Quarta-feira, 2 de Dezembro, 2020
Óbito

Faleceu o jornalista, escritor e cronista Artur Portela Filho

Morreu, aos 83 anos, o jornalista e escritor, Artur Portela, vítima de pneumonia e infecção com covid-19.

Artur Portela nasceu em 1937 numa família de escritores e jornalistas; herdou o  nome do pai, e assinava Artur Portela Filho.  Formou-se em História e, no decorrer da sua carreira, fundou e dirigiu alguns jornais, como o “Jornal Novo” e o semanário “Opção” , tendo passado pelas redacções do “Diário de Lisboa”, da “Capital”, TSF e, ainda, da RTP.

Na década de 1990, integrou a Alta Autoridade para a Comunicação Social, antecessora da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

Enquanto escritor, Artur Portela Filho publicou vários volumes de crónicas, sobre actualidade política e social, alguns deles durante o período do Estado Novo, como a “Feira das Vaidades" e "A funda".

Destacam-se, ainda, algumas obras de ficção da sua autoria, como "Marçalazar: Romance" (1977), "Três lágrimas paralelas" (1987), "As noivas de São Bento" (2005) e "A guerra da meseta" (2009) .

Admirador da obra de Eça de Queirós, Artur Portela Filho chegou a adaptar para teatro a obra "A Capital", publicou o estudo "Eça é que é Eça" e assinou várias crónicas, recuperando a personagem Conde de Abranhos.


Conduziu, ainda,a entrevista da obra autobiográfica de José Cardoso Pires, editada pelas Publicações D. Quixote, "Cardoso Pires por Cardoso Pires".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou, entretanto, a morte do jornalista, afirmando que  "o Artur Portela cronista é ainda hoje um dos melhores e mais truculentos guias dos anos de transição entre regimes, bem como das vicissitudes da jovem democracia, comentando a actualidade de forma bem mais empenhada do que na ironia distante que identificamos com o queirosianismo".


Connosco
Crescimento das assinaturas digitais não compensa as perdas na circulação impressa Ver galeria

A pandemia veio agravar a crise dos “media”, já que modificou os hábitos de consumo dos cidadãos e demonstrou a necessidade de alterar o modelo de negócio tradicional, assente, sobretudo, em receitas publicitárias.

Perante este novo contexto, o Obercom analisou as diferenças registadas, entre 2019 e 2020, na imprensa portuguesa, de forma a traçar um possível futuro para o sector, tendo em conta a aceleração das marcas digitais.

Para tal, foram analisadas doze publicações -- “Correio da Manhã”, “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso”, “Visão”, “Sábado”, “Jornal de Negócios”, “Jornal Económico”, “Record”, “O Jogo” e “Courrier Internacional”.

Em primeira instância, constatou-se que, tanto o volume de circulação paga, como o volume de tiragens, tem sofrido quedas sustentadas ao longo dos últimos anos. O volume de tiragens também diminuiu, acompanhando o ritmo de quebra das vendas em banca.

Em relação ao índice de Eficiência das publicações -- que resulta do rácio entre tiragens e circulação impressa paga -- verifica-se que os semanários “Expresso” e “Visão” são aqueles que apresentam os valores mais altos. Em posição contrária estão o “Jornal Económico” e o “Jornal de Negócios”.

No que respeita ao digital, o crescimento das assinaturas não tem sido suficiente para colmatar as perdas no papel.

Movimento de jornalistas franceses contra nova Lei de Segurança Ver galeria

Nos últimos meses, a liberdade de imprensa em França tornou-se um tema de debate, devido à aprovação da Lei de Segurança Global, recordou o jornalista Rui Martins num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Entre outros pontos, a Lei de Segurança Global estabelece restrições à divulgação de imagens dos membros das forças policiais e militares, o que, para os franceses, constitui um acto de censura.

Segundo indicou Martins, este “controlo de imagem”, previsto no artigo 24, é subtil e mal intencionado, já que visa proteger as autoridades, em caso de utilização excessiva da força.

Até porque, de acordo com o documento, será punido o fotógrafo, o operador de imagem ou o cidadão que captar e difundir imagens das forças da autoridade. A pena pode ir até aos 45 mil euros e um ano de prisão.

Além disso, não havendo prova visual, os autores de tais denúncias poderiam ser processados.

Perante este quadro, um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.

A defesa do anonimato dos polícias franceses foi, ainda, questionada pelas próprias televisões francesas, que mostraram imagens de agentes ingleses e alemães, com suas identificações bem visíveis nos próprios uniformes.

O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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