Terça-feira, 19 de Janeiro, 2021
Efeméride

O que importa é pôr ordem no mercado de meios

Francisco Pinto Balsemão

Comemorar 40 anos da fundação do Clube Português de Imprensa traz-nos à memória o grupo de fundadores, entre os quais me conto, e a saudade pelos que partiram.
É, de qualquer modo, importante comemorar e congratularmo-nos pelo que de bom se fez e continua a fazer. Desde logo, conferindo a justeza das ações desenvolvidas com o objetivo estatutário de “promover a defesa do papel da imprensa, escrita e falada, na sociedade portuguesa”, o que efetivamente se cumpriu e continua a cumprir nas múltiplas iniciativas, das quais relevo o lançamento dos Prémios de Jornalismo, bem como a participação no Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, em parceria com o Centro Nacional de Cultura, assim como encontros, jantares-debate, conferências onde se reflete sobre o país, e especialmente, os media e jornalismo.
Há 40 anos, davam-se os primeiros passos no que viria a ser a explosão das novas tecnologias; hoje, “a defesa da imprensa escrita e falada”, espalha-se por uma imensidão de campos de batalha onde os verdadeiros meios de Comunicação Social se confrontam com os falsos meios que proliferam na net ou suportados em grandes plataformas, enquanto os jornalistas profissionais se debatem com as fake news e as enxurradas de lixo que os falsos jornalistas fazem correr nas redes sociais.
Ao mesmo tempo, os editores assistem indefesos ao esbulho dos seus conteúdos por piratas organizados em grandes redes e/ou algumas plataformas poderosas, cuja riqueza acumulada as parece tornar imunes perante a Justiça.

Tudo o que é novo é mau? Longe disso. O que importa é pôr ordem no mercado dos meios, por forma a distinguir o trigo do joio e evitar que os direitos de quem produz sejam vilipendiados impunemente. 

Uma palavra de apreço à atual Direção e ao seu Presidente Dinis de Abreu pelo trabalho que continuam a desenvolver, ultimamente com crescente exposição através do site, numa altura em que as duas crises económicas e de saúde se cruzam e combinam para tornar tudo mais difícil.

Bem Hajam


Connosco
Guia possível com directrizes para jornalistas em manifestações Ver galeria

Sabe-se que, em algumas manifestações, os jornalistas acabam por ser agredidos pelas autoridades, que os tomam como cidadãos em protesto.

Este tipo de acção põe em causa não só a liberdade de imprensa, como, igualmente, a integridade física dos profissionais.

Perante este cenário, o instituto Poynter reuniu um conjunto de directrizes destinadas a proteger jornalistas, no decurso de manifestações, que tenham necessidade de cobrir.

De acordo com o guia, a conduta dos jornalistas é essencial. Assim, de forma a não serem visados pelas autoridades, o instituto Poynter sugere que os colaboradores dos “media” permaneçam calmos e utilizem indumentárias que os distingam dos manifestantes.Neste sentido, os jornalistas devem estar devidamente identificados, com as respectivas credenciais à vista.

É, igualmente, importante, que os profissionais não atraiam as atenções, quer através de luzes fluorescentes , quer de outro tipo de material de grande porte.

De qualquer forma, é importante que as câmaras estejam sempre a gravar. Assim, os jornalistas guardam sempre provas de qualquer incidente. Como tal, os profissionais devem certificar-se de que sabem operacionalizar os vários equipamentos.

Além disso, os colaboradores dos “media” devem recordar-se de que não são obrigados a entregar o material de reportagem às autoridades. Em caso de dúvida, será conveniente ter o contacto de um advogado.

Os dilemas e os desafios que se colocam ao jornalismo migratório Ver galeria

No Brasil, a maioria dos jornalistas que escreve sobre emigração foca-se, somente, nos aspectos positivos da mudança, omitindo as verdadeiras dificuldades de um expatriado, considerou Liliana Tinoco Backert num texto publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

De acordo com a autora, este tipo de artigos passam a mensagem de que basta dominar uma língua estrangeira para se ser bem sucedido lá fora. Contudo, defende Tinoco Backert, a realidade nem sempre é essa.

Quando os jornalistas oferecem destaque a empresários de sucesso, esquecem-se, muitas vezes, das possíveis adversidades enfrentadas pela família desse mesmo profissional, que deixaram as suas rotinas para o acompanhar.

Da mesma forma, o jornalismo de migração brasileiro omite os choques interculturais, as dificuldades de adaptação e a possível exclusão social.

Perante este cenário, a autora incentiva os profissionais dos “media” a criarem projectos focados nestes temas, para informarem, eficazmente, os leitores que estão a ponderar mudar de país.

Aliás, Tinoco Backart -- que chegou a viver na Suíça -- começou a redigir, em 2016, a sua própria coluna sobre movimentos migratórios, que é publicada no portal Swissinfo.ch.

O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Nos 40 anos do CPI
Francisco Sarsfield Cabral
Comemoram-se este mês quarenta anos desde a fundação deste Clube, em 1980. Vivia-se em Portugal, então, o alívio pela liberdade de expressão – já não havia censura prévia. Mas algumas forças políticas, sobretudo de extrema-esquerda, tinham ocupado órgãos de comunicação social. Foi o caso da Rádio Renascença e do jornal República, por exemplo. E a maior parte da...
Venham mais 40!...
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No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
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Notas breves
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1 - Assistir a entrevistas na televisão tornou-se um ato penoso. As entrevistas fizeram-se para que alguém possa transmitir a terceiros o que entende dever ser transmitido. Ao jornalista cabe o papel de intermediário e intérprete do que julga ser a curiosidade do público. A entrevista é um ato de esclarecimento. Diferente de um texto de opinião ou de uma comunicação pura e simples exatamente por causa da presença do...
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27
Jan
Investigação e Escrita de Não-ficção
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01
Fev
Iniciação à Fotografia
10:00 @ Cenjor
23
Fev
Westminster Forum Projects: O futuro da BBC
10:00 @ Conferência "online"
28
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World News Media Congress
09:00 @ Taipei, Taiwan