O Spotify poderá anunciar, nos próximos meses, a comercialização de pacotes de subscrição de “podcasts”, anunciou o analista de “media” Andrew Wallenstein através das redes sociais.
De acordo com os dados revelados por Wallenstein, estão a ser estudados dois modelos de assinatura, que variam entre os três e os oito dólares, e que suprimiriam os conteúdos publicitários.
Contudo, Joshua Benton, do “Nieman Lab”, considera que este modelo poderá ser mal recebido pelos utilizadores da plataforma.
O Spotify foi pioneiro nos modelos de subscrição para o consumo de música. Porém,há muito que esta indústria se estabeleceu como um negócio. O mercado estava, assim, preparado para este tipo de iniciativa.
O mesmo não acontece com os “podcasts”, que sempre foram gratuitos. Perante esta realidade, Joshua Benton reitera que de forma a ser bem sucedido, o Spotify teria que, em primeira instância, construir uma base sólida de fãs.
Isto porque, o HBO, por exemplo, só conseguiu estabelecer-se enquanto um serviço de “streaming”, quando os seus conteúdos se tornaram indispensáveis na vida de alguns telespectadores. A título de exemplo, entre 2011 e 2019, muitos cidadãos subscreveram este serviço, de forma a serem os primeiros a ver o mais recente episódio de “Game of Thrones”.
Assim, os “podcasts” do serviço de subscrição do Spotify teriam de ser considerados programas de alta qualidade.
Além disso, outras empresas, como a Luminary, falharam na criação de modelos de subscrição de “podcasts”, ao conquistarem, no prazo de um ano, apenas 80 mil assinantes.
É verdade que o Spotify tem alguns pontos a seu favor, já que mais de 100 milhões de ouvintes pagam pelos seus serviços, mas Benton alerta que o sucesso desta nova iniciativa não deve ser tomado como um dado adquirido.
Leia o artigo original em “Nieman Lab”
A pandemia veio agravar a crise dos “media”, já que modificou os hábitos de consumo dos cidadãos e demonstrou a necessidade de alterar o modelo de negócio tradicional, assente, sobretudo, em receitas publicitárias.
Perante este novo contexto, o Obercom analisou as diferenças registadas, entre 2019 e 2020, na imprensa portuguesa, de forma a traçar um possível futuro para o sector, tendo em conta a aceleração das marcas digitais.
Para tal, foram analisadas doze publicações -- “Correio da Manhã”, “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso”, “Visão”, “Sábado”, “Jornal de Negócios”, “Jornal Económico”, “Record”, “O Jogo” e “Courrier Internacional”.
Em primeira instância, constatou-se que, tanto o volume de circulação paga, como o volume de tiragens, tem sofrido quedas sustentadas ao longo dos últimos anos. O volume de tiragens também diminuiu, acompanhando o ritmo de quebra das vendas em banca.
Em relação ao índice de Eficiência das publicações -- que resulta do rácio entre tiragens e circulação impressa paga -- verifica-se que os semanários “Expresso” e “Visão” são aqueles que apresentam os valores mais altos. Em posição contrária estão o “Jornal Económico” e o “Jornal de Negócios”.
No que respeita ao digital, o crescimento das assinaturas não tem sido suficiente para colmatar as perdas no papel.
Nos últimos meses, a liberdade de imprensa em França tornou-se um tema de debate, devido à aprovação da Lei de Segurança Global, recordou o jornalista Rui Martins num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Entre outros pontos, a Lei de Segurança Global estabelece restrições à divulgação de imagens dos membros das forças policiais e militares, o que, para os franceses, constitui um acto de censura.
Segundo indicou Martins, este “controlo de imagem”, previsto no artigo 24, é subtil e mal intencionado, já que visa proteger as autoridades, em caso de utilização excessiva da força.
Até porque, de acordo com o documento, será punido o fotógrafo, o operador de imagem ou o cidadão que captar e difundir imagens das forças da autoridade. A pena pode ir até aos 45 mil euros e um ano de prisão.
Além disso, não havendo prova visual, os autores de tais denúncias poderiam ser processados.
Perante este quadro, um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.
A defesa do anonimato dos polícias franceses foi, ainda, questionada pelas próprias televisões francesas, que mostraram imagens de agentes ingleses e alemães, com suas identificações bem visíveis nos próprios uniformes.
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