Quinta-feira, 9 de Abril, 2020
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O "fact-checking" como modelo para contrariar a desinformação

Os governos estão cada vez mais cientes dos perigos da desinformação e a indústria do "fact-checking"  está em progressivo crescimento. Com a chegada do novo ano, esperam-se novas fórmulas de manipulação e propaganda, mas, igualmente, mais medidas de combate às notícias falsas.  Os regimes autoritários mostram-se, no entanto, implacáveis e exercem restrições à liberdade de imprensa.

Especialistas da escola Poynter Institute for Media Studies reuniram um conjunto de medidas que podem ser as próximas a ser adoptadas para contrariar as "fake news".

No final de 2019, a Tailândia e a Índia lançaram plataformas contra notícias falsas e Singapura aprovou uma Lei de Protecção contra Falsidades e Manipulação Online. Há um número crescente de países a seguir o exemplo. Os especialistas alegam, contudo, que as acções legislativas podem não visar o fim da desinformação, mas, pelo contrário, o reforço da influência estatal na imprensa. De facto, até agora, nenhuma medida provou ser suficientemente eficaz na redução dos níveis de desinformação.


Da mesma forma, os autores defendem que é provável que a aliança entre a imprensa e empresas de tecnologia se fortaleça. Multinacionais, como o Facebook, estão muito dependentes dos esforços das organizações de verificação de factos para erradicar a desinformação nas suas plataformas.

De acordo com esta análise, mais empresas vão tentar igualar ou superar o esforço do Facebook. A TikTok, por exemplo, anunciou a proibição da distribuição de desinformação sobre eleições ou outros processos cívicos. 

É então natural que, com o progressivo interesse pela verificação de factos, o "fact-checking" se converta numa indústria. Grande parte do esforço para combater a desinformação tem sido alojado em organizações sem fins lucrativos e no meio académico, mas este ano, novas entidades devem aliar-se no projecto para evitar a desinformação, recorrendo, inclusive, à inteligência artificial. 

Connosco
Associações apelam em Espanha para governo apoiar os “media” Ver galeria

Em Espanha, os “media” estão a atravessar dificuldades, espoletadas pelas quebras na publicidade e na circulação. Várias associações do sector apelaram, mesmo, ao governo, visando a elaboração de um plano de apoio.

Perante esta situação, a Associação Espanhola de Ética e Filosofia Política, solidária com a situação da imprensa no país, criou um documento de medidas que considera oportunas para a sustentabilidade do sector mediático.


Em resumo, a referida carta diz o seguinte:


“A Associação Espanhola de Ética e Filosofia Política pede ao governo que compense a perda de receitas e dos custos da manutenção de uma actividade essencial, nas actuais circunstâncias.
Semanas depois de terem sido decretadas medidas para a contenção da pandemia da COVID-19, a situação dos media é crítica.

Fundo de informação nos EUA faz doação para apoiar jornais Ver galeria

Os “media” estão a ressentir-se dos efeitos da crise, desencadeada pela epidemia de covid-19. Alguns jornais estão, mesmo, a fechar portas, devido à quebra nas receitas, que impede o pagamento de salários aos colaboradores, deixando várias comunidades sem meios de informação local.

Contudo, têm surgido várias vagasde solidariedade, por parte de entidades que consideram essencial o trabalho jornalístico, numa altura em que a população carece de notícias para se manter informada e segura.

Assim, um conjunto de associações norte-americanas doou 2,5 milhões de dólares ao Fundo de Informação Comunitária de Covid-19, sediado no Estado da Pensilvânia.

Criado pela IPMF -- Independence Public Media Foundation, em conjunto com outras fundações que apoiam os “media”,  o Fundo de Informação Comunitária de Covid-19 irá apoiar uma vasta gama jornais e de organizações comunitárias, que fornecem informações locais sobre a disseminação do vírus.

O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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