Sexta-feira, 24 de Janeiro, 2020
Media

Divergências na Igreja sobre o futuro da Rádio Sim

 A notícia da suspensão das emissões da Rádio Sim foi recebida com “apreensão e surpresa” pelo arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, que considera a estação uma boa representação da Igreja na comunicação social e uma maneira eficaz de proporcionar companhia aos mais velhos.

O responsável pela arquidiocese de Braga quer apoiar o projecto da Renascença e está disponível para oferecer espaço para que a Rádio Sim possa continuar no ar.

Segundo um comunicado do Grupo Renascença, a descontinuação das emissões deve-se à falta de “viabilidade económica” do projecto “estruturado a pensar no público senior”.

A programação das emissões – que se iniciaram a 4 de Agosto de 2008 - incluía canções das décadas de 1950 a 1980 e a transmissão diária de liturgia.

A Renascença Multimédia assegura desejar “continuar a servir” todas as camadas da população portuguesa e que, por isso, está a encarar “outras alternativas” para substituir a Rádio Sim.

Esta aparente divergência entre a opção da Rádio Renascença e o arcebispo de Braga causou alguma surpresa por ser invulgar o seio da Igreja.

Recorde-se que, ao tempo do lançamento da TVI – Televisão Independente, que pertenceu à igreja católica – verificaram-se, também, dissensões na estratégia seguida à época pela administração da Rádio Renascença e a TVI, cuja responsabilidade coube, durante alguns anos, a Roberto Carneiro.  

Connosco
Jornalistas europeus a leste não escapam às restrições dos "media"... Ver galeria

A Europa sempre foi considerada segura para a imprensa, mas, nem o velho continente escapa à crescente violência contra os “media”. Um estudo do Reuters Institute indica que os jornalistas europeus estão sob  pressão crescente, particularmente, no Leste do continente.

Nos últimos três anos, foram assassinados três jornalistas europeus, todos por terem reportado casos de corrupção e crime organizado, aos quais não eram alheios os respectivos governos. Foram os casos Daphne Caruana Galizia, em Malta, Ján Kuciak, na Eslováquia, e Viktoria Marinova, na Bulgária.

Os indicadores de liberdade de imprensa apontam para valores preocupantes, especialmente em países como a Polónia, a Hungria e a Eslováquia, onde os “media” são ameaçados por políticos, mas, igualmente  por jornalistas. Neste inquérito, 63% dos jornalistas afirmam já ter sido, publicamente, criticados por uma figura pública, quer directamente, quer através das redes sociais.


... E “comité” de jornalistas elabora “top 10” da censura aos “media” Ver galeria

A Eritreia é o país onde a censura é exercida de uma forma mais implacável, segundo  uma lista divulgada pelo CPJ - Comité para a Protecção dos Jornalistas. Essa lista integra 10 países, e é baseada numa pesquisa da organização sobre leis repressivas e vigilância de jornalistas, incluíndo restrições no acesso à internet e às redes sociais.

A lista abrange apenas os países onde o governo controla, rigidamente, os “media”. As condições para jornalistas e liberdade de imprensa em países como a Síria, Iémen e Somália são, também, extremamente difíceis, quer pela censura do governamental, quer, ainda, devido a conflitos armados. 

Nos três países onde a censura mais se faz sentir - Eritreia, Coreia do Norte e Turquemenistão – os “media” funcionam como porta-voz do Estado, e qualquer tentativa de jornalismo independente só é viável a partir do exterior. Os poucos jornalistas estrangeiros autorizados a entrar nesses países são seguidos, de perto, pelas autoridades. Outros usam uma combinação de medidas contundentes, como assédio e detenção arbitrária, bem como vigilância sofisticada. A Arábia Saudita, China, Vietname e Irão são especialmente adeptos destes comportamentos. 

Segue-se a lista dos “10 mais” em matéria de censura aos “media”:


O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
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