Sábado, 11 de Julho, 2020
Media

Petição das associações de imprensa devido à crise dos "media"

A Casa da Imprensa acolheu um encontro entre a Associação Portuguesa de Imprensa (API), o Sindicato de Jornalistas e a Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIIC). Durante a reunião, analisaram-se as propostas do Governo para apoiar os “media”, no âmbito do Orçamento do Estado para 2020, e foram sugeridas algumas alterações ao diploma. 

Sofia Branco, presidente do Sindicato, considerou as propostas “insuficientes", referindo que "na generalidade, não respondem a todas as questões", enquanto o presidente da AIIC, Paulo Ribeiro, sublinhou a urgência das propostas, face às necessidades do sector.

Já o presidente da API, João Palmeiro, falou da importância das propostas sem incidência no Orçamento, e defendeu que deveriam "ser todas aprovadas". Quanto às medidas que implicam esforço orçamental, acrescentou que não são inovadoras e que se limitam a cumprir as regras e a garantir a independência dos media em Portugal.


Palmeiro destacou, contudo , o grande esforço das entidades presentes na defesa dos “media”, que conduziu  “a esmagadora maioria dos partidos na Assembleia da República” a apresentar propostas, ainda que modestas. 


Na sessão foi, ainda, apresentada uma petição à Assembleia da República. João Palmeiro considerou que todos os leitores a devem “assinar” , de forma a sensibilizar o Parlamento para aquela que considera ser a maior crise de sempre do sector. 

Na petição pede-se a criação de um grupo de trabalho para analisar “as diversas vertentes da crise que afecta o sector, as suas causas e consequências” e preparar medidas legislativas que reúnam amplo consenso partidário e contribuam para a indispensável revitalização da imprensa em Portugal.

Entre as medidas a adoptar, o Sindicato, por seu lado, sugere a dedução, em sede de IRS, das aquisições de jornais e revistas, até ao montante anual de 250 euros por agregado familiar.

Em destaque esteve, também, uma exposição da “luta contra a desinformação e a iliteracia” e uma campanha de alerta da opinião pública para a compra e a leitura dos jornais.


Connosco
Quando há códigos éticos associados ao jornalismo Ver galeria

O jornalismo está em constante mudança e, como tal, os códigos éticos associados à profissão deve ser actualizados, em permanência.


Há, contudo, alguns elementos que se vão mantendo, mais ou menos, constantes, como as ideologias associadas aos jornais.

Confrontado com este cenário, Pedro Pablo Bermúdez, um estudante colombiano de jornalismo, decidiu questionar os colaboradores da Fundación Gabo quanto à sua opinião sobre os posicionamentos políticos da imprensa e dos jornalistas.

Feita a consulta, alguns jornalistas da Fundação exprimiram os seus pontos de vista.

Assim, para a jornalista Mónica González, a isenção da imprensa é uma utopia. Assim, os jornais devem tentar ser o mais transparentes possível sobre a sua posição ideológica, para que os leitores consigam distinguir uma notícia de uma falácia construída em detrimento da oposição.

Da mesma forma, as empresas mediáticas deverão revelar quais as suas fontes de financiamento e o nome dos seus investidores.


Agradecer a assinatura como forma de sensibilizar leitores Ver galeria

O modelo de negócio dos “media” está a mudar e cada vez mais títulos estão a optar pela implementação de um plano de subscrição.

Como tal, os editores procuram, naturalmente, conquistar um número crescente de leitores, que pagam, regularmente, pelo consumo dos seus conteúdos.

Ora, um estudo da Citizens and Technology Lab sugere que a forma ideal de alcançar esse objectivo passa, simplesmente, por agradecer aos subscritores pela sua contribuição.

Os responsáveis por este estudo analisaram as interacções no “site” Wikipedia, que depende de uma comunidade internacional, disposta a manter a plataforma actualizada, a custo zero. 


O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Agenda
27
Jul
Jornalismo ético como garantia de democracia
09:30 @ Universidade de Madrid
14
Set
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague