Segunda-feira, 30 de Novembro, 2020
Media

“L’Express” adopta fórmula do “The Economist”

A nova fórmula do “L’Express” foi revelada. Alain Weill, principal accionista da revista, determinou que a publicação se vai basear, já neste mês, no “The Economist”. O redesenho da revista não deixa dúvidas quanto à fonte de inspiração: com uma capa ilustrada, um logotipo em fundo vermelho e quatro títulos de artigos, a composição das primeiras páginas é semelhante à da revista britânica.

Weill considera que o mundo mudou e que é “o momento certo” para relançar o título. “Hoje, as pessoas estão prontas a pagar por factos de qualidade, estão a habituar-se a pagar pelo seu conteúdo", disse.

Segundo aquele accionista, a nova versão do semanário promete “mover linhas”, com conteúdo exigente e de alto valor informativo. A equipa contará com cerca de 100 jornalistas e como "uma equipa editorial extremamente sólida”. O accionista garante ainda que “L’Express” “visa todos os francófonos do mundo, pois pretende recrutar assinantes fora de França.


O semanário quer focar e comprometer-se com valores de "abertura, liberalismo, antecipação", recusando "todo conservadorismo", embora "os fundamentos não mudem". “L'Express” será o "observador das transformações do mundo", à imagem de um "espectador empenhado", para "ter a maior influência no debate de ideias". O objetivo é ter "uma postura mais decisiva.

O novo “L’Express” vai ser mais fino, mas mais “denso”. "Há um terço menos páginas e 50% mais conteúdo", disse Weill. Para acomodar todo esse texto , a revista optou por um “layout” sóbrio deixando pouco espaço para fotos, à semelhança do que já acontece em revistas de economia como a “The Economist” e a “New Yorker. O peso das imagens vai ser reduzido para deixar mais espaço para o texto.

O eixo estratégico de crescimento será, contudo, o formato digital. Para atrair assinantes - “L'Express”, que tem "menos de 100 mil" assinantes aponto como alvo os 200 mil .

 Para que o objectivo possa ser atingido, serão oferecidos quatro serviços. "L'Express masterclasses" - longas entrevistas de áudio –, “L'Express augmentée -- a revista em PDF à qual é adicionado novo conteúdo -, "Regards D’Archives" -, conteúdo que invoca assuntos cobertos pela revista no passado. Os assinantes terão, também, acesso a uma secção de confidências, disponível em grupos de Whatsapp e Messenger.

O semanário quer  apostar, ainda, no marketing, tencionando investir entre 10% e 20% do volume de negócios numa grande campanha de comunicação (TV, rádio, digital), que terá início em Fevereiro.


A mudança editorial surge como tentativa de solucionar um período financeiro atribulado, que ameaçou comprometer o semanário e os seus funcionários. Weill considera que a revista já se encontra “fora da zona vermelha” e espera que, no período de 3 anos, o negócio esteja completamente recuperado.

Connosco
França e Reino Unido juntam-se para limitar o poder das tecnológicas Ver galeria

Alguns países europeus -- como é o caso da França e do Reino Unido -- estão a começar a limitar o poder exercido pelas empresas tecnológicas norte-americanas.

Em França, as autoridades francesas já começaram a cobrar um imposto sobre os serviços digitais às “gigantes” tecnológicas, noticiou o “Financial Times”. As empresas sujeitas “receberam a notificação de imposto referente a 2020”, confirmou uma fonte do governo, em comunicado.

Em declarações ao jornal “Público”, o Facebook afirmou que vai pagar os impostos exigidos por França. Segundo um porta-voz da empresa, a tecnológica norte-americana vai “[continuar] a incentivar um foco global por parte dos governos, para se chegar a uma reforma tributária nacional”.

Por outro lado, no Reino Unido está a ser criado um novo departamento para regular as plataformas “online”, com o objectivo de garantir a competição no sector tecnológico.

De acordo com o jornal “Guardian”, o Competitions and Markets Authority (CMA) ficará, assim, habilitado para aplicar um novo código de conduta às empresas, que deverão seguir um “comportamento aceitável”.

Regulador russo quer substituir redes sociais americanas Ver galeria

O regulador das comunicações russo, Roskomnadzor, propôs a criação de plataformas de vídeo nacionais para substituir o YouTube, devido à alegada “censura” praticada pelo “site” norte-americano.

A proposta foi apresentada depois de o regulador das comunicações russo ter acusado o YouTube de aplicar “um veto total” à criação de canais pela agência noticiosa ANNA News.

“Uma política específica de censura em relação aos meios russos é inaceitável e viola os princípios fundamentais de uma disseminação livre de informação e de acesso desimpedido à mesma”, considerou, em comunicado, o Roskomnadzor, citado pela agência EFE.

Esta não é a primeira vez que o regulador acusa as grandes multinacionais americanas de dificultarem o acesso dos “media” russos às suas plataformas.

Em Outubro, aquela entidade alegou que o Google, o Facebook e o Twitter “restringem o acesso a materiais de cerca de 20 meios de comunicação russos”, incluindo a agência estatal RIA Novosti.

O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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