null, 29 de Março, 2020
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Os sucessos e os reveses dos "media" digitais

Depois de vários anos de experiências gratuitas, e algumas tentativas fracassadas, todo o sector mediático converge, agora para o formato digital. O jornalismo “online” é, no entanto, ainda, muito jovem. Em 1994, surgiram as primeiras 20 edições de jornais digitais. Cinco anos depois, o número era de cerca de 5 mil. A maioria dos títulos, porém, continua, ainda, em fase experimental.

Os primeiros anos na “web” foram  uma aprendizagem para todos. O sucesso mais notável foi o do  “Wall Street Journal”, que começou a cobrar pelo conteúdo no seu site em 1996. Três anos depois, atingiu 450 mil assinantes. O “WS Journal” provou, no entanto, ser um caso isolado. 

Com o virar do século, veio o auge da rede aberta, o que se provou prejudicial para os “media”. A Internet eliminou a necessidade de consultar a imprensa para ficar a par da actualidade. Isto, aliado às quebras da publicidade, colocou o sector mediático numa crise profunda . Deixou-se, então, de lado, a ideia de que a imprensa poderia partilhar conteúdo “online” gratuito e subsistir. 

A recessão económica de 2008 foi mais uma “punhalada” para o sector. O número de colaboradores nas redações americanas caiu 47%.O mesmo aconteceu em Espanha, onde as equipas de jornalistas foram dizimadas pela crise.


Em fevereiro de 2009, a revista “Time” começou a contemplar ideias de como seria possível “salvar o jornal”. A proposta era tão modesta que só tinha um pedido: pagar pelo conteúdo. 


Os grandes jornais globais começam, agora, a captar audiências “online”, que estão mais e mais conscientes da importância do jornalismo independente para a informação dos leitores e para a preservação das democracias.


Em Portugal, por exemplo, a crise do sector originou uma crescente em conteúdos multiplataforma, mas, na maioria dos casos, as receitas não são suficientes para colmatar as quebras da circulação em papel.

Connosco
Associações de imprensa europeias unem-se em defesa da liberdade de informação Ver galeria

Numa altura em que a crise espoletada pelo novo coronavírus começa a afectar, gravemente,  todos os sectores da economia europeia, várias  organizações internacionais de imprensa uniram-se para apelar às autoridades europeias no sentido de declararem o jornalismo como um  serviço essencial.


Numa carta dirigida à Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e aos Presidentes do Parlamento e Conselho europeus, as associações apelaram à garantia da livre circulação de informação, bem como à liberdade de imprensa, que consideram ser medidas essenciais para o combate do Covid-19. 


Poderá ler, a seguir, a tradução parcial e adaptada da carta:


"Nós, organizações que defendem a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão, escrevemos-lhe para expressar a nossa profunda preocupação com a possibilidade de os governos tirarem partido da pandemia da COVID-19 para punirem os “media” e para introduzirem restrições no acesso da imprensa às decisões e acções governamentais.

Experiência jornalística no "YouTube" conquista público brasileiro Ver galeria

Em plena crise do sector mediático, o jornalismo lusófono continua a ser vanguardista na inovação. Os seus profissionais apostam, continuamente, em novos formatos e algumas das fórmulas testadas começam a dar os primeiros frutos.

Lançado, no YouTube, em Março de 2018, pela jornalista Mara Luquet e pelo actor Antonio Tabet, o canal brasileiro de jornalismo MyNews, já completou dois anos e conta com mais de 345 mil subscritores. A iniciativa emprega cerca de 30 pessoas, e atingiu, em 2019, um lucro superior a meio milhão de reais ( 88 mil euros).

Nos seus vídeos institucionais, o canal apresenta-se como um projecto jornalístico livre,  "sem ideologias tendenciosas ", com informação diversa e  plural,  que visa combater a polarização na sociedade brasileira.

Actualmente o My News produz 14 programas, em formatos variados e gratuitos, nos quais se incluem debates, entrevistas e colunas. Os temas mais abordados são a política, a economia e as finanças. 

O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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Stereo and Immersive Media 2020
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