Quarta-feira, 28 de Outubro, 2020
Media

As preversões das redes sociais enquanto fonte de notícias

As redes sociais tornaram-se indissociáveis da sociedade contemporânea. Como tal, estas plataformas passaram a ser a principal fonte de notícias para muitos jovens, que cresceram na era digital.

Este consumo intensificou-se, de forma significativa, nos últimos meses, devido à pandemia e às manifestações norte-americanas, afirmou a investigadora Amelia Gibson em entrevista ao “The Guardian”.

Isto porque, de acordo com Gibson, os jovens, ansiosos com a nova realidade, procuraram obter informação imediata e em primeira-mão. Além disso, os conteúdos partilhados, através das redes sociais, têm um cariz extremamente visual e atractivo, que corresponde a um padrão comunicacional típico das camadas mais jovens da sociedade.

Contudo, a utilização das redes sociais, como principal fonte de informação, pode contribuir para uma vaga de desinformação.

As redes sociais funcionam de acordo com uma configuração algorítmica, beneficiando determinadas empresas, consoante pagamento. Assim, os utilizadores das redes sociais têm acesso a uma selecção limitada de notícias.


Já a professora universitária Jennifer Grygiel, recordou, por sua vez, que os conteúdos são sugeridos conforme as preferências de cada consumidor, condicionando, ainda mais, a pluralidade informativa. Criam-se assim “echo-chambers”, espaços onde as nossas próprias opiniões são reforçadas. 


As investigadoras consideram, porém, que as redes sociais são essenciais para a democratização da cultura informativa, por serem um espaço de debate público.


É, contudo, essencial alertar para os riscos de desinformação e promover a literacia mediática entre os utilizadores.


Leia o artigo original em “Guardian”

 

 
Connosco
A cobertura noticiosa nas eleições americanas vistas em países com censura Ver galeria

As campanhas eleitorais norte-americanas têm sido acompanhada um pouco por todo o mundo, já que os cidadãos estão interessados em conhecer as possíveis consequências destas eleições presidenciais.

Perante este quadro, o “Nieman Lab” tentou descobrir quais são as premissas que dominam os “media” mundiais, de forma a apurarem qual o discernimento dos cidadãos, perante os candidatos democrata e republicano.

Após um mês de análise, com recurso a inteligência artificial, o “Nieman Lab” concluiu que a cobertura noticiosa das eleições tem sido, particularmente, intensa no Irão, na Rússia e na China, onde os “media” criticam as acções de Donald Trump.

Os principais temas abordados, pela comunicação social destes países, são os debates presidenciais, a gestão do novo coronavírus e as  políticas de imigração.

Depois do primeiro debate presidencial, a imprensa chinesa questionou a utilidade deste evento para o eleitorado, e criticou a conduta do actual Presidente.

Jornal britânico quer provar que imprensa não tem os dias contados... Ver galeria

Dez anos após o lançamento do jornal britânico “i”, o editor-executivo Oliver Duff diz ter provas suficientes para afirmar que o “formato impresso” vai “prosperar durante muito mais tempo do que a maioria dos especialistas defende”.

Em declarações à “Press Gazette”, Duff afirmou que os jornais impressos têm-se mostrado “resilientes” e inovadores”. 

Além disso, aquele responsável considera que os leitores valorizam este formato por ser “táctil”, ter “curadoria”, e conter muitos “elementos surpresa”, que contribuem para a formação de uma comunidade de cidadãos com valores semelhantes.

Segundo recordou Duff, nos primeiros meses de circulação, o “i” não foi bem recebido pela maioria dos críticos dos “media”, mas conquistou uma base de leitores fiéis, que foram dando “feedback” sobre aquilo que pretendiam consumir.

O “i” tornou-se assim um jornal reconhecido pela sua objectividade factual e isenção política. 

De forma a conquistarem o interesse dos leitores, os colaboradores fazem análises profundas de situações disruptivas e tentam criticar, apenas, “aquilo que tem de ser criticado”.


O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Agenda
10
Nov
Digital Media Europe 2020
10:00 @ Áustria - Viena
11
Nov
O valor e o futuro dos "media" públicos
13:00 @ Sessões "online" Reuters Institute
24
Nov
Congresso de Jornalismo para Dispositivos Móveis
10:00 @ Universidade da Beira Interior