Quarta-feira, 2 de Dezembro, 2020
Prémio

Atribuídos prémios de fotojornalismo Estação Imagem

O fotógrafo documental José Sarmento Matos venceu o prémio Estação Imagem 2020 Coimbra, com um trabalho sobre o regresso de uma família luso-venezuelana a Portugal.

A reportagem vencedora, intitulada “Abandonando o Sonho Venezuelano”, foi feita naquele país e em Portugal, “documentando os dois lados da vida da mesma família”, assinalou a organização do prémio de fotografia. “Fugiram de uma Venezuela em profunda crise humanitária, largando entes queridos, vidas inteiras, o sentimento de pertença e a identidade no recomeço de uma nova vida”.

O vencedor tem 31 anos, reside entre Londres e Lisboa e é fotógrafo ‘freelancer’, sem carteira profissional

Já o fotojornalista do “Jornal de Notícias” Leonel de Castro, arrebatou, pelo segundo ano consecutivo, o galardão “Fotografia do Ano”, com uma imagem intitulada “Voo de Esperança”, que retrata uma rapariga moçambicana, em pé, num baloiço, na cidade da Beira, atingida pelo ciclone Idai.


Na mesma categoria, foi atribuída uma menção honrosa a Ana Brígida por “Sem Luz”, um retrato do bairro da Torre.


Ana Brígida venceu, também, o prémio “Arte e Espectáculos”, com “Bulls”, um trabalho sobre a aprendizagem da tauromaquia. 


Na categoria “Vida Quotidiana” o prémio foi para Gonçalo Fonseca, autor de um trabalho sobre a ocupação ilegal de casas municipais em Lisboa.


Por seu turno, Sebastião Almeida venceu uma menção honrosa na categoria “Assuntos Contemporâneos” com o trabalho “Nacionalidade N/A”.


O prémio “Notícias” foi atribuído a Rui Duarte Silva, fotojornalista do “Expresso”, com o trabalho “Derrotado”, dez fotografias a preto e branco sobre a derrota do líder do PSD, Rui Rio, nas eleições legislativas de 2019.


Na mesma categoria, João Porfírio, editor de Fotografia do “Observador”, venceu uma menção honrosa com a reportagem “O Fogo Voltou a Incendiar a Angústia no Centro de Portugal”, captada na aldeia de Roda, em Mação.


O prémio “Série de Retratos” contemplou o fotojornalista “freelancer” António Pedro Santos, autor da reportagem “O Amor de Mãe Não É Cego”.


O ‘freelancer’ Rodrigo Antunes foi o vencedor  da categoria “Desporto”, por contar a história de Miguel Vieira, o primeiro judoca paralímpico português em prova, nos jogos Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.


Por fim, a bolsa “Estação Imagem Coimbra 2020” foi atribuída a Ricardo Lopes, colaborador do jornal “Público”, que apresentou uma proposta de reportagem denominada “Interior”, sobre o fenómeno do despovoamento na região Centro de Portugal.


Connosco
Crescimento das assinaturas digitais não compensa as perdas na circulação impressa Ver galeria

A pandemia veio agravar a crise dos “media”, já que modificou os hábitos de consumo dos cidadãos e demonstrou a necessidade de alterar o modelo de negócio tradicional, assente, sobretudo, em receitas publicitárias.

Perante este novo contexto, o Obercom analisou as diferenças registadas, entre 2019 e 2020, na imprensa portuguesa, de forma a traçar um possível futuro para o sector, tendo em conta a aceleração das marcas digitais.

Para tal, foram analisadas doze publicações -- “Correio da Manhã”, “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso”, “Visão”, “Sábado”, “Jornal de Negócios”, “Jornal Económico”, “Record”, “O Jogo” e “Courrier Internacional”.

Em primeira instância, constatou-se que, tanto o volume de circulação paga, como o volume de tiragens, tem sofrido quedas sustentadas ao longo dos últimos anos. O volume de tiragens também diminuiu, acompanhando o ritmo de quebra das vendas em banca.

Em relação ao índice de Eficiência das publicações -- que resulta do rácio entre tiragens e circulação impressa paga -- verifica-se que os semanários “Expresso” e “Visão” são aqueles que apresentam os valores mais altos. Em posição contrária estão o “Jornal Económico” e o “Jornal de Negócios”.

No que respeita ao digital, o crescimento das assinaturas não tem sido suficiente para colmatar as perdas no papel.

Movimento de jornalistas franceses contra nova Lei de Segurança Ver galeria

Nos últimos meses, a liberdade de imprensa em França tornou-se um tema de debate, devido à aprovação da Lei de Segurança Global, recordou o jornalista Rui Martins num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Entre outros pontos, a Lei de Segurança Global estabelece restrições à divulgação de imagens dos membros das forças policiais e militares, o que, para os franceses, constitui um acto de censura.

Segundo indicou Martins, este “controlo de imagem”, previsto no artigo 24, é subtil e mal intencionado, já que visa proteger as autoridades, em caso de utilização excessiva da força.

Até porque, de acordo com o documento, será punido o fotógrafo, o operador de imagem ou o cidadão que captar e difundir imagens das forças da autoridade. A pena pode ir até aos 45 mil euros e um ano de prisão.

Além disso, não havendo prova visual, os autores de tais denúncias poderiam ser processados.

Perante este quadro, um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.

A defesa do anonimato dos polícias franceses foi, ainda, questionada pelas próprias televisões francesas, que mostraram imagens de agentes ingleses e alemães, com suas identificações bem visíveis nos próprios uniformes.

O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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