Quarta-feira, 28 de Outubro, 2020
Estudo

Relatório do Obercom analisa variações do consumo mediático

O confinamento social veio alterar os hábitos de consumo mediático dos portugueses, que passaram mais tempo em frente à televisão e em contacto com amigos e familiares, quer por via telefónica, quer através das redes sociais.

 O Obercom tem seguido, de perto, esta realidade, dedicando alguns relatórios ao acompanhamento do impacto da crise pandémica no ecossistema português.

 No seu mais recente estudo, “A pandemia e os consumos mediáticos”,  o Obercom debruçou-se sobre as dinâmicas comunicacionais da sociedade portuguesa, por considerar que estas são uma peça-chave para a estruturação de soluções.

De acordo com o relatório, a utilização de serviços “online” registou um aumento exponencial, quer a nível de consulta de notícias, quer a nível de consumo de conteúdos  lúdicos, com um quinto dos portugueses a subscreverem algum serviço de informação ou de entretenimento “online”, de que não dispunha antes da pandemia. 


Neste quadro de análise, os serviços de “streaming” de vídeo, tais como Netflix e HBO, aumentaram o número de assinantes.


É, ainda, de salientar a elevada taxa de fidelização destes produtos, já que 84,4% dos que subscreveram algum serviço dizem não querer cancelar nenhum vínculo comunicacional. 


Na análise por gerações, os mais jovens aderiram, em maior proporção, a diferentes práticas e formatos de “media”. 


Como já foi referido anteriormente, o consumo noticioso intensificou-se. Contudo, a linha editorial que registou maior adesão foi a de opinião, sendo dada preferência a artigos partilhados no Facebook por marcas noticiosas, como o “Público” e “Observador”.


As fontes mais utilizadas foram os motores de pesquisa, seguidos pelo Facebook, Instagram e Twitter.


Os portugueses consideraram, na sua maioria, que os “media” foram importantes durante a pandemia. Ainda assim, 71,6% dos inquiridos dizem ter-se deparado com desinformação e  43,6% afirmou ter dificuldade em saber o que é verdadeiro e falso sobre o Coronavírus.


A maioria dos inquiridos não considerou que a comunicação social tivesse exagerado a gravidade da pandemia (42,5%) e apenas 23,7% dos portugueses disseram estar confusos quanto ao que podem fazer em resposta à crise causada pela Covid -19.


Quanto à avaliação das instituições oficiais perante a pandemia, o  Governo e o Presidente da República foram as entidades melhor avaliadas, praticamente no mesmo grau, seguidas pela Direção Geral de Saúde e pelos órgãos de governação local. 


O relatório destaca, ainda, um crescimento no volume de compras “online”, com 37% dos portugueses a adquirirem, mais frequentemente, produtos alimentares, roupa, produtos tecnológicos e livros através de plataformas digitais.



Leia o relatório original em Obercom”

 

 
Connosco
A cobertura noticiosa nas eleições americanas vistas em países com censura Ver galeria

As campanhas eleitorais norte-americanas têm sido acompanhada um pouco por todo o mundo, já que os cidadãos estão interessados em conhecer as possíveis consequências destas eleições presidenciais.

Perante este quadro, o “Nieman Lab” tentou descobrir quais são as premissas que dominam os “media” mundiais, de forma a apurarem qual o discernimento dos cidadãos, perante os candidatos democrata e republicano.

Após um mês de análise, com recurso a inteligência artificial, o “Nieman Lab” concluiu que a cobertura noticiosa das eleições tem sido, particularmente, intensa no Irão, na Rússia e na China, onde os “media” criticam as acções de Donald Trump.

Os principais temas abordados, pela comunicação social destes países, são os debates presidenciais, a gestão do novo coronavírus e as  políticas de imigração.

Depois do primeiro debate presidencial, a imprensa chinesa questionou a utilidade deste evento para o eleitorado, e criticou a conduta do actual Presidente.

Jornal britânico quer provar que imprensa não tem os dias contados... Ver galeria

Dez anos após o lançamento do jornal britânico “i”, o editor-executivo Oliver Duff diz ter provas suficientes para afirmar que o “formato impresso” vai “prosperar durante muito mais tempo do que a maioria dos especialistas defende”.

Em declarações à “Press Gazette”, Duff afirmou que os jornais impressos têm-se mostrado “resilientes” e inovadores”. 

Além disso, aquele responsável considera que os leitores valorizam este formato por ser “táctil”, ter “curadoria”, e conter muitos “elementos surpresa”, que contribuem para a formação de uma comunidade de cidadãos com valores semelhantes.

Segundo recordou Duff, nos primeiros meses de circulação, o “i” não foi bem recebido pela maioria dos críticos dos “media”, mas conquistou uma base de leitores fiéis, que foram dando “feedback” sobre aquilo que pretendiam consumir.

O “i” tornou-se assim um jornal reconhecido pela sua objectividade factual e isenção política. 

De forma a conquistarem o interesse dos leitores, os colaboradores fazem análises profundas de situações disruptivas e tentam criticar, apenas, “aquilo que tem de ser criticado”.


O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Agenda
10
Nov
Digital Media Europe 2020
10:00 @ Áustria - Viena
11
Nov
O valor e o futuro dos "media" públicos
13:00 @ Sessões "online" Reuters Institute
24
Nov
Congresso de Jornalismo para Dispositivos Móveis
10:00 @ Universidade da Beira Interior