null, 29 de Março, 2020
Media

Estudo de audiências confirma quebra de vendas na imprensa

Nenhum dos jornais generalistas publicados em Portugal foi capaz de contrariar a erosão da circulação paga no último ano, segundo a auditoria da APCT. 

O “Correio da Manhã” mantém o estatuto de jornal com maior circulação impressa paga no mercado português, com uma média de 72.846 exemplares vendidos por edição no último ano. Ainda assim, estes números representam uma quebra de 9,3% face ao período homólogo.

O “Jornal de Notícias” desceu de uma média de 42.595 exemplares vendidos por edição, em 2018, para 39.307 exemplares no último ano (-7,7%), enquanto o “Público” apresentou uma circulação impressa paga de 17.323 exemplares (-2%).

O cenário de contracção estendeu-se aos jornais semanários. O “Expresso”, líder do segmento, encerrou 2019 com uma média de circulação impressa paga abaixo da fasquia dos 60 mil exemplares, o que traduz uma diminuição de 7%. Já o “Diário de Notícias”, que teve em 2019, o primeiro ano completo enquanto semanário, apresentou uma circulação impressa paga de 5.399 exemplares, uma quebra na ordem dos 35,4%.


Foi no segmento das “newsmagazines” que surgiu a única excepção, com a “Sábado” a registar um crescimento de 1,3% , encerrando ao ano  na liderança.

A circulação digital paga apresentou, entretanto, crescimentos significativos em alguns títulos, como foi o caso do “Expresso”, que reforçou o estatuto de líder digital, e o “Público”, que manteve a segunda posição. O “Correio da Manhã” obteve, igualmente, resultados positivos.

Apesar da melhoria registada, verificou-se que, quase nenhum dos jornais generalistas conseguiu alcançar um saldo positivo. A única excepção foi o “Público”, cuja subida de 27,7% na circulação digital paga acabou por equilibrar a balança a favor daquele diário.

Os números do mais recente relatório da APCT  traçam, assim, um retrato pouco animador para a imprensa em Portugal já que, com a excepção do “Público”, o crescimento da circulação digital paga continua sem compensar o deterioração das edições impressas.


Connosco
Associações de imprensa europeias unem-se em defesa da liberdade de informação Ver galeria

Numa altura em que a crise espoletada pelo novo coronavírus começa a afectar, gravemente,  todos os sectores da economia europeia, várias  organizações internacionais de imprensa uniram-se para apelar às autoridades europeias no sentido de declararem o jornalismo como um  serviço essencial.


Numa carta dirigida à Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e aos Presidentes do Parlamento e Conselho europeus, as associações apelaram à garantia da livre circulação de informação, bem como à liberdade de imprensa, que consideram ser medidas essenciais para o combate do Covid-19. 


Poderá ler, a seguir, a tradução parcial e adaptada da carta:


"Nós, organizações que defendem a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão, escrevemos-lhe para expressar a nossa profunda preocupação com a possibilidade de os governos tirarem partido da pandemia da COVID-19 para punirem os “media” e para introduzirem restrições no acesso da imprensa às decisões e acções governamentais.

Experiência jornalística no "YouTube" conquista público brasileiro Ver galeria

Em plena crise do sector mediático, o jornalismo lusófono continua a ser vanguardista na inovação. Os seus profissionais apostam, continuamente, em novos formatos e algumas das fórmulas testadas começam a dar os primeiros frutos.

Lançado, no YouTube, em Março de 2018, pela jornalista Mara Luquet e pelo actor Antonio Tabet, o canal brasileiro de jornalismo MyNews, já completou dois anos e conta com mais de 345 mil subscritores. A iniciativa emprega cerca de 30 pessoas, e atingiu, em 2019, um lucro superior a meio milhão de reais ( 88 mil euros).

Nos seus vídeos institucionais, o canal apresenta-se como um projecto jornalístico livre,  "sem ideologias tendenciosas ", com informação diversa e  plural,  que visa combater a polarização na sociedade brasileira.

Actualmente o My News produz 14 programas, em formatos variados e gratuitos, nos quais se incluem debates, entrevistas e colunas. Os temas mais abordados são a política, a economia e as finanças. 

O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
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