O empresário Mário Ferreira -- accionista maioritário do Grupo Media Capital -- considerou, em conferência de imprensa, que a deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) é “muito grave” e merece “repúdio e crítica”.
Ferreira, que foi eleito presidente do Conselho de Administração, garantiu que os accionistas e investidores do Grupo estão legitimados e que, por isso, haverá a manutenção da sua posição no interior na empresa.
“Estamos aqui com a transparência, como administradores eleitos”, argumentou o empresário, adiantando que “o percurso empresarial dos que [os] elegeram é amplamente conhecido”. Por isso, defendeu,“tentar inviabilizar os nossos accionistas colocaria em causa a existência deste grupo de comunicação”.
Recorde-se que a ERC decidiu suspender os direitos de voto dos novos accionistas da Media Capital – entre os quais se contam o empresário Mário Ferreira, a Triun, a Biz Partners, a CIN e a ZenithOdissey – considerando que há “fundadas dúvidas” sobre a identidade dos efectivos titulares.
A decisão surgiu na véspera de uma assembleia-geral do Grupo Media Capital, alertando que “qualquer decisão adoptada que possa envolver uma alteração de domínio, dos operadores de rádio e de televisão da Media Capital não será reconhecida”.
O vice-presidente daquele órgão regulador, Mário Mesquita, absteve-se, porém, na votação para a deliberação. Aquele membro do conselho defendeu que a decisão, tendo acontecido na véspera da assembleia-geral do Grupo Media Capital, “pode ser entendida, mesmo que o seja erroneamente, como pressão sobre os participantes na referida assembleia”.
Esse argumento foi utilizado por Mário Ferreira, ao recordar que “o primeiro a discordar da ERC foi um dos vogais” da entidade.
“É inaceitável que haja pressões e condicionamento sobre os trabalhos da nossa assembleia geral de accionistas”, afirmando que esses comportamentos colocam em causa o “bom nome” da empresa e deles mesmos. São “danos reputacionais”, concluiu.
A pandemia veio agravar a crise dos “media”, já que modificou os hábitos de consumo dos cidadãos e demonstrou a necessidade de alterar o modelo de negócio tradicional, assente, sobretudo, em receitas publicitárias.
Perante este novo contexto, o Obercom analisou as diferenças registadas, entre 2019 e 2020, na imprensa portuguesa, de forma a traçar um possível futuro para o sector, tendo em conta a aceleração das marcas digitais.
Para tal, foram analisadas doze publicações -- “Correio da Manhã”, “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso”, “Visão”, “Sábado”, “Jornal de Negócios”, “Jornal Económico”, “Record”, “O Jogo” e “Courrier Internacional”.
Em primeira instância, constatou-se que, tanto o volume de circulação paga, como o volume de tiragens, tem sofrido quedas sustentadas ao longo dos últimos anos. O volume de tiragens também diminuiu, acompanhando o ritmo de quebra das vendas em banca.
Em relação ao índice de Eficiência das publicações -- que resulta do rácio entre tiragens e circulação impressa paga -- verifica-se que os semanários “Expresso” e “Visão” são aqueles que apresentam os valores mais altos. Em posição contrária estão o “Jornal Económico” e o “Jornal de Negócios”.
No que respeita ao digital, o crescimento das assinaturas não tem sido suficiente para colmatar as perdas no papel.
Nos últimos meses, a liberdade de imprensa em França tornou-se um tema de debate, devido à aprovação da Lei de Segurança Global, recordou o jornalista Rui Martins num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Entre outros pontos, a Lei de Segurança Global estabelece restrições à divulgação de imagens dos membros das forças policiais e militares, o que, para os franceses, constitui um acto de censura.
Segundo indicou Martins, este “controlo de imagem”, previsto no artigo 24, é subtil e mal intencionado, já que visa proteger as autoridades, em caso de utilização excessiva da força.
Até porque, de acordo com o documento, será punido o fotógrafo, o operador de imagem ou o cidadão que captar e difundir imagens das forças da autoridade. A pena pode ir até aos 45 mil euros e um ano de prisão.
Além disso, não havendo prova visual, os autores de tais denúncias poderiam ser processados.
Perante este quadro, um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.
A defesa do anonimato dos polícias franceses foi, ainda, questionada pelas próprias televisões francesas, que mostraram imagens de agentes ingleses e alemães, com suas identificações bem visíveis nos próprios uniformes.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
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Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.