Sábado, 1 de Outubro, 2022
Óbito

Com a morte de Eduardo Lourenço desapareceu um dos maiores pensadores portugueses

Morreu, aos 97 anos, o ensaísta, escritor filósofo, professor, e notável pensador , Eduardo Lourenço.

Com várias distinções, nacionais e internacionais, Eduardo Lourenço recebeu, em 2016, o Prémio Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituido pelo CNC – Centro Nacional de Cultura, em parceria com o CPI – Clube Português de Imprensa e a Europa Nostra, que partilhou, ex-aequo, com o “cartoonista” Plantu.

Antes, como conferencista, esteve em 2013 no Grémio Literário, a convite do CPI e do CNC, onde proferiu uma palestra enquadrada no ciclo de jantar-debates, subordinado ao tema "Portugal: que Estado, que Sociedade, que Soberania?", juntamente com Guilherme D `Oliveira Martins.

Nascido em São Pedro de Rio Seco em 1923, Eduardo Lourenço estudou na Universidade de Coimbra e fez a maior parte da carreira no estrangeiro. Deixa, para trás, dezenas de volumes escritos, centenas de ensaios e milhares de outras intervenções públicas.

Em Bordéus, estagiou com uma bolsa Fulbright (1949). Em Hamburgo ou Heidelberg, foi leitor de Cultura Portuguesa (1953 a 1955). Passou, ainda, pela Universidade de Montpellier (1956 a 1958) e pela Universidade Federal da Bahia em 1959. Regressou a Portugal posteriormente à morte da mulher, após quase quatro décadas a viver em França.

Recorde-se que a atribuição do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural , instituído em 2013, teve como intenção homenagear o “especialista da alma e do imaginário português, memória viva da cultura portuguesa de que é um dos maiores historiadores e um dos seus criadores mais fecundos, e com obra traduzida numa dezena de línguas”.

À época, Eduardo Lourenço reagiu à notícia afirmando que “em plena crise da nossa milenária Europa, recebo a inesperada notícia de que me foi atribuído (...) o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, deputada europeia e militante ardente da causa da Europa. É uma consolação para o tempo caótico que vivemos e para mim é uma pequena luz ao fundo do túnel da nossa aventura europeia em panne.”

 


Connosco
Gazeta Wyborcza da Polónia recebe prémio da liberdade de imprensa Ver galeria

A Gazeta Wyborcza e a Fundação Gazeta Wyborcza, da Polónia, receberam, no World News Media Congress 2022, das mãos do Rei Felipe VI, o prémio da liberdade de imprensa da Associação Mundial de Editores Noticiosos (WAN-IFRA).

Para a WAN-IFRA, o prémio reconheceu “um meio que se apresenta como um farol de independência e um baluarte contra o autoritarismo”, além se ser “um jornal de referência que demonstra os seus valores diariamente, através das suas páginas, apoiando jovens jornalistas, na promoção de notícias locais e trabalhando através das fronteiras em solidariedade com colegas necessitados”.

Estes são valores que, para a Associação, representam o que se defende para os media a nível mundial, e que demonstram a importância de continuar a defender uma imprensa livre, para além da demonstração de solidariedade.

A Gazeta Wyborcza criou, em 2019, a Fundação A Gazeta Wyborcza, de forma a salvaguardar o futuro da publicação e a fortalecer o jornalismo de qualidade na Polónia. Os seus projectos denunciaram já organizações neofascistas, combateram a desinformação, a polarização, entre outras questões que marcaram a actualidade.

Tendo em conta a deterioração da democracia polaca, que se encontra em 64º lugar no “Ranking de Liberdade de Imprensa” dos Repórteres Sem Fronteiras, “o compromisso cívico é mais necessário do que nunca”, conforme referiu Joanna Krawczyk, directora da Gazeta Wyborcza e presidente do Conselho da Fundação.

Organizações preocupadas com “Lei Classificada” em Espanha propõem reformulação Ver galeria

As organizações Hay Derecho, Más Democracia, Access Info e Transparencia Internacional España emitiram um comunicado conjunto, no Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, acerca do Segredo de Estado.

Alegam, designadamente, que o Projecto de Lei sobre a Lei Classificada não garante um equilíbrio entre a classificação da informação e o direito à liberdade de informação, responsabilidade e transparência.

A lei “não pode permitir, em nome de uma alegada segurança nacional, potenciais violações dos direitos humanos, quanto mais crimes contra a humanidade”, realçaram. Além disso, admitiram uma “reserva temporária”, mas acreditam que a “transparência deve prevalecer no final desse tempo legalmente estabelecido”.

As principais preocupações para com o Projecto de Lei apresentado pelo Governo espanhol devem-se a questões como a motivação para a classificação, a legitimação de quem classifica, os direitos fundamentais, os prazos para desclassificar a informação, a legitimação para recorrer das decisões e o incumprimento do próprio processo.

Para as organizações, é preciso que seja justificada e pertinente a classificação de uma informação como “Segredo de Estado”, já que há tópicos assim classificados que em nada têm a ver com a segurança nacional. Também, o facto de existirem diversos cargos políticos aos quais se dá o direito de classificar uma informação como tal, revelou-se um problema.

Além de ter de assegurar o respeito pelos direitos fundamentais no âmbito da liberdade à informação, as associações consideraram que o Projecto de Lei deveria clarificar os prazos para desclassificar a informação como “secreta”, já que existe informação há mais de 50 anos nesta condição.

O Clube


Lançado em novembro de 2016, este site do Clube Português de Imprensa tem mantido, desde então, uma actividade regular, com actualizações diárias, quer sobre iniciativas próprias da Associação, quer sobre a actualidade relacionada com os media portugueses e internacionais.

O site tem sido, ainda, um fórum de debate e de reflexão sobre as questões que se colocam ao jornalismo e aos jornalistas, reunindo a opinião de vários colunistas e textos editados por instituições com as quais celebrámos parcerias, desde o Observatório de Imprensa do Brasil à Asociacion de la Prensa de Madrid ou ao jornal “A Tribuna” de Macau.

Em seis anos de presença online constante, com um crescimento assinalável de visitantes, é natural que o site deva corresponder a essa procura, reinventando-se e procedendo a uma actualização tecnológica.

Pela sua natureza, essa modernização conceptual implicará algumas modificações na frequência e rotatividade de conteúdos, já a partir de outubro. É uma transição necessária.

Continuamos a contar com o interesse e adesão dos associados, além dos muitos milhares de frequentadores deste site, que constituem um valioso incentivo para quem contribui, sem outras ambições nem dependências, para um suporte digital que é um dos principais “cartões de visita” do Clube Português de Imprensa, fundado em 1980.  

 

A Direcção


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Opinião
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