Sexta-feira, 24 de Janeiro, 2020
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Estudo revela progressão da tendência para os “podcasts”

Um estudo divulgado pelo “Reuters Institute” revelou que aumenta o número de pessoas a consumir podcasts, o que pode vir a revolucionar a indústria da comunicação.

De acordo com os dados agora conhecidos, há 36% dos entrevistados que ouvem pelo menos um podcast por mês. Desses, 15% correspondem a programas informativos.

Os media têm vindo a adaptar-se a esta nova realidade, até porque o mercado se encontra em pleno crescimento. A aposta está em formatos que possam ser ouvidos nos automóveis, o que se traduz numa vantagem para as audiências.

Para este estudo foram considerados dados recolhidos nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Suécia e França.

A informação corresponde apenas a 6% dos podcasts desses países, mas o formato é bastante apelativo, sendo possível escolher entre três categorias existentes: os micro boletins – noticiários curtos que providenciam um sumário rápido da ordem do dia -, as rondas noticiosas – programas mais extensos que se focam em determinados assuntos –, e as análises aprofundadas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o podcast com mais audiência é produzido pela rádio pública. O “Up First” é um programa híbrido de 12 minutos, que reproduz entrevistas transmitidas de madrugada pela rádio. A aposta está a atrair cada vez mais público, com predominância de jovens.

O podcast do “The New York Times” chega a ser ouvido, diariamente, por dois milhões de pessoas. Por sua vez, o “The Economist” chegou a 1,5 milhões de ouvintes em apenas um mês. Já no Reino Unido, a aposta audio do “The Guardian” tem maior adesão do que o jornal em si mesmo.

A publicidade é a principal fonte de rendimento de quem trabalha neste formato, mas estão a surgir modalidades de pagamento. Na Dinamarca, o podcast diário “You Listen to The Politiken” está a experimentar um modelo híbrido: o programa é gratuito durante dois dias por semana e, depois, exclusivo para subscritores.

Outro estudo da Reuters, revela que o consumo de podcasts entre os portugueses também está a aumentar. Os resultados revelam que 34% dos portugueses ouve um podcast, o que coloca Portugal acima da média global.

Os portugueses preferem podcasts especializados (em assuntos como a economia, ciência, tecnologia) seguidos dos podcasts noticiosos e sobre desporto. A audição de podcasts é particularmente popular entre os mais jovens: cerca de metade dos portugueses entre os 18 e os 24 anos ouviu algum podcast no último mês.

 A maioria dos especialistas em comunicação considera que ainda há espaço para crescimento, através de novas plataformas que permitem o acesso áudio em qualquer momento.

Falta ainda definir a escala de oportunidade. Embora a audiência esteja a aumentar, os segmentos que acompanham estes programas pertencem, sobretudo, a sectores mais alfabetizados e oriundos de sectores sociológicos mais informados.

Consulte o estudo na íntegra aqui.

Connosco
Jornalistas europeus a leste não escapam às restrições dos "media"... Ver galeria

A Europa sempre foi considerada segura para a imprensa, mas, nem o velho continente escapa à crescente violência contra os “media”. Um estudo do Reuters Institute indica que os jornalistas europeus estão sob  pressão crescente, particularmente, no Leste do continente.

Nos últimos três anos, foram assassinados três jornalistas europeus, todos por terem reportado casos de corrupção e crime organizado, aos quais não eram alheios os respectivos governos. Foram os casos Daphne Caruana Galizia, em Malta, Ján Kuciak, na Eslováquia, e Viktoria Marinova, na Bulgária.

Os indicadores de liberdade de imprensa apontam para valores preocupantes, especialmente em países como a Polónia, a Hungria e a Eslováquia, onde os “media” são ameaçados por políticos, mas, igualmente  por jornalistas. Neste inquérito, 63% dos jornalistas afirmam já ter sido, publicamente, criticados por uma figura pública, quer directamente, quer através das redes sociais.


... E “comité” de jornalistas elabora “top 10” da censura aos “media” Ver galeria

A Eritreia é o país onde a censura é exercida de uma forma mais implacável, segundo  uma lista divulgada pelo CPJ - Comité para a Protecção dos Jornalistas. Essa lista integra 10 países, e é baseada numa pesquisa da organização sobre leis repressivas e vigilância de jornalistas, incluíndo restrições no acesso à internet e às redes sociais.

A lista abrange apenas os países onde o governo controla, rigidamente, os “media”. As condições para jornalistas e liberdade de imprensa em países como a Síria, Iémen e Somália são, também, extremamente difíceis, quer pela censura do governamental, quer, ainda, devido a conflitos armados. 

Nos três países onde a censura mais se faz sentir - Eritreia, Coreia do Norte e Turquemenistão – os “media” funcionam como porta-voz do Estado, e qualquer tentativa de jornalismo independente só é viável a partir do exterior. Os poucos jornalistas estrangeiros autorizados a entrar nesses países são seguidos, de perto, pelas autoridades. Outros usam uma combinação de medidas contundentes, como assédio e detenção arbitrária, bem como vigilância sofisticada. A Arábia Saudita, China, Vietname e Irão são especialmente adeptos destes comportamentos. 

Segue-se a lista dos “10 mais” em matéria de censura aos “media”:


O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral
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O cinema e a televisão como "forma de futuro"
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