Sexta-feira, 7 de Agosto, 2020
Opinião

Sobre a imprensa regional no distrito de Lisboa

por Paulo António Monteiro

De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública».

Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas destinadas a fazer essa inventariação de temáticas, recorrendo a sondagens de opinião, à audição de painéis, com pessoas representativas dos interesses locais, à formação de grupos de discussão, sobre os mais variados temas até à discussão de projetos editoriais dos próprios media» 

Esta ideia de jornalismo coloca-nos, no entanto, perante a necessidade de definir o que, na prática, deve ser considerado «regional» e «local». Até porque, «ao contrário do registado na maioria dos países europeus, não existe entre nós, nem mesmo em termos legais», uma distinção entre uma e outra.

Estamos, pois, perante conceitos diferentes ainda que ambos com um denominador comum de proximidade: o de «comunidade, cujo referente é a terra, mesmo quando as pessoas dela se afastam» (os migrantes e os emigrantes), e o de «vizinhança», em que os meios de comunicação estão próximos das pessoas que os consomem. É como defende Alexandre Manuel, o chamado «jornalismo de proximidade, que alguns preferem chamar de vizinhança, com base no argumento de que a comunicação é estabelecida numa comunidade de vizinhos, através da utilização de meios que lhe são próximos».


Retomando a questão legislativa, existe, de facto, uma grande dificuldade para delimitar os conceitos sobre o que realmente deve ser entendido por imprensa regional e imprensa local. A começar pelo Decreto-Lei 106/88, de 16 de Março 1988, sobre o Estatuto da Imprensa Regional que, visando entre outros objetivos, a classificação dessa mesma imprensa, se limita a defini-la como a soma de «todas as publicações periódicas de informação geral que, conformes à Lei de Imprensa, se destinam predominantemente às respetivas comunidades regionais e locais, dediquem, de forma regular, mais de metade da sua superfície redatorial a factos ou assuntos de ordem cultural, social, religiosa, económica e política a elas respeitantes e não estejam dependentes, diretamente ou por interposta pessoa, de qualquer poder político, inclusive o autárquico». 

No que respeita á atribuição do cartão de jornalista aos profissionais da imprensa regional (Despacho n.º 75/93, de 10 de maio), também aí não se diferenciam os termos. Ou seja, tanto o Estatuto da Imprensa Regional como este Despacho «confundem comunidades regionais com comunidades locais e jornais regionais com jornais locais». 

O mesmo se poderá dizer em relação ao Estatuto do Jornalista (Lei, n.º 1/99, de 13 de janeiro) que apenas indiretamente regista uma «limitada distinção» entre ambos os termos ou – mais significativamente ainda – a Lei de Imprensa que, apesar das várias alterações entretanto sofridas (a última das quais datada de 2003), que se limita a definir como regionais as publicações que, «pelo seu conteúdo e distribuição, se destinam predominantemente às comunidades regionais e locais». 

Para Carlos Camponez, «as especificidades da imprensa regional e local resultam, fundamentalmente, do seu compromisso com a região e do seu projeto editorial. É nesse compromisso que frutifica ou fracassa, se diversifica ou homogeneíza a comunicação».

Também Xosé López Garcia valoriza a geografia como definição de local, até porque, na opinião daquele professor da Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha), a geografia cruza-se com o social, o local é um espaço territorial singular, sendo que essa singularidade se manifesta em especial no campo social. «Nas sociedades atuais – acrescenta, a concluir – é, de facto, no âmbito local que se produz (...) a particularidade mais acentuada», numa tentativa de afirmação de uma personalidade própria.

Mas será que a imprensa regional, com os recursos humanos, técnicos e financeiros de que atualmente dispõe, está preparada para assumir esse papel com sucesso? Ou será que, à partida, esse eventual êxito estará antes «dependente de uma revitalização jornalística, cuja necessidade e urgência» não são exclusivas da imprensa regional/local.

O panorama atual deixa-nos algumas reservas em relação à capacidade da imprensa regional/local para se revitalizar e assumir um papel determinante num futuro próximo. A começar por essa herança do passado que dá pelo nome de subsidiodependência.

Francisco Pinto Balsemão alerta, aliás, para o perigo da falta de sustentabilidade económica dos órgãos de informação, quando considera que «o dinheiro que compensa prejuízos continuados há-de vir de algum lado e nunca desinteressada ou inocentemente. 

Outro fator a ter em conta será a formação dos jornalistas. A iliteracia mediática e digital assume-se como um novo tipo de analfabetismo funcional, que traduz a ausência de competências para existir e coexistir num contexto de uma sociedade global de informação.

Já em 2011, segundo o estudo, «Ser Jornalista em Portugal», levado a cabo por uma equipa de investigadores do CIES-IUL , dos quase sete mil profissionais de jornalismo existentes em Portugal, no início desta década (incluem-se aqui os colaboradores especializados e os estagiários), a maioria tinha idade compreendida entre os 30 e os 40 anos e mais de metade (cerca de 3 700) dispunham de uma licenciatura ou bacharelato. Poucos, no entanto, ocupavam cargos de responsabilidade.

De sublinhar que, no atual contexto, um grau de «educação superior», não constitui, por si só, uma garantia de mais competências de literacia mediática. A elevada escolarização não corresponde obrigatoriamente a um nível superior de competências de literacia mediática.

A precariedade do vínculo laboral; a multiplicação do número de jornalistas «faz tudo»; a fraca presença de publicidade institucional; a quase total dependência dos assinantes e dos mecenas de ocasião; a dificuldade de acesso a fontes credíveis, fazendo com que os jornalistas sintam o permanente desconforto da dúvida em relação ao que veicula, são fragilidades a ter em conta.

Talvez neste contexto, o aumento da procura de notícias, agora adaptadas às novas plataformas, pudesse constituir um sinal positivo, já que, como tudo parece de facto indicar, os cidadãos continuam a procurar e a querer a informação.

Só que, os sites de notícias são maioritariamente gratuitos, o que agrava a ideia de uma gratuitidade generalizada. Ora o jornalismo não pode realmente ser gratuito. 

Para assegurar uma independência política e económica, é urgente revitalizar o jornalismo, adaptando-o ao ritmo acelerado das novas tecnologias. Essa independência só será, no entanto, possível num modelo de negócio moderno e sustentável que permita às empresas crescerem livres da subsidiodependência, atrás referida.

Com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o panorama da imprensa regional na área do distrito de Lisboa realizamos em 2013 um o estudo na área metropolitana de Lisboa.

Colocava-se a importância de compreender e analisar no distrito de Lisboa o processo de produção jornalística, o grau de adaptação às novas tecnologias por parte dos agentes.


A amostra tomou por base um universo extraído de uma listagem fornecida pela ERC, onde constam as publicações «de âmbito regional» registadas no distrito de Lisboa. Excluíram-se os boletins informativos, as publicações de carácter socio profissional, as publicações dedicadas à divulgação política, religiosa e cultural. 
 

Concluiu-se que adotavam o tipo de distribuição gratuita, sem qualquer custo para o leitor 78 por cento das publicações, Apenas 22 por cento tinham distribuição paga, sendo que esta, quando existe, é maioritariamente através de assinatura.

Cerca de 90 por cento dos jornais têm versão online, 44 por cento usam a função áudio e 56 por cento a função vídeo. Quase todos afirmam usar hiperligações nos textos.

Quanto às redes sociais, 33 por cento afirmam ter conta no Twiter, 88 por cento no Facebook e 33 por cento em ambas as redes. Dos 66 por cento que disseram não ter conta Twiter, 11 por cento esperavam, no entanto, vir a aderir em breve. 

Mais de metade afirmou ter em conta as novas plataformas de distribuição eletrónica na produção de conteúdos.
 

No capítulo dos recursos humanos, 67 por cento dispunha de jornalistas a tempo inteiro, 76 por cento dos quais são efetivos. Mais de metade (52 por cento) tem uma licenciatura, sendo que 38 por cento dessas licenciaturas são na área das Ciências da Comunicação, Jornalismo ou Comunicação Social. 

Apenas 44 por cento dos jornais contam com a colaboração, mais ou menos regular, de um repórter de imagem. 

Em relação á faixa etária dos profissionais de informação a trabalhar nas redações dessas publicações, 14 por cento têm idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, 38 por cento entre os 30 e os 40, 30 por cento entre os 40 e os 50, 14 por cento entre os 50 e os 60 e apenas 4 por cento têm 60 anos ou mais.

Todos dizem dispor de um departamento de marketing e publicidade, ainda que apenas 67 por cento tenham angariadores de publicidade. Em média, por órgão de informação, existem dois funcionários a tempo inteiro neste sector e um a tempo parcial.

Todos referiram a publicidade como principal fonte de rendimento.

Apenas uns 20 por cento consideram que são suficientes e capazes os recursos de que disponham, enquanto 56 por cento não os consideravam suficientes. Cerca de 20 por cento não respondem à questão.

A evolução tecnológica para o digital fez com que as comunicações se tenham tornado, na prática, muito mais banais e fáceis. Em causa, de modo muito especial, o facto de a Internet ter tornado possível aos jornais a incorporação de recursos que até há pouco eram pertença exclusiva das rádios e televisões.

Em Lisboa, a imprensa regional/local não está imune a esse processo, de tal modo que as novas tecnologias estão presentes na globalidade dos jornais, sendo mesmo que todos os seus responsáveis não hesitam em sublinhar a sua utilidade nas rotinas de produção jornalística.


No que concretamente concerne á previsão da evolução da imprensa regional, tudo parece apontar para um futuro caracterizado por mudanças provocadas pela invasão das tecnologias informáticas, apesar de haver muitos ainda (mais de metade) a considerar que os seus jornais ainda não dispõem dos recursos técnicos suficientes e adequados, para enfrentarem o futuro que visionam e ambicionam. Constata-se, de facto, que a utilização das funções do hipertexto, do áudio e vídeo, embora presentes, não são ainda usadas com muita frequência, o que, além do mais, evidencia um subaproveitamento da tecnologia disponível.

Confirma-se igualmente a existência de uma interação do leitor com o jornal, preferencialmente através da utilização do correio eletrónico e da rede social Facebook.

A «convivência» entre edições eletrónica e edições em papel leva a que, atualmente, os conteúdos das versões digitais, sejam produzidos tendo em consideração as novas plataformas de distribuição. E isto para além do facto de estarem a ser bastante subaproveitadas as possibilidades tecnológicas do hipertexto, bem como as sucessivas ligações entre textos.

Por seu turno, a explosão do aumento de utilizadores de dispositivos móveis, como os tablets e os chamados «telefones inteligentes», causou um forte impacto no modo de acesso às notícias.

Assim, não será, pois, exagerado dizer-se que, hoje, são pouco mais que irrelevantes as diferenças existentes entre texto, imagem e som, como, aliás, o comprova a utilização generalizada dos computadores nas mais variadas interações humanas. A evolução tecnológica para o digital fez com que as comunicações se tenham tornado, na prática, muito mais banais e fáceis. 

Em Lisboa, a imprensa regional/local não está imune a esse processo, de tal modo que as novas tecnologias estão presentes na globalidade dos jornais, sendo mesmo que todos os seus responsáveis não hesitam em sublinhar a sua utilidade nas rotinas de produção jornalística.

No que concretamente concerne á previsão da evolução da imprensa regional, tudo parece apontar para um futuro caracterizado por mudanças provocadas pela invasão das tecnologias digitais, apesar de haver muitos ainda (mais de metade) a considerar que os seus jornais ainda não dispõem dos recursos técnicos suficientes e adequados, para enfrentarem o futuro que visionam e ambicionam. Constata-se, de facto, que a utilização das funções do hipertexto, do áudio e vídeo, embora presentes, não são ainda usadas com muita frequência, o que, além do mais, evidencia um subaproveitamento da tecnologia disponível.

Confirma-se igualmente a existência de uma interação do leitor com o jornal, preferencialmente através da utilização do correio eletrónico e da rede social Facebook.

A «convivência» entre edições eletrónica e edições em papel leva a que, atualmente, os conteúdos das versões digitais, sejam produzidos tendo em consideração as novas plataformas de distribuição. E isto para além do facto de estarem a ser bastante subaproveitadas as possibilidades tecnológicas do hipertexto, bem como as sucessivas ligações entre textos.

Por seu turno, a explosão do aumento de utilizadores de dispositivos móveis, como os tablets e os chamados «telefones inteligentes», causou um forte impacto no modo de acesso às notícias. 

Tudo parece, pois, indicar que a crescente procura de notícias através dos meios eletrónicos e a urgência de contrariar a quebra de vendas de jornais, de modo a atingir um ponto de equilíbrio que torne a atividade sustentável, faz com que a questão da interatividade com o público e audiências constitua um fator fundamental a ter em conta no processo de produção jornalística. 

As publicações do distrito de Lisboa parecem acompanhar esta tendência, na medida em que mais de metade tem em conta, na produção dos seus textos, a utilização das novas plataformas de distribuição eletrónica, bem como a otimização, para leitura, nos smartphones. Ainda que quase metade dessas publicações (44 por cento) continue a privilegiar a via das cartas dos leitores, o facto, no entanto, é que já cerca de 80 por cento utiliza o correio eletrónico e a rede social Facebook. 

Porque, enquanto negócio propriamente dito, os jornais regionais (como, aliás, quase todos os outros) dependem grandemente da publicidade, a crise económica está a afetar esta importante fonte de financiamento, com todas as consequências daí inerentes. Com a agravante de, no distrito de Lisboa, esses órgãos de informação se localizarem em uma área – a metropolitana – onde têm de enfrentar a forte concorrência dos grandes meios de comunicação considerados de âmbito nacional. É, talvez, por isso mesmo que cerca de um quarto dos responsáveis por essas publicações digam não acreditar no futuro da imprensa regional/local.

Outro fator concorrencial forte são as redes sociais, que «roubam» leitores e tiram algum impacto aos regionais sediados na zona. Cada vez mais, com efeito, as instituições, as autarquias, as coletividades ou até mesmo grupos informais com interesses variados criam ou mantêm, com grande facilidade, um site, um blog ou uma conta no Facebook, em registo que, na opinião de muitos, entra em concorrência direta com o jornalismo.

Ainda que as versões eletrónicas e em papel convivem lado a lado, não se pode, no entanto, deixar de se ter em conta as preferências das gerações mais novas. 

Outra conclusão importante tem a ver com o facto da esmagadora maioria das notícias editadas por esses jornais respeitarem quase por completo ao «local» (cerca de 85 por cento, se somarmos as concelhias e distritais), o que pode significar a consagração do princípio em que, de acordo com Mário Mesquita, «a globalização, além de não significar a anulação da dimensão nacional e regional», coexiste por inteiro «com a reativação e intensificação dessas mesmas identidades. 

De referir finalmente as reservas que, nas atuais circunstâncias, se colocam em relação ao futuro da imprensa de proximidade, designadamente aquela que se edita em Lisboa. E isto, não apenas em termos económicos, mas também políticos. É urgente, de facto, revitalizar essas publicações, adaptando-as ao ritmo acelerado das novas tecnologias. E tudo isso só será possível em um modelo de negócio sustentável, capaz de permitir que as empresas cresçam livres da subsidiodependência e se revitalizem para poderem continuar a desempenhar um papel determinante na cidadania. Para que, como um dia escreveu Oscar Mascarenhas, esse jornalismo seja capaz de «ler o mundo, contar o mundo».


Connosco
A missão dos jornalistas é "controlar" o Estado para evitar a tirania em tempo de crise Ver galeria

As catástrofes sociais, paradoxalmente, podem ser benéficas para os jornalistas e para as empresas mediáticas, já que reforçam a importância de um serviço noticioso de qualidade para a segurança dos cidadãos, bem como  para o escrutínio do poder, defendeu José António Zarzalejos num artigo publicado nos “Cuadernos de Periodistas”, editados pela APM, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Isto porque, perante uma situação catastrófica, os jornalistas anulam os discursos “anti media”, que visam descredibilizar o papel da imprensa, rotulando-a como difusora de “fake news”.

Ora, se a missão dos “media” fosse, de facto, enganar a sociedade, os jornalistas não teriam contribuído para a segurança dos cidadãos durante a pandemia, mas, sim, para o reforço de “teorias da conspiração” e outras formas de desinformação.

Sem os jornalistas, como agentes determinantes no espaço público -- defendeu o autor -- a pandemia teria sido completamente desregulada e ter-se-ia tornado uma praga incontrolável. 


Turquia controla nas redes sociais e condiciona liberdade Ver galeria

O parlamento turco aprovou um projecto de lei que reforça o controlo das autoridades nas redes sociais, um diploma controverso, que suscitou preocupações entre os defensores da liberdade de expressão.

A lei exige que as principais redes sociais, incluindo Twitter e Facebook, tenham um representante na Turquia e que cumpram as ordens dos tribunais turcos, no que toca à remoção de  conteúdos, sob pena de multas pesadas.

Segundo o Presidente, Recep Tayyip Erdogan, as medidas são necessárias para combater o cibercrime e proteger os utilizadores de “injúrias”, salvaguardando, também, o “direito à privacidade”.

A lei deu os primeiros passos em Abril, mas acabou por ser retirada da agenda política. No início de Julho, o Presidente da Turquia insistiu na necessidade de “pôr ordem” nas redes sociais, depois de a filha e o genro terem sido alvo de insultos no Twitter.

O gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos defendeu, entretanto, que a nova legislação “vai minar o direito das pessoas a comunicar anonimamente”.


O Clube


À medida que prossegue o desconfinamento, apesar da  persistência de sinais que não nos libertam do sobressalto, a vida tem retomado a normalidade possível – ou a nova normalidade. 

Este site tem-se mantido activo, com actualizações diárias mesmo durante o período da emergência e da calamidade, recorrendo ao teletrabalho dos colaboradores do Clube. 

A recompensa, como já mencionámos, foi um expressivo crescimento de contactos, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares,  com mais 50,5% de sessões , comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Com este conforto,  e a diminuição habitual da actividade em Agosto, é a altura do CPI e deste site fazerem uma pausa de férias, com reencontro marcado, para o próximo dia 31, com os seus associados, parceiros, mecenas e  outros frequentadores regulares.

Cá estaremos para continuar a dar conta das iniciativas do Clube e de tudo o que de mais relevante se passar, em Portugal e no mundo, relacionado connosco,  em matéria de “media”, jornalismo e jornalistas. 

Atravessamos um período particularmente complexo  e cheio de incertezas. Mais uma razão para falarmos de nós e dos problemas que se colocam às redacções, cada vez mais condicionadas pelas vulnerabilidades das empresas editoras e pelos seus compromissos de  sobrevivência que, não raramente, agravam a sua dependência. 

Com uma crise sanitária e económica de contornos invulgares, que este Agosto sirva de reflexão nas férias possíveis. E até ao nosso regresso.



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Agenda
14
Set
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague
26
Out
Conferência Africana de Jornalismo de Investigação
09:00 @ África do Sul - Joanesburgo
10
Nov
Digital Media Europe 2020
10:00 @ Áustria - Viena