Quinta-feira, 22 de Outubro, 2020
Mundo

Acesso limitado de jornalistas ao desporto universitário

As competições desportivas foram retomadas, nos EUA, depois de meses de confinamento e de eventos cancelados, devido à pandemia.

O jornalismo especializado em desporto voltou, então, a dispor de temas para relatar e tem procurado, acima de tudo, entrar em contacto com os atletas que regressaram, agora, ao activo.

Contudo, de acordo com um artigo de Frank LoMonte publicado no “site” do instituto “Poynter”, os desportistas universitários estão a ser proibidos de estabelecer contacto com a imprensa.

Depois de analisar os regulamentos de programas de atletismo, nas universidade públicas norte-americanas, LoMonte concluiu que a maioria proibia os seus membros de darem entrevista sem a autorização prévia da direcção.

Alguma universidades eram, ainda, mais rígidas com o regulamento, ao desencorajarem os atletas de denunciarem práticas abusivas. 

A título de exemplo, a Universidade de East Carolina explicita que “se não tem nada de bom a dizer, não diga nada. Não se queixe dos treinadores, colegas de equipa ou da instituição”.


A Universidade de Kent, por sua vez, instrui todos os seus atletas: "Não apresentem reclamações aos “media”. O gabinete do treinador é o único lugar [para fazê-lo]".


Além disso, depois de realizar um inquérito junto dos membros da Associated Press Sports, LoMonte descobriu que, entre 32 editores de desporto, apenas 9% são sempre bem sucedidos em solicitações de entrevistas. Cerca de 66% dos profissionais  disseram que, por vezes, não conseguem obter o acesso de que necessitam, e 25% afirmou que o acesso lhes era negado regularmente.


Ademais, 29 dos 32 (91%) profissionais reiteraram que a impossibilidade de entrevistar atletas universitários afectava negativamente a sua cobertura.


LoMonte considera, no entanto, que é crucial ouvir aquilo que os atletas têm a dizer sobre a sua experiência nas universidades. 


Isto porque, recentemente, começaram a surgir relatos de abusos físicos e psicológicos no interior das academias e a imprensa tem desempenhado um papel importante na resolução destes problemas, ao torná-los públicos.


Leia o artigo original em Poynter


Connosco
Tolentino Mendonça receberá prémio Helena Vaz da Silva em cerimónia na Gulbenkian Ver galeria

No próximo dia 23 de Outubro, pelas 18 horas, a Fundação Gulbenkian acolhe, novamente, a cerimónia de entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, que destaca, este ano, o trabalho desenvolvido pelo Cardeal José Tolentino Mendonça.

No programa do evento consta, além da cerimónia de abertura, a entrega do prémio, e uma mensagem do Presidente da República e encerrar.

A entrega de prémios poderá ser acompanhada “online”, em “lifestream”, através do “sites” CNC -- Centro Nacional de Cultura, e do CPI -- Clube Português de Imprensa.

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural foi instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a Europa Nostra --  a principal organização europeia de defesa do património, representada, em Portugal, pelo CNC -- e com o Clube Português de Imprensa.

Recorde-se que, o Cardeal José Tolentino Mendonça, como foi referido neste “site”, venceu a edição de 2020, em função do seu contributo “excepcional” enquanto divulgador da cultura e dos valores europeus.

Ao reagir à notícia de que tinha sido o galardoado, Tolentino Mendonça manifestou-se “muito honrado por esta atribuição” que, acredita, “será vivida com alegria pela Biblioteca e o Arquivo Apostólicos do Vaticano”, onde, presentemente, trabalha.

Tolentino Mendonça lembrou, ainda, a importância do património cultural, que considera ser “um motor indiscutível do presente e só com ele podemos pensar que há futuro”.

Assista aqui à emissão em directo


Estratégias de "fact-checking" para contrariar desinformação Ver galeria

A desinformação tem vindo a monopolizar as redes sociais, através de estratégias de manipulação, que condicionam os comportamentos, e o voto, dos cidadãos. Este fenómeno tornou-se, assim, uma das maiores preocupações para os jornalistas, os activistas sociais e, acima de tudo, para a democracia. 

Confrontadas com este quadro, diversas organizações têm vindo a desenvolver estratégias de “fact-checking” e a reunir informações sobre os objectivos das “fake news”. 

Uma das mais recentes iniciativas de combate à desinformação no “ciberespaço” foi lançada pelo equipa de mudanças tecnológicas da Universidade de Harvard, que tratou de reunir estudos sobre a origem destes artigos.

Através dessa análise, os especialistas conseguiram distinguir cinco fases na “vida” de uma notícia falsa, que publicaram no “site” “NiemanReports”.

De acordo com os peritos, o primeiro estágio de um artigo de desinformação é o planeamento da campanha. Isto significa que os responsáveis pelas “fake news” começam por estudar os comportamentos do seu público-alvo e tentam discernir qual a melhor forma de lhes fazer chegar informação.


O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
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Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
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Agenda
26
Out
Conferência Africana de Jornalismo de Investigação
09:00 @ África do Sul - Joanesburgo
26
Out
Criação de "Podcasts"
09:00 @ Cenjor
28
Out
Soluções de "storytelling" para um jornalismo melhor
13:00 @ Sessões "online" Reuters Institute
10
Nov
Digital Media Europe 2020
10:00 @ Áustria - Viena
11
Nov
O valor e o futuro dos "media" públicos
13:00 @ Sessões "online" Reuters Institute