Quarta-feira, 28 de Outubro, 2020
Prémio

O jornal “New York Times” dominou os Prémios Pulitzer...

O “New York Times” foi o principal vencedor da última edição dos Prémios Pulitzer ao receber três galardões, entre os quais, o prémio de Melhor Investigação, pela reportagem de Brian M. Rosenthal sobre o sector dos táxis.

O “NYT” conquistou, ainda, o prémio na categoria Internacional por uma série de artigos sobre o governo do Presidente russo Vladimir Putin. Da mesma forma, a jornalista Nikole Hannah-Jones obteve o galardão de Melhor Comentário por uma reflexão sobre a história dos Estados Unidos, numa perspectiva afro-americana.

O “Courier-Journal”, por sua vez, venceu na categoria de Notícias, ao relatar as amnistias concedidas pelo governador do Kentucky, Matt Bevin.

A Reuters conquistou o prémio de Melhor Fotografia Noticiosa em Tempo Real pelas imagens captadas durante os protestos de Hong Kong. Já a agência Associated Press recebeu a distinção de melhor Reportagem Fotográfica, com um portfólio dedicado à vida na região de Caxemira,  disputada pela Índia e pelo Paquistão.

O cartoonista nova-iorquino Barry Blitt -- conhecido por desenhar, em aguarela, personagens e políticos da Casa Branca sob o governo Trump -- ficou com o prémio de Melhor Cartoon.

O prémio de Jornalismo Analítico foi concedido aos colaboradores do jornal “Washington Post” por uma série que espelhava os efeitos do aquecimento global no planeta.


O galardão de Jornalismo Nacional foi entregue a duas publicações: ao “ProPublica”, por uma investigação sobre uma série de acidentes na Marinha americana, e ao “Seattle Times”, pela cobertura que expôs falhas no projecto nas aeronaves 737.


Da revista“New Yorker”, o jornalista Ben Taub foi distinguido com o prémio de Melhor Relato Textual por uma história sobre a crescente amizade entre um guarda da prisão de Guantánamo e um prisioneiro que foi torturado.


Ida B. Wells (1862-1931), pioneira do jornalismo investigativo e activista dos direitos civis, recebeu uma menção póstuma.


Este ano, perante a pandemia de coronavírus, o painel de especialistas dos Prémios Pulitzer considerou oportuno adiar o anúncio dos vencedores do galardão.

Isto porque os jurados consideraram que, em tempo de coronavírus, muitos jornalistas desempenharam o seu papel de forma extraordinária e irrepreensível, pelo que optaram por uma reapreciação dos candidatos.

A revelação dos vencedores, que estava agendada para 21 de Abril, acabou por acontecer em 4 de Maio. 

Cada vencedor recebeu um certificado e um prémio pecuniário de 10 mil dólares.

Connosco
A cobertura noticiosa nas eleições americanas vistas em países com censura Ver galeria

As campanhas eleitorais norte-americanas têm sido acompanhada um pouco por todo o mundo, já que os cidadãos estão interessados em conhecer as possíveis consequências destas eleições presidenciais.

Perante este quadro, o “Nieman Lab” tentou descobrir quais são as premissas que dominam os “media” mundiais, de forma a apurarem qual o discernimento dos cidadãos, perante os candidatos democrata e republicano.

Após um mês de análise, com recurso a inteligência artificial, o “Nieman Lab” concluiu que a cobertura noticiosa das eleições tem sido, particularmente, intensa no Irão, na Rússia e na China, onde os “media” criticam as acções de Donald Trump.

Os principais temas abordados, pela comunicação social destes países, são os debates presidenciais, a gestão do novo coronavírus e as  políticas de imigração.

Depois do primeiro debate presidencial, a imprensa chinesa questionou a utilidade deste evento para o eleitorado, e criticou a conduta do actual Presidente.

Jornal britânico quer provar que imprensa não tem os dias contados... Ver galeria

Dez anos após o lançamento do jornal britânico “i”, o editor-executivo Oliver Duff diz ter provas suficientes para afirmar que o “formato impresso” vai “prosperar durante muito mais tempo do que a maioria dos especialistas defende”.

Em declarações à “Press Gazette”, Duff afirmou que os jornais impressos têm-se mostrado “resilientes” e inovadores”. 

Além disso, aquele responsável considera que os leitores valorizam este formato por ser “táctil”, ter “curadoria”, e conter muitos “elementos surpresa”, que contribuem para a formação de uma comunidade de cidadãos com valores semelhantes.

Segundo recordou Duff, nos primeiros meses de circulação, o “i” não foi bem recebido pela maioria dos críticos dos “media”, mas conquistou uma base de leitores fiéis, que foram dando “feedback” sobre aquilo que pretendiam consumir.

O “i” tornou-se assim um jornal reconhecido pela sua objectividade factual e isenção política. 

De forma a conquistarem o interesse dos leitores, os colaboradores fazem análises profundas de situações disruptivas e tentam criticar, apenas, “aquilo que tem de ser criticado”.


O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Agenda
10
Nov
Digital Media Europe 2020
10:00 @ Áustria - Viena
11
Nov
O valor e o futuro dos "media" públicos
13:00 @ Sessões "online" Reuters Institute
24
Nov
Congresso de Jornalismo para Dispositivos Móveis
10:00 @ Universidade da Beira Interior