Sábado, 1 de Outubro, 2022
Estudo

"Nova era dourada do jornalismo" dependerá de algoritmo

Após a terceira revolução industrial, e em plena era tecnológica, os cidadãos deixaram de dedicar tanto tempo à leitura de conteúdos, quer estes sejam de cariz noticioso, quer sejam dedicados ao entretenimento.

Ou seja, embora os consumidores continuem a informar-se sobre a actualidade mundial, fazem-no, agora, através dos seus telemóveis ou computadores, de forma dinâmica e acelerada.

Posto isto, a investigadora Mariana Nava considera que os jornalistas e editores devem abraçar o novo “modus vivendi” e adaptar as regras tradicionais da profissão à actualidade, de forma a alcançarem a nova “era dourada do jornalismo”.

Num artigo publicado, originalmente, na revista “objETHOS” e reproduzido no “Observatório da Imprensa” -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- Nava recordou que, actualmente, o sucesso das notícias depende, muitas vezes, de algoritmos informáticos, como o SEO.

O SEO -- “Search Engine Optimization” -- é um mecanismo que os criadores de conteúdos utilizam, para se certificarem de que os seus produtos ou artigos são, facilmente, encontrados pelos utilizadores da internet.

De acordo com a autora, esta ferramenta é composta por um conjunto de técnicas que tornam um texto interessante e fácil de encontrar.

Estas técnicas incluem, por exemplo, adicionar palavras-chave, utilizar frases curtas, escolher subtítulos, etc.

Quando esta ferramenta é utilizada de forma eficaz, os conteúdos aparecem no topo das páginas de pesquisa, chegando a um grande número de cidadãos.

Segundo indicou Nava, este mecanismo poderia, então, ser utilizado no jornalismo, de forma a conquistar a atenção de novas audiências e melhorar a sustentabilidade dos negócios mediáticos.


Contudo, é importante que os profissionais se mantenham fiéis ao código ético, seguindo as normas que foram sendo transmitidas de geração em geração.


Ou seja, o jornalismo não está em vias de extinção Deverá, apenas, adaptar-se, lentamente, à nova realidade mundial.


Leia o artigo original em “Observatório da Imprensa”

 

 
Connosco
Gazeta Wyborcza da Polónia recebe prémio da liberdade de imprensa Ver galeria

A Gazeta Wyborcza e a Fundação Gazeta Wyborcza, da Polónia, receberam, no World News Media Congress 2022, das mãos do Rei Felipe VI, o prémio da liberdade de imprensa da Associação Mundial de Editores Noticiosos (WAN-IFRA).

Para a WAN-IFRA, o prémio reconheceu “um meio que se apresenta como um farol de independência e um baluarte contra o autoritarismo”, além se ser “um jornal de referência que demonstra os seus valores diariamente, através das suas páginas, apoiando jovens jornalistas, na promoção de notícias locais e trabalhando através das fronteiras em solidariedade com colegas necessitados”.

Estes são valores que, para a Associação, representam o que se defende para os media a nível mundial, e que demonstram a importância de continuar a defender uma imprensa livre, para além da demonstração de solidariedade.

A Gazeta Wyborcza criou, em 2019, a Fundação A Gazeta Wyborcza, de forma a salvaguardar o futuro da publicação e a fortalecer o jornalismo de qualidade na Polónia. Os seus projectos denunciaram já organizações neofascistas, combateram a desinformação, a polarização, entre outras questões que marcaram a actualidade.

Tendo em conta a deterioração da democracia polaca, que se encontra em 64º lugar no “Ranking de Liberdade de Imprensa” dos Repórteres Sem Fronteiras, “o compromisso cívico é mais necessário do que nunca”, conforme referiu Joanna Krawczyk, directora da Gazeta Wyborcza e presidente do Conselho da Fundação.

Organizações preocupadas com “Lei Classificada” em Espanha propõem reformulação Ver galeria

As organizações Hay Derecho, Más Democracia, Access Info e Transparencia Internacional España emitiram um comunicado conjunto, no Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, acerca do Segredo de Estado.

Alegam, designadamente, que o Projecto de Lei sobre a Lei Classificada não garante um equilíbrio entre a classificação da informação e o direito à liberdade de informação, responsabilidade e transparência.

A lei “não pode permitir, em nome de uma alegada segurança nacional, potenciais violações dos direitos humanos, quanto mais crimes contra a humanidade”, realçaram. Além disso, admitiram uma “reserva temporária”, mas acreditam que a “transparência deve prevalecer no final desse tempo legalmente estabelecido”.

As principais preocupações para com o Projecto de Lei apresentado pelo Governo espanhol devem-se a questões como a motivação para a classificação, a legitimação de quem classifica, os direitos fundamentais, os prazos para desclassificar a informação, a legitimação para recorrer das decisões e o incumprimento do próprio processo.

Para as organizações, é preciso que seja justificada e pertinente a classificação de uma informação como “Segredo de Estado”, já que há tópicos assim classificados que em nada têm a ver com a segurança nacional. Também, o facto de existirem diversos cargos políticos aos quais se dá o direito de classificar uma informação como tal, revelou-se um problema.

Além de ter de assegurar o respeito pelos direitos fundamentais no âmbito da liberdade à informação, as associações consideraram que o Projecto de Lei deveria clarificar os prazos para desclassificar a informação como “secreta”, já que existe informação há mais de 50 anos nesta condição.

O Clube


Lançado em novembro de 2016, este site do Clube Português de Imprensa tem mantido, desde então, uma actividade regular, com actualizações diárias, quer sobre iniciativas próprias da Associação, quer sobre a actualidade relacionada com os media portugueses e internacionais.

O site tem sido, ainda, um fórum de debate e de reflexão sobre as questões que se colocam ao jornalismo e aos jornalistas, reunindo a opinião de vários colunistas e textos editados por instituições com as quais celebrámos parcerias, desde o Observatório de Imprensa do Brasil à Asociacion de la Prensa de Madrid ou ao jornal “A Tribuna” de Macau.

Em seis anos de presença online constante, com um crescimento assinalável de visitantes, é natural que o site deva corresponder a essa procura, reinventando-se e procedendo a uma actualização tecnológica.

Pela sua natureza, essa modernização conceptual implicará algumas modificações na frequência e rotatividade de conteúdos, já a partir de outubro. É uma transição necessária.

Continuamos a contar com o interesse e adesão dos associados, além dos muitos milhares de frequentadores deste site, que constituem um valioso incentivo para quem contribui, sem outras ambições nem dependências, para um suporte digital que é um dos principais “cartões de visita” do Clube Português de Imprensa, fundado em 1980.  

 

A Direcção


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Opinião
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