Quarta-feira, 28 de Outubro, 2020
Estudo

Portugal em 10º lugar do "ranking" RSF da liberdade de imprensa

A liberdade de imprensa em Portugal foi destacada pelos Repórteres sem Fronteiras (RSF), que posicionaram o país em 10º lugar no “ranking” anual de liberdade de imprensa, subindo dois lugares relativamente ao ano passado.

“Apesar de os jornalistas portugueses serem mal pagos, e de a insegurança no emprego estar a aumentar, o ambiente de reportagem é relativamente calmo”, destaca-se no relatório. 

Ainda assim, os RSF apontaram alguns problemas no sector, sublinhando a criminalização do “insulto e a difamação”, o que é considerado uma violação à liberdade de expressão pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

No relatório refere-se, ainda, a atitude agressiva dos adeptos e dirigentes futebolísticos perante o trabalho dos jornalistas.

Ainda assim, os RSF consideram que a postura do Governo relativamente aos “media” deve ser elogiada. O mesmo não se verificou no caso de Espanha -- que se manteve na 29ª posição --,  onde os dirigentes políticos começam a condicionar o trabalho dos jornalistas. 

Pela negativa, destacaram- se Cuba (171ª posição), o Laos (172ª), o Irão (173ª), a Síria (174ª), o Vietname (175ª), o Djibouti (176ª), a China (177ª), a Eritreia (178ª), o Turcomenistão (179ª) e a Coreia do Norte (180ª).


Não por acaso, os RSF apontam Issaias Afeworki, presidente da Eritreia, Kim Jong-Un, “líder supremo” da Coreia do Norte, e Xi Jiping, chefe do Estado chinês, como alguns dos maiores predadores da liberdade de imprensa.


No final do ano passado, o CPJ -- Comité de Protecção dos Jornalistas citou  a maioria desses mesmos países como tendo desenvolvido sofisticados sistemas de censura.


Consulte o mapa interactivo do “ranking” em RSF

Connosco
A cobertura noticiosa nas eleições americanas vistas em países com censura Ver galeria

As campanhas eleitorais norte-americanas têm sido acompanhada um pouco por todo o mundo, já que os cidadãos estão interessados em conhecer as possíveis consequências destas eleições presidenciais.

Perante este quadro, o “Nieman Lab” tentou descobrir quais são as premissas que dominam os “media” mundiais, de forma a apurarem qual o discernimento dos cidadãos, perante os candidatos democrata e republicano.

Após um mês de análise, com recurso a inteligência artificial, o “Nieman Lab” concluiu que a cobertura noticiosa das eleições tem sido, particularmente, intensa no Irão, na Rússia e na China, onde os “media” criticam as acções de Donald Trump.

Os principais temas abordados, pela comunicação social destes países, são os debates presidenciais, a gestão do novo coronavírus e as  políticas de imigração.

Depois do primeiro debate presidencial, a imprensa chinesa questionou a utilidade deste evento para o eleitorado, e criticou a conduta do actual Presidente.

Jornal britânico quer provar que imprensa não tem os dias contados... Ver galeria

Dez anos após o lançamento do jornal britânico “i”, o editor-executivo Oliver Duff diz ter provas suficientes para afirmar que o “formato impresso” vai “prosperar durante muito mais tempo do que a maioria dos especialistas defende”.

Em declarações à “Press Gazette”, Duff afirmou que os jornais impressos têm-se mostrado “resilientes” e inovadores”. 

Além disso, aquele responsável considera que os leitores valorizam este formato por ser “táctil”, ter “curadoria”, e conter muitos “elementos surpresa”, que contribuem para a formação de uma comunidade de cidadãos com valores semelhantes.

Segundo recordou Duff, nos primeiros meses de circulação, o “i” não foi bem recebido pela maioria dos críticos dos “media”, mas conquistou uma base de leitores fiéis, que foram dando “feedback” sobre aquilo que pretendiam consumir.

O “i” tornou-se assim um jornal reconhecido pela sua objectividade factual e isenção política. 

De forma a conquistarem o interesse dos leitores, os colaboradores fazem análises profundas de situações disruptivas e tentam criticar, apenas, “aquilo que tem de ser criticado”.


O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
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Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
Agenda
10
Nov
Digital Media Europe 2020
10:00 @ Áustria - Viena
11
Nov
O valor e o futuro dos "media" públicos
13:00 @ Sessões "online" Reuters Institute
24
Nov
Congresso de Jornalismo para Dispositivos Móveis
10:00 @ Universidade da Beira Interior