Segunda-feira, 30 de Novembro, 2020
Media

Como vai ser repartida a compra de publicidade institucional nos "media"

São já conhecidos os destinatários dos apoios do Governo, previstos no plano de ajuda aos “media” para enfrentar a crise decorrente da pandemia de covid-19.

Dos 15 milhões de euros anunciados que serão distribuídos, ao longo de um ano,  através de um programa de compra antecipada de publicidade institucional 11,3 milhões de euros destinam-se à imprensa de âmbito nacional, dois milhões de euros irão para as publicações regionais e 1,7 milhões de euros serão alocados para rádios locais.

A maior fatia de apoio aos ”media” de foco nacional irá para o Grupo Impresa . Segue-se-lhe o  Grupo Media Capital, que irá receber, aproximadamente, 3,3 milhões de euros . A Cofina ficou em terceiro lugar, com um apoio de 1,7 milhões de euros. 

Na lista segue-se o Grupo da Rádio Renascença, que receberá 480 mil euros,  o Grupo Trust In News (406 mil euros), e o jornal “Público” (315 mil euros). O grupo do jornal “I “receberá 38 mil euros, o “Jornal Económico” cerca de 28 mil euros, o Grupo do Porto Canal 23 mil euros e o “Eco” 19 mil.

Na resolução do Governo, não foram especificados quais os “media” que receberão os restantes 3,7 milhões de euros, destinados às publicações e rádios regionais e locais.

No documento especificava-se, ainda, que cerca de metade da publicidade institucional corresponderá a conteúdos da Direcção-Geral da Saúde: dos 15 milhões de euros, 7 milhões chegam do orçamento da DGS e deverão reflectir as preocupações de segurança e higiene relacionadas com a actual pandemia. 


Essa é, aliás, uma das justificações quanto à distribuição deste apoio através da publicidade. “A presente pandemia aumentou, significativamente, as necessidades do Estado em fazer campanhas de publicidade institucional, designadamente sobre as medidas higiénicas e de confinamento que os cidadãos tiveram de tomar”, lê-se no documento assinado pelo primeiro-ministro.

Connosco
Regulador russo quer substituir redes sociais americanas Ver galeria

O regulador das comunicações russo, Roskomnadzor, propôs a criação de plataformas de vídeo nacionais para substituir o YouTube, devido à alegada “censura” praticada pelo “site” norte-americano.

A proposta foi apresentada depois de o regulador das comunicações russo ter acusado o YouTube de aplicar “um veto total” à criação de canais pela agência noticiosa ANNA News.

“Uma política específica de censura em relação aos meios russos é inaceitável e viola os princípios fundamentais de uma disseminação livre de informação e de acesso desimpedido à mesma”, considerou, em comunicado, o Roskomnadzor, citado pela agência EFE.

Esta não é a primeira vez que o regulador acusa as grandes multinacionais americanas de dificultarem o acesso dos “media” russos às suas plataformas.

Em Outubro, aquela entidade alegou que o Google, o Facebook e o Twitter “restringem o acesso a materiais de cerca de 20 meios de comunicação russos”, incluindo a agência estatal RIA Novosti.

Onde se preconiza o jornalismo social e notícias felizes Ver galeria

O Presidente da Associação de Imprensa de Madrid -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- considera essencial que os “media” continuem a promover a dimensão social do jornalismo.

No discurso inaugural do Congresso da Comunicação Especializada na Sociedade da Informação, Juan Caño recordou que, com a crise pandémica, esta função "tem sido exercida de forma exemplar por vários meios de comunicação social", que, durante meses, não se esqueceram de "encorajar a população a superar a calamidade”.

Porém, ultimamente, começou a registar-se um “cansaço dos media', perante demasiada informação", recordou Caño. 

Este fenómeno tem vindo a ocorrer "à medida que a informação se foi tornando repetitiva e deixou de oferecer soluções viáveis", acrescentou.

Esta afirmação é sustentada pelo Relatório Anual da Profissão Jornalística 2020 da APM -- a ser publicado a 16 de Dezembro -- que revela que 43% dos espanhóis considerou excessiva a cobertura da pandemia.


O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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