Segunda-feira, 17 de Fevereiro, 2020
Media

"Le Monde" muda de instalações e inaugura edifício em Austerlitz

Os 1.400 empregados do Grupo “Le Monde”  - que o inclui os jornais "Le soir", "l'Obs", "Télérama" e "La Vie" -  vão mudar-se, oficialmente, para novas instalações perto da estação ferroviária de Austerlitz, em Paris. A nova sede foi desenhada pelo gabinete de arquitectura do norueguês Snohetta e custou 190 milhões de euros.

A mudança coincide com o 75º aniversário do jornal, que celebrou a efeméride com um suplemento especial que retrata os “setenta e cinco anos de uma história única em vários lugares", explicaram Jérôme Fenoglio, director do “Le Monde”, e Louis Dreyfus, presidente do conselho de administração. 

"Da semi-obscuridade da Rue Des Italiens aos planaltos luminosos da Avenida Pierre-Mendès-França, o que se verifica nos três quartos de século desta aventura colectiva é que é tanto o que não mudou, quanto o que foi transformado", acrescentaram os responsáveis.

O jornal quer, também, reinventar-se em nome do futuro dos jornais impressos. A revolução digital em curso não afectou o jornal, tendo mesmo sido benéfica para chegar a novos públicos e alcançar novas conexões. As assinaturas são uma garantia antiga, mas a tecnologia  está a tornar possível criar uma ligação com um público mais jovem e envolver leitores de todo o mundo, segundo recorda Jérôme Fenoglio. 


É um modelo que revolucionou a imprensa e que é saudável. Os números do jornal continuam em "alta", com mais de 300 mil assinantes e um lucro líquido de 14,6 milhões de euros.


Fenoglio sublinha que o "Le Monde" quer continuar a ser independente e permanece vigilante em relação ao ambiente mediático.  

Estão em curso negociações com os accionistas para a criação de uma fundação.


Connosco
Imprensa britânica preocupada com regulação do “Ofcom” Ver galeria

A imprensa britânica teme que o controlo de conteúdos “online” pelo Ofcom constitua uma tentativa governamental de condicionar a liberdade de imprensa. O “The Daily Mail”, a título de exemplo, argumenta que a nova lei "pode levar à censura estatal".


Vários outros “media” estão, agora, em campanha para que a regulamentação do Ofcom se cinja a empresas tecnológicas, como o Facebook e o Google, e não se alargue à imprensa “online”. Os directores dos jornais receiam, igualmente, que a acção da entidade reguladora impeça a partilha de algumas das suas notícias mais “chocantes”.


A NMA -- News Media Association, organização que representa a maioria dos jornais britânicos, já expressou, igualmente, o seu desagrado face à proposta governamental e prometeu lutar pela garantia da “isenção explícita, em qualquer legislação, para editores e jornalistas", que são, afinal, mediadores da democracia.

O alastramento do coronavirus pode provocar um "infodemia" Ver galeria

As editoras científicas de todo o mundo concordaram em partilhar, de forma gratuita, informações sobre o novo coronavírus que, de outra forma, estariam escondidas atrás das “paywalls”. Assim, dados cruciais sobre a epidemia estão a ser divulgados mas, segundo a jornalista  Roxana Tabakman , não da melhor forma.

Tabakman é especializada em jornalismo científico e da saúde e, num artigo para o “Observatório da Imprensa” (associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria), teceu críticas às reportagens que têm sido publicadas sobre a doença.

Se, por um lado, há jornalismo sério que contribui para o conhecimento e para a saúde pública, por outro, existem repórteres sensacionalistas que desejam, apenas, conquistar audiências.
O jornalista científico Carlos Orsi descreveu, mesmo, a situação como um “ciclo perverso”: “a cobertura incessante  gera uma sensação de urgência e alimenta uma curiosidade do público que, na ausência de factos novos, não encontra alívio ou satisfação, mas redundância e tédio. Isso incentiva rumores que, por sua vez, justificam a reiteração redundante do que já se sabe".

O Clube


Três jornais açorianos celebram este ano aniversários redondos. O Diário dos Açores completa século e meio de existência , o que é marcante. O Jornal dos Açores perfaz cem anos, outra vitória sobre o tempo. E o Açoriano Oriental , chega aos 185 anos , uma longevidade qualificada , que o coloca entre os diários mais antigos em publicação. A todos o Clube Português de Imprensa felicita , pela resistência e pelo mérito , numa época em que floresce a falta de memória nas redações. E associa-se neste site às respectivas efemérides.
Houve tempo em que os jornais se felicitavam com júbilo, e parabenizavam os concorrentes aniversariantes. Tempos idos. Agora , ignoram-se como se houvesse um deserto à volta de cada um.
Ser diário centenário num arquipélago de pouca gente, de onde tantos emigraram, e sobreviver em confronto com a agressividade da Internet e dos audiovisuais , é proeza de vulto.
São uma lição que merece relevo, cheia de ensinamentos para outros que desistiram antes de tempo.

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Opinião
Neste primeiro semestre, três jornais açorianos comemoram uma longevidade assinalável. Conforme se regista noutros espaços deste site, o Diário dos Açores acabou de completar século e meio de existência;  em Abril, será a vez do Açoriano Oriental,  o mais antigo, soprar 185 velas; e, finalmente em Maio, o Correio dos Açores alcança o seu primeiro centenário. Em tempo de crise na Imprensa,...
O volume de investimento publicitário na imprensa tem estado em queda, mas vários estudos indicam que os leitores de jornais e revistas continuam a ser influenciados pela publicidade que encontram nas páginas das publicações que consomem regularmente. Por outro lado a análise dos dados do mais recente estudo Bareme Impresa, da Marktest, revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos...
Graves ameaças à BBC News
Francisco Sarsfield Cabral
A BBC é, provavelmente, a referência mundial mais importante do jornalismo. Foi uma rádio muito ouvida em Portugal no tempo da ditadura, para conhecer notícias que a censura não deixava publicar. E mesmo depois do 25 de Abril, durante o chamado PREC (processo revolucionário em curso) também o recurso à BBC News por vezes dava jeito para obter uma informação não distorcida por ideologias políticas.Ora a BBC News...
Agenda
11
Mar
O cinema e a televisão como "forma de futuro"
15:00 @ Universidade Lusófona
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona