao conteúdo das notícias. Dentro da mesma faixa etária, as orientações são muito diferentes ”.

“Mais concretamente -- acrescenta o relatório -- enquanto alguns usam quase exclusivamente fontes jornalísticas para satisfazer a sua grande sede de informação (...), outros utilizadores preferem os conteúdos de comunicadores individuais, como actores e influenciadores”.

O estudo revela, da mesma forma, que os jovens sentem necessidade de ter uma relação próxima com as fontes de informação, como se as publicações falassem, especificamente, sobre os problemas que enfrentam no dia a dia.

O Clube


Recomeçamos. A pausa de agosto foi um tempo de análise e de reflexão sobre as delicadas circunstâncias que rodeiam e condicionam os media portugueses e as associações representativas do sector.
Enquanto as redacções encolhem e os jornais lutam pela sobrevivência, as grandes plataformas digitais tornam-se omnipresentes e absorvem a melhor publicidade.
Um estudo da ERC revela que dois terços dos inquiridos utiliza a internet, mas que, depois das televisões, as redes sociais aparecem já como fonte noticiosa preferencial, suplantando os jornais impressos.


A dificuldade da imprensa, com tiragens minguadas, influenciou a principal distribuidora de jornais e revistas no sentido de lançar uma taxa diária a cobrar aos quiosques e outros postos de venda.
Por agora, a cobrança está suspensa, no seguimento de uma providência cautelar aceite pelo tribunal, mas nada garante que o desfecho não venha a penalizar mais ainda a circulação da Imprensa.
A fragilidade das empresas de media agravou a sua dependência, e tornou-as gradualmente mais permeáveis aos desígnios do poder político.
Seja no audiovisual, seja nas publicações impressas, observa-se uma crescente uniformidade noticiosa, a par de uma actuação comprometida com as prioridades da agenda do Executivo.
Neste contexto, as associações do sector não têm a vida facilitada, quer pelo enfraquecimento do mecenato, quer pela apatia já antiga que se nota nos jornalistas no tocante ao associativismo.
Com 40 anos feitos de actividade ininterrupta, o Clube Português de Imprensa tem neste site uma forma de ligação privilegiada com associados e outros profissionais do sector, bem como com os estudantes dos cursos de jornalismo, apoiado em parcerias que são preciosas fontes complementares de informação e de análise.
Por aqui continuamos, com a consciência do desafio e do risco envolventes, e com a noção de partilha e de serviço que nos anima desde o início.


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Opinião
O impacto da pandemia no universo mediático está longe de encontrar-se esgotado, apesar das promessas de “libertação” da sociedade, ensaiadas por vários governos, entre os quais o português, em doses apreciáveis.O jornalismo tornou-se mais fechado, confirmando uma tendência que não é nova de os jornalistas recorrerem à Internet e às redes sociais como fonte predominante de informação.Os...
O que une radicais de direita e de esquerda
Francisco Sarsfield Cabral
Contra o que frequentemente se julga, um radical de direita não está a uma distância de 180 graus de um radical de esquerda. Ambos partilham um desprezo pela democracia liberal, que consideram um regime político “mole”, sem “espinha dorsal”. Não aceitam que quem pense de maneira diferente da nossa não seja um inimigo a abater.  No passado dia 1 a Eslovénia sucedeu a Portugal na presidência semestral da UE....
Uma das coisas que mais me intriga e cansa no jornalismo que se faz atualmente em Portugal é a ausência de sentido crítico, a incapacidade de arriscar e de fazer diferente. Estão todos a correr para dar as mesmas notícias e fazer as mesmas perguntas. E, quando conseguem o objetivo, ficam com a sensação de dever cumprido.Vem isto a propósito da não notícia que ocupa lugar diário nos títulos da imprensa, dos...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
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Set
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World News Media Congress
09:00 @ Taipei, Taiwan
04
Out
Jornalismo durante a pandemia: o que aprendemos?
10:00 @ Conferência "online" da FAPE
13
Out