Sexta-feira, 25 de Setembro, 2020
Media

Os “e-papers” poderão contribuir para reformular o negócio da imprensa

Os jornais impressos estão a atravessar uma “crise identitária”, agora que se tornou urgente reformular modelos de negócio, devido à diminuição abrupta das tiragens e das receitas publicitárias.

Há alguns anos que estas publicações começaram a apostar em versões “online”, mas, de acordo com um editorial do “Laboratorio de Periodismo”, em Espanha, estas iniciativas não têm sido bem recebidas.

Isto porque os cidadãos espanhóis consideram que os “sites” não são suficientemente credíveis, escrevendo peças pouco dignas de confiança.

Assim, segundo indica o artigo, a única esperança dos jornais espanhóis são os “e-paper”, versões em PDF da publicação impressa, que já começaram a ser melhoradas. A título de exemplo, algumas empresas de “media” começaram a adicionar elementos audiovisuais e a actualizar determinados artigos, à medida que vão recebendo informações do seu desenvolvimento.

Da mesma, forma, um estudo realizado para o mercado alemão, pelo fornecedor de serviços de jornais ZMG,  sugere que estes novos modelos estão em ascensão, já que  um em cada oito jornais vendidos, na Alemanha, é, agora, um “e-paper”. 


De acordo com o estudo, só no segundo trimestre de 2020, a circulação de jornais de electrónicos aumentou 20 por cento. O confinamento pode estar na origem deste crescimento, já que muitos leitores adoptaram esta prática devido ao encerramento das bancas.


Não obstante, o estudo indica que o segmento de leitores que consome este tipo de produtos, sugere que os “e-papers” têm um futuro promissor: dois terços (65,8%) dos visitantes digitais têm menos de 50 anos de idade e, portanto, em média, são mais novos do que os compradores dos jornais impressos.


Além disso, o estudo indica que os utilizadores de papel electrónico estão entre os que dispõem de melhores condições salariais.


Leia o artigo original em Laboratorio de Periodismo”

Connosco
Campanha de emergência para os "media" desencadeada em Espanha Ver galeria

A Federação de Associações de Jornalistas de Espanha (FAPE) -- integrada pela APM, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria --  juntou-se à Federação Internacional de Jornalistas (IFJ), e à UNI Global Union para lançar uma campanha de emergência para os “media”. 

Face à grave crise económica, espoletada pela pandemia, os sindicatos exigem que os governos nacionais intervenham nos “media”, garantindo a qualidade, a ética, a solidariedade, os direitos laborais e as liberdades fundamentais.

Além disso, as associações querem pressionar os governos a introduzir um imposto sobre os serviços digitais , que têm monopolizado as receitas da publicidade nos meios de comunicação.

"A actual crise global de saúde está a agravar as dificuldades enfrentadas pelo sector da imprensa escrita", advertiu Anthony Bellanger, secretário-geral do IFJ. "Os governos devem reagir com urgência. Os ‘media’ são um bem público e um pilar fundamental das nossas democracias”.


A televisão tem passado e futuro democrático Ver galeria

A evolução da tecnologia veio, ao longo dos tempos, servir os “media”, oferecendo-lhes novos mecanismos para transmitir a informação e de alargar as audiências

A televisão, que celebra agora 70 anos no Brasil, é considerada uma das mais importantes “máquinas” dessa mesma evolução, já que se impôs no “modus vivendi” da Humanidade, moldando os seus hábitos e gostos.

Mas, mais do que isso -- recordou Alexander Goulart num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- a televisão, que nasceu como simples aparato tecnológico para transmissão de imagens, foi recebendo outros atributos, especialmente de cunho social, político, económico e cultural.

No Brasil, a TV nasceu sob a marca do entretenimento. Em poucos anos, ganhou fama e difundiu-se largamente. “Como uma espécie de hipnose massificante, na visão de muitos críticos, tomou conta das classes e o Brasil real passou a ser representado na tela. Nos anos 60, 70 e 80, a TV  tornou-se o principal “media” brasileiro, agente da unificação e geradora de uma identidade nacional”, recordou o autor.

“O sistema ‘broadcasting’ -- acrescentou, ainda, Goulart --  formando as redes, sobrepôs o nacional ao regional e o Brasil real passou a ser aquele que é reproduzido a partir de um determinado ponto de vista, que informava e entretinha a maioria da população”.


O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Agenda
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague
26
Out
Conferência Africana de Jornalismo de Investigação
09:00 @ África do Sul - Joanesburgo