Sexta-feira, 24 de Janeiro, 2020
Media

Imprensa americana também não está imune à crise do jornalismo

De acordo com um levantamento de dados e testemunhos do “Columbia Journalism Review”, os jornais norte-americanos estão a ter dificuldades em informar, primeiro devido à crise da indústria jornalística e, depois, por causa da escassez de recursos financeiros e de repórteres.

 

A falta de correspondentes está a conduzir ao desaparecimento das notícias locais e à priorização de temas mais “globais” como a política, a educação e os transportes. Os jornalistas consideram que é necessário abordar, mais recorrentemente, assuntos ligados à saúde e à justiça.

 

Esta problemática estende-se à própria cidade de Nova Iorque, a “capital” da informação nos Estados Unidos, onde estão sediadas 90 publicações “online”, 270 agência mediáticas e alguns dos títulos mais influentes do mundo, como é o caso do “The York Times”.

O objectivo principal da gestão das redacções é a obtenção de lucro, o que faz com que as equipas, cada vez mais reduzidas, se tenham de focar em temas que vão ao encontro dos interesses dos investidores.

 

Como modelo para atrair audiências maiores, a imprensa procura escrever sobre assuntos que transcendem a sua capacidade, acabando por recorrer a peças de outras fontes jornalísticas.

 

Mesmo quando existe a possibilidade de deslocar enviados especiais, os jornais dão preferência a determinados lugares em detrimento de outros.

 

A tentativa de diversificação dos conteúdos informativos é particularmente afectada pelo facto de os jornalistas terem cada vez mais dificuldade em identificar, por exemplo, o que são, de facto, notícias locais.

 

Mais informações em:https://www.cjr.org/tow_center/new-york-city-local-news.php

Connosco
Jornalistas europeus a leste não escapam às restrições dos "media"... Ver galeria

A Europa sempre foi considerada segura para a imprensa, mas, nem o velho continente escapa à crescente violência contra os “media”. Um estudo do Reuters Institute indica que os jornalistas europeus estão sob  pressão crescente, particularmente, no Leste do continente.

Nos últimos três anos, foram assassinados três jornalistas europeus, todos por terem reportado casos de corrupção e crime organizado, aos quais não eram alheios os respectivos governos. Foram os casos Daphne Caruana Galizia, em Malta, Ján Kuciak, na Eslováquia, e Viktoria Marinova, na Bulgária.

Os indicadores de liberdade de imprensa apontam para valores preocupantes, especialmente em países como a Polónia, a Hungria e a Eslováquia, onde os “media” são ameaçados por políticos, mas, igualmente  por jornalistas. Neste inquérito, 63% dos jornalistas afirmam já ter sido, publicamente, criticados por uma figura pública, quer directamente, quer através das redes sociais.


... E “comité” de jornalistas elabora “top 10” da censura aos “media” Ver galeria

A Eritreia é o país onde a censura é exercida de uma forma mais implacável, segundo  uma lista divulgada pelo CPJ - Comité para a Protecção dos Jornalistas. Essa lista integra 10 países, e é baseada numa pesquisa da organização sobre leis repressivas e vigilância de jornalistas, incluíndo restrições no acesso à internet e às redes sociais.

A lista abrange apenas os países onde o governo controla, rigidamente, os “media”. As condições para jornalistas e liberdade de imprensa em países como a Síria, Iémen e Somália são, também, extremamente difíceis, quer pela censura do governamental, quer, ainda, devido a conflitos armados. 

Nos três países onde a censura mais se faz sentir - Eritreia, Coreia do Norte e Turquemenistão – os “media” funcionam como porta-voz do Estado, e qualquer tentativa de jornalismo independente só é viável a partir do exterior. Os poucos jornalistas estrangeiros autorizados a entrar nesses países são seguidos, de perto, pelas autoridades. Outros usam uma combinação de medidas contundentes, como assédio e detenção arbitrária, bem como vigilância sofisticada. A Arábia Saudita, China, Vietname e Irão são especialmente adeptos destes comportamentos. 

Segue-se a lista dos “10 mais” em matéria de censura aos “media”:


O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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