Os Estados Unidos são a “casa” de muitas comunidades de língua portuguesa, que requerem uma atenção especial a nível informativo e de entretenimento.
Foi a pensar na diáspora lusófona que o português António David e o brasileiro Clésio Silvestre lançaram, a 1 de Maio, a Rede Rádios, uma emissora ‘online’, estabelecida nos Estados Unidos, com várias localizações e programas do Brasil e do Canadá.
O principal objectivo passa por apresentar os artistas das diásporas e atrair a juventude.
Em declarações à agência Lusa, Clésio Silvestre considerou que “é muito bom quando o trabalho de um artista da comunidade passa na Rede Rádios, porque pode estar a ser retransmitido para várias outras rádios”.
Esta rádio “web” conta, ainda, com a colaboração de diversos estúdios de emissão, que gravam os programas a partir de Nova Iorque, Rhode Island, Connecticut, do Brasil e do Canadá. Cada localização tem um nome diferente como “Rádio Rede Lisboa”, “Rádio Rede Açores” ou “Rádio Brasil Internacional”.
Com um ‘site’, uma aplicação móvel e contas nas redes sociais Facebook, Instagram e Youtube, a Rede Rádios já tem milhares de ouvintes e visualizadores. O perfil no Facebook tem mais de 50 mil visualizações diárias.
Os números ultrapassaram todas as expectativas dos fundadores, que só esperavam atingir este nível de audiências dentro de um ano.
“A rádio ‘web’ tem uma coisa extraordinária: dá-nos a liberdade de fazer como nós idealizamos a rádio. E neste momento estamos a trabalhar com uma equipa extraordinária. Ainda hoje estamos para saber como é que em três meses fizemos isto tudo” concluiu António Dias, acrescentando que ainda há lacunas para colmatar.
Perante os bons resultados, a Rede Rádios tem vindo a receber de outras emissoras do Brasil para fazer a transmissão de certos programas.
A pandemia veio agravar a crise dos “media”, já que modificou os hábitos de consumo dos cidadãos e demonstrou a necessidade de alterar o modelo de negócio tradicional, assente, sobretudo, em receitas publicitárias.
Perante este novo contexto, o Obercom analisou as diferenças registadas, entre 2019 e 2020, na imprensa portuguesa, de forma a traçar um possível futuro para o sector, tendo em conta a aceleração das marcas digitais.
Para tal, foram analisadas doze publicações -- “Correio da Manhã”, “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso”, “Visão”, “Sábado”, “Jornal de Negócios”, “Jornal Económico”, “Record”, “O Jogo” e “Courrier Internacional”.
Em primeira instância, constatou-se que, tanto o volume de circulação paga, como o volume de tiragens, tem sofrido quedas sustentadas ao longo dos últimos anos. O volume de tiragens também diminuiu, acompanhando o ritmo de quebra das vendas em banca.
Em relação ao índice de Eficiência das publicações -- que resulta do rácio entre tiragens e circulação impressa paga -- verifica-se que os semanários “Expresso” e “Visão” são aqueles que apresentam os valores mais altos. Em posição contrária estão o “Jornal Económico” e o “Jornal de Negócios”.
No que respeita ao digital, o crescimento das assinaturas não tem sido suficiente para colmatar as perdas no papel.
Nos últimos meses, a liberdade de imprensa em França tornou-se um tema de debate, devido à aprovação da Lei de Segurança Global, recordou o jornalista Rui Martins num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Entre outros pontos, a Lei de Segurança Global estabelece restrições à divulgação de imagens dos membros das forças policiais e militares, o que, para os franceses, constitui um acto de censura.
Segundo indicou Martins, este “controlo de imagem”, previsto no artigo 24, é subtil e mal intencionado, já que visa proteger as autoridades, em caso de utilização excessiva da força.
Até porque, de acordo com o documento, será punido o fotógrafo, o operador de imagem ou o cidadão que captar e difundir imagens das forças da autoridade. A pena pode ir até aos 45 mil euros e um ano de prisão.
Além disso, não havendo prova visual, os autores de tais denúncias poderiam ser processados.
Perante este quadro, um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.
A defesa do anonimato dos polícias franceses foi, ainda, questionada pelas próprias televisões francesas, que mostraram imagens de agentes ingleses e alemães, com suas identificações bem visíveis nos próprios uniformes.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.