null, 29 de Março, 2020
Media

Imprensa desportiva sem jogos em recolhimento forçado...

O jornalismo desportivo é, provavelmente, o mais afectado do sector mediático, em época de pandemia. Com os torneios a serem cancelados, e com os atletas a limitarem o contacto com repórteres, poucos são os temas que “sobram” para os jornalistas especializados.

A redução drástica de eventos a cobrir resultou no afastamento natural dos leitores e, também, dos anunciantes, que experimentam as suas próprias dificuldades.

De forma a manterem a edição regular dos títulos, as equipas dos jornais desportivos estão a mostrar-se criativas, recorrendo a agendas de contactos e a especialistas em bem-estar.

Nos Estados Unidos, por exemplo, estes jornais estão a dedicar-se à produção de artigos sobre actividades físicas que podem ser realizadas em casa, sem comprometer a saúde pública.  

Os jornais espanhóis têm recolhidos testemunhos de alguns dos futebolistas mais proeminentes na liga espanhola, e a relatar os seus desejos e esperanças para o “desporto-rei”.


Os desportivos portugueses repetem a fórmula de “nuestros hermanos”. No “Jogo”, na “Bola” e  no “ Record”, as primeiras páginas têm espaço reservado para os futebolistas da primeira liga que, acima de tudo, dizem querer “mais futebol”.


Além disso, tem sido dado destaque aos treinos periódicos das principais equipas, bem como à sua situação financeira, que pode pôr em causa a manutenção de plantéis. A antecipação de eleições para a presidência do Sporting estão, também, na ordem do dia.


Sobra, ainda, espaço para debater o cancelamento dos principais eventos desportivos a nível mundial, como é o caso dos Jogos Olímpicos, cuja adiamento está sobre a mesa.

Connosco
Associações de imprensa europeias unem-se em defesa da liberdade de informação Ver galeria

Numa altura em que a crise espoletada pelo novo coronavírus começa a afectar, gravemente,  todos os sectores da economia europeia, várias  organizações internacionais de imprensa uniram-se para apelar às autoridades europeias no sentido de declararem o jornalismo como um  serviço essencial.


Numa carta dirigida à Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e aos Presidentes do Parlamento e Conselho europeus, as associações apelaram à garantia da livre circulação de informação, bem como à liberdade de imprensa, que consideram ser medidas essenciais para o combate do Covid-19. 


Poderá ler, a seguir, a tradução parcial e adaptada da carta:


"Nós, organizações que defendem a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão, escrevemos-lhe para expressar a nossa profunda preocupação com a possibilidade de os governos tirarem partido da pandemia da COVID-19 para punirem os “media” e para introduzirem restrições no acesso da imprensa às decisões e acções governamentais.

Experiência jornalística no "YouTube" conquista público brasileiro Ver galeria

Em plena crise do sector mediático, o jornalismo lusófono continua a ser vanguardista na inovação. Os seus profissionais apostam, continuamente, em novos formatos e algumas das fórmulas testadas começam a dar os primeiros frutos.

Lançado, no YouTube, em Março de 2018, pela jornalista Mara Luquet e pelo actor Antonio Tabet, o canal brasileiro de jornalismo MyNews, já completou dois anos e conta com mais de 345 mil subscritores. A iniciativa emprega cerca de 30 pessoas, e atingiu, em 2019, um lucro superior a meio milhão de reais ( 88 mil euros).

Nos seus vídeos institucionais, o canal apresenta-se como um projecto jornalístico livre,  "sem ideologias tendenciosas ", com informação diversa e  plural,  que visa combater a polarização na sociedade brasileira.

Actualmente o My News produz 14 programas, em formatos variados e gratuitos, nos quais se incluem debates, entrevistas e colunas. Os temas mais abordados são a política, a economia e as finanças. 

O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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