Segunda-feira, 30 de Novembro, 2020
Media

Estudo de audiências confirma quebra de vendas na imprensa

Nenhum dos jornais generalistas publicados em Portugal foi capaz de contrariar a erosão da circulação paga no último ano, segundo a auditoria da APCT. 

O “Correio da Manhã” mantém o estatuto de jornal com maior circulação impressa paga no mercado português, com uma média de 72.846 exemplares vendidos por edição no último ano. Ainda assim, estes números representam uma quebra de 9,3% face ao período homólogo.

O “Jornal de Notícias” desceu de uma média de 42.595 exemplares vendidos por edição, em 2018, para 39.307 exemplares no último ano (-7,7%), enquanto o “Público” apresentou uma circulação impressa paga de 17.323 exemplares (-2%).

O cenário de contracção estendeu-se aos jornais semanários. O “Expresso”, líder do segmento, encerrou 2019 com uma média de circulação impressa paga abaixo da fasquia dos 60 mil exemplares, o que traduz uma diminuição de 7%. Já o “Diário de Notícias”, que teve em 2019, o primeiro ano completo enquanto semanário, apresentou uma circulação impressa paga de 5.399 exemplares, uma quebra na ordem dos 35,4%.


Foi no segmento das “newsmagazines” que surgiu a única excepção, com a “Sábado” a registar um crescimento de 1,3% , encerrando ao ano  na liderança.

A circulação digital paga apresentou, entretanto, crescimentos significativos em alguns títulos, como foi o caso do “Expresso”, que reforçou o estatuto de líder digital, e o “Público”, que manteve a segunda posição. O “Correio da Manhã” obteve, igualmente, resultados positivos.

Apesar da melhoria registada, verificou-se que, quase nenhum dos jornais generalistas conseguiu alcançar um saldo positivo. A única excepção foi o “Público”, cuja subida de 27,7% na circulação digital paga acabou por equilibrar a balança a favor daquele diário.

Os números do mais recente relatório da APCT  traçam, assim, um retrato pouco animador para a imprensa em Portugal já que, com a excepção do “Público”, o crescimento da circulação digital paga continua sem compensar o deterioração das edições impressas.


Connosco
França e Reino Unido juntam-se para limitar o poder das tecnológicas Ver galeria

Alguns países europeus -- como é o caso da França e do Reino Unido -- estão a começar a limitar o poder exercido pelas empresas tecnológicas norte-americanas.

Em França, as autoridades francesas já começaram a cobrar um imposto sobre os serviços digitais às “gigantes” tecnológicas, noticiou o “Financial Times”. As empresas sujeitas “receberam a notificação de imposto referente a 2020”, confirmou uma fonte do governo, em comunicado.

Em declarações ao jornal “Público”, o Facebook afirmou que vai pagar os impostos exigidos por França. Segundo um porta-voz da empresa, a tecnológica norte-americana vai “[continuar] a incentivar um foco global por parte dos governos, para se chegar a uma reforma tributária nacional”.

Por outro lado, no Reino Unido está a ser criado um novo departamento para regular as plataformas “online”, com o objectivo de garantir a competição no sector tecnológico.

De acordo com o jornal “Guardian”, o Competitions and Markets Authority (CMA) ficará, assim, habilitado para aplicar um novo código de conduta às empresas, que deverão seguir um “comportamento aceitável”.

Regulador russo quer substituir redes sociais americanas Ver galeria

O regulador das comunicações russo, Roskomnadzor, propôs a criação de plataformas de vídeo nacionais para substituir o YouTube, devido à alegada “censura” praticada pelo “site” norte-americano.

A proposta foi apresentada depois de o regulador das comunicações russo ter acusado o YouTube de aplicar “um veto total” à criação de canais pela agência noticiosa ANNA News.

“Uma política específica de censura em relação aos meios russos é inaceitável e viola os princípios fundamentais de uma disseminação livre de informação e de acesso desimpedido à mesma”, considerou, em comunicado, o Roskomnadzor, citado pela agência EFE.

Esta não é a primeira vez que o regulador acusa as grandes multinacionais americanas de dificultarem o acesso dos “media” russos às suas plataformas.

Em Outubro, aquela entidade alegou que o Google, o Facebook e o Twitter “restringem o acesso a materiais de cerca de 20 meios de comunicação russos”, incluindo a agência estatal RIA Novosti.

O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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Género e "media": desafios de Pequim
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