Sexta-feira, 10 de Abril, 2020
Media

Petição das associações de imprensa devido à crise dos "media"

A Casa da Imprensa acolheu um encontro entre a Associação Portuguesa de Imprensa (API), o Sindicato de Jornalistas e a Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIIC). Durante a reunião, analisaram-se as propostas do Governo para apoiar os “media”, no âmbito do Orçamento do Estado para 2020, e foram sugeridas algumas alterações ao diploma. 

Sofia Branco, presidente do Sindicato, considerou as propostas “insuficientes", referindo que "na generalidade, não respondem a todas as questões", enquanto o presidente da AIIC, Paulo Ribeiro, sublinhou a urgência das propostas, face às necessidades do sector.

Já o presidente da API, João Palmeiro, falou da importância das propostas sem incidência no Orçamento, e defendeu que deveriam "ser todas aprovadas". Quanto às medidas que implicam esforço orçamental, acrescentou que não são inovadoras e que se limitam a cumprir as regras e a garantir a independência dos media em Portugal.


Palmeiro destacou, contudo , o grande esforço das entidades presentes na defesa dos “media”, que conduziu  “a esmagadora maioria dos partidos na Assembleia da República” a apresentar propostas, ainda que modestas. 


Na sessão foi, ainda, apresentada uma petição à Assembleia da República. João Palmeiro considerou que todos os leitores a devem “assinar” , de forma a sensibilizar o Parlamento para aquela que considera ser a maior crise de sempre do sector. 

Na petição pede-se a criação de um grupo de trabalho para analisar “as diversas vertentes da crise que afecta o sector, as suas causas e consequências” e preparar medidas legislativas que reúnam amplo consenso partidário e contribuam para a indispensável revitalização da imprensa em Portugal.

Entre as medidas a adoptar, o Sindicato, por seu lado, sugere a dedução, em sede de IRS, das aquisições de jornais e revistas, até ao montante anual de 250 euros por agregado familiar.

Em destaque esteve, também, uma exposição da “luta contra a desinformação e a iliteracia” e uma campanha de alerta da opinião pública para a compra e a leitura dos jornais.


Connosco
Associações apelam em Espanha para governo apoiar os “media” Ver galeria

Em Espanha, os “media” estão a atravessar dificuldades, espoletadas pelas quebras na publicidade e na circulação. Várias associações do sector apelaram, mesmo, ao governo, visando a elaboração de um plano de apoio.

Perante esta situação, a Associação Espanhola de Ética e Filosofia Política, solidária com a situação da imprensa no país, criou um documento de medidas que considera oportunas para a sustentabilidade do sector mediático.


Em resumo, a referida carta diz o seguinte:


“A Associação Espanhola de Ética e Filosofia Política pede ao governo que compense a perda de receitas e dos custos da manutenção de uma actividade essencial, nas actuais circunstâncias.
Semanas depois de terem sido decretadas medidas para a contenção da pandemia da COVID-19, a situação dos media é crítica.

Fundo de informação nos EUA faz doação para apoiar jornais Ver galeria

Os “media” estão a ressentir-se dos efeitos da crise, desencadeada pela epidemia de covid-19. Alguns jornais estão, mesmo, a fechar portas, devido à quebra nas receitas, que impede o pagamento de salários aos colaboradores, deixando várias comunidades sem meios de informação local.

Contudo, têm surgido várias vagasde solidariedade, por parte de entidades que consideram essencial o trabalho jornalístico, numa altura em que a população carece de notícias para se manter informada e segura.

Assim, um conjunto de associações norte-americanas doou 2,5 milhões de dólares ao Fundo de Informação Comunitária de Covid-19, sediado no Estado da Pensilvânia.

Criado pela IPMF -- Independence Public Media Foundation, em conjunto com outras fundações que apoiam os “media”,  o Fundo de Informação Comunitária de Covid-19 irá apoiar uma vasta gama jornais e de organizações comunitárias, que fornecem informações locais sobre a disseminação do vírus.

O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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