Segunda-feira, 17 de Fevereiro, 2020
Media

A economia colaborativa como alternativa nos “media”

Com a revolução tecnológica, o mundo passou a partilhar crises que, no passado, se manifestavam, apenas, regionalmente. Uma das maiores preocupações e dificuldades dos jornalistas especializados em economia e negócios é, agora, compreender como a tecnologia influencia todos os outros sectores da sociedade, que começa a aderir ao modelo colaborativo.

Para ajudar os repórteres a compreenderem essa nova realidade, várias organizações empreendem “workshops”, nos quais são promovidos debates e reflexões. Durante uma destas formações, na Colômbia, 25 jornalistas latino-americanos discutiram as plataformas de colaboração e os seus efeitos na economia global.  Os participantes manifestaram especial dificuldade em compreender e disseminar os impactos do novo panorama no mercado de trabalho. 



A economia colaborativa é um conceito que compreende o acesso a bens e serviços através da partilha, em vez da simples aquisição e que pode ser manifestada em trocas, doações, empréstimos ou outra negociação semelhante. A economia colaborativa propõe não só um novo modelo de negócios, mas, igualmente, uma forma alternativa de viver.


Os activos devem ser intercambiáveis, ser utilizados em períodos curtos, os custos de transação devem ser menores. Todo o processo é facilitado pelas plataformas móveis e sistemas digitais de pagamento.


Renata Rizzi, directora do “workshop”, destacou a diversidade dentro do modelo, dando a entender que a economia colaborativa não é una. O ponto mais relevante, defende, é compreender a intermediação entre a oferta e a procura, para melhor a explicar aos consumidores.


Pérez Colomé, jornalista do “El País”,  salientou a importância de contextualizar as empresas de tecnologia, e de encontrar novas formas de aproximá-las da informação. O autor insistiu, ainda, na procura de fontes directas, que permitam ter uma visão mais pormenorizada do funcionamento das corporações.

Connosco
Imprensa britânica preocupada com regulação do “Ofcom” Ver galeria

A imprensa britânica teme que o controlo de conteúdos “online” pelo Ofcom constitua uma tentativa governamental de condicionar a liberdade de imprensa. O “The Daily Mail”, a título de exemplo, argumenta que a nova lei "pode levar à censura estatal".


Vários outros “media” estão, agora, em campanha para que a regulamentação do Ofcom se cinja a empresas tecnológicas, como o Facebook e o Google, e não se alargue à imprensa “online”. Os directores dos jornais receiam, igualmente, que a acção da entidade reguladora impeça a partilha de algumas das suas notícias mais “chocantes”.


A NMA -- News Media Association, organização que representa a maioria dos jornais britânicos, já expressou, igualmente, o seu desagrado face à proposta governamental e prometeu lutar pela garantia da “isenção explícita, em qualquer legislação, para editores e jornalistas", que são, afinal, mediadores da democracia.

O alastramento do coronavirus pode provocar um "infodemia" Ver galeria

As editoras científicas de todo o mundo concordaram em partilhar, de forma gratuita, informações sobre o novo coronavírus que, de outra forma, estariam escondidas atrás das “paywalls”. Assim, dados cruciais sobre a epidemia estão a ser divulgados mas, segundo a jornalista  Roxana Tabakman , não da melhor forma.

Tabakman é especializada em jornalismo científico e da saúde e, num artigo para o “Observatório da Imprensa” (associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria), teceu críticas às reportagens que têm sido publicadas sobre a doença.

Se, por um lado, há jornalismo sério que contribui para o conhecimento e para a saúde pública, por outro, existem repórteres sensacionalistas que desejam, apenas, conquistar audiências.
O jornalista científico Carlos Orsi descreveu, mesmo, a situação como um “ciclo perverso”: “a cobertura incessante  gera uma sensação de urgência e alimenta uma curiosidade do público que, na ausência de factos novos, não encontra alívio ou satisfação, mas redundância e tédio. Isso incentiva rumores que, por sua vez, justificam a reiteração redundante do que já se sabe".

O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

ver mais >
Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...
Agenda
11
Mar
O cinema e a televisão como "forma de futuro"
15:00 @ Universidade Lusófona
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona