Segunda-feira, 1 de Junho, 2020
Prémio

O jornal “New York Times” dominou os Prémios Pulitzer...

O “New York Times” foi o principal vencedor da última edição dos Prémios Pulitzer ao receber três galardões, entre os quais, o prémio de Melhor Investigação, pela reportagem de Brian M. Rosenthal sobre o sector dos táxis.

O “NYT” conquistou, ainda, o prémio na categoria Internacional por uma série de artigos sobre o governo do Presidente russo Vladimir Putin. Da mesma forma, a jornalista Nikole Hannah-Jones obteve o galardão de Melhor Comentário por uma reflexão sobre a história dos Estados Unidos, numa perspectiva afro-americana.

O “Courier-Journal”, por sua vez, venceu na categoria de Notícias, ao relatar as amnistias concedidas pelo governador do Kentucky, Matt Bevin.

A Reuters conquistou o prémio de Melhor Fotografia Noticiosa em Tempo Real pelas imagens captadas durante os protestos de Hong Kong. Já a agência Associated Press recebeu a distinção de melhor Reportagem Fotográfica, com um portfólio dedicado à vida na região de Caxemira,  disputada pela Índia e pelo Paquistão.

O cartoonista nova-iorquino Barry Blitt -- conhecido por desenhar, em aguarela, personagens e políticos da Casa Branca sob o governo Trump -- ficou com o prémio de Melhor Cartoon.

O prémio de Jornalismo Analítico foi concedido aos colaboradores do jornal “Washington Post” por uma série que espelhava os efeitos do aquecimento global no planeta.


O galardão de Jornalismo Nacional foi entregue a duas publicações: ao “ProPublica”, por uma investigação sobre uma série de acidentes na Marinha americana, e ao “Seattle Times”, pela cobertura que expôs falhas no projecto nas aeronaves 737.


Da revista“New Yorker”, o jornalista Ben Taub foi distinguido com o prémio de Melhor Relato Textual por uma história sobre a crescente amizade entre um guarda da prisão de Guantánamo e um prisioneiro que foi torturado.


Ida B. Wells (1862-1931), pioneira do jornalismo investigativo e activista dos direitos civis, recebeu uma menção póstuma.


Este ano, perante a pandemia de coronavírus, o painel de especialistas dos Prémios Pulitzer considerou oportuno adiar o anúncio dos vencedores do galardão.

Isto porque os jurados consideraram que, em tempo de coronavírus, muitos jornalistas desempenharam o seu papel de forma extraordinária e irrepreensível, pelo que optaram por uma reapreciação dos candidatos.

A revelação dos vencedores, que estava agendada para 21 de Abril, acabou por acontecer em 4 de Maio. 

Cada vencedor recebeu um certificado e um prémio pecuniário de 10 mil dólares.

Connosco
Na era digital a máquina é o “braço direito” do jornalista ... Ver galeria

A era digital fez-se acompanhar de uma profunda alteração nos modelos de actividade e de negócio, entre os quais se destaca o sector mediático, segundo aponta o mais recente relatório do Obercom.

De acordo com o estudo, essas mudanças caracterizam-se, sobretudo, pela implementação de algoritmos e pela automatização dos sistemas.

Se, por um lado, a digitalização trouxe alguns problemas ao sector mediático, que, durante décadas estudou a adaptação a um mundo globalizado, onde a informação nunca pára, por outro, veio facilitar o trabalho aos jornalistas.

Este fenómeno é, aparentemente, paradoxal, mas a verdade é que os processos automáticos ajudam os profissionais a responderem, eficazmente, à necessidade da produção “sôfrega” de conteúdos noticiosos.

Trocando por miúdos: se as máquinas existem, porque não “pedir-lhes ajuda”?

Assim, os “media” actuais dependem, cada vez mais, de algoritmos que permitem analisar a preferências dos leitores, bem como de sistemas que facilitam a actualização de “websites” ao minuto.

A urgência de proteger jornalistas em países onde falha a liberdade de imprensa Ver galeria

A violência contra os jornalistas é uma realidade cada vez mais presente no mundo contemporâneo, já que várias entidades, insatisfeitas com a sua independência, estão a desenvolver novos mecanismos para impedir a publicação de artigos incómodos para o poder instituído.

Os atentados mais graves contra a liberdade de imprensa ocorrem em países onde esta está condicionada, mas, igualmente, noutros onde era suposto haver protecção para o trabalho jornalístico.

De acordo com um artigo do “Guardian”, esta realidade distópica ficou  mais evidente com o aparecimento do coronavírus.

A título de exemplo, alguns governos criaram medidas extraordinárias, visando a restrição do trabalho jornalístico. Foi o caso da Hungria, onde Viktor Órban instituiu a lei “coronavírus”, que criminaliza a difusão de “notícias falsas” sobre a pandemia. 

Da mesma forma, tanto a China como o Irão censuraram a informação respeitante aos surtos nestes países.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Opinião
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O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
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Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas