Segunda-feira, 9 de Dezembro, 2019
Prémio

A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

O perfil de Gianotti é fascinante. Inicialmente decidiu estudar Filosofia na universidade, porque lhe permitia equacionar as grandes perguntas, mas acabou por escolher mudar para o curso de Física, quando percebeu que este lhe daria mais hipóteses de encontrar as respostas por que procurava. Essa combinação de influências artísticas e científicas deixou-a com três paixões na vida: música, física e culinária.


Nascida em 1960, Gianotti é filha de um geólogo do Piemonte e de uma siciliana que era apaixonada por música e arte. Foi o seu interesse por questões essenciais que a levou a escolher o curso de Física, depois dos seus estudos clássicos e de ter concluído o curso de piano no Conservatório de Milão.



Este ano, o Júri do Prémio – composto por especialistas independentes nos campos da cultura, património e comunicação de vários países europeus – decidiu também atribuir Menções Especiais a duas outras personalidades europeias que se distinguiram  no campo da cultura: o Director do Royal Danish Theatre Kasper Holten, pelos seus incansáveis esforços para promover a compreensão do património cultural, e o italiano Angelo Castiglioni, que dedicou a sua vida a explorações arqueológicas e etnográficas.

A cerimónia contou com as intervenções de:
– Guilherme d’Oliveira Martins [Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian]

– Maria Calado [Presidente do Centro Nacional de Cultura]

– Piet Jaspeart [membro do júri deste Prémio e Vice-Presidente da Europa Nostra]

– Irina Subotic [membro do júri deste Prémio]
– Manuel Heitor [Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

– Ângela Ferreira [Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural]


Recorde-se que o escritor italiano Claudio Magris foi o primeiro laureado do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva em 2013; o escritor turco e Prémio Nobel da Literatura Orhan Pamuk foi distinguido em 2014; o músico catalão Jordi Savall foi premiado em 2015; o cartoonista francês Jean Plantureux, conhecido como Plantu, e o ensaísta português Eduardo Lourenço venceram ex aequo a edição de 2016 do Prémio; em 2017, o cineasta Wim Wenders foi o vencedor e em 2018 a vencedora foi a historiadora inglesa Bettany Hughes.

 

Connosco
Controlo de informação agrava-se e contamina vários países Ver galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

Medidas para promover e preservar o jornalismo na União Europeia Ver galeria

Medidas para promover e preservar o jornalismo na União Europeia

 

O actual desenvolvimento dos meios de comunicação social europeus apresenta várias oportunidades para os cidadãos e para as empresas, mas igualmente  muitos riscos. 

Existem vários desafios no presente e, certamente, mais surgirão no futuro.

A liberdade de expressão e a liberdade de imprensa estão seriamente ameaçadas em muitas partes da Europa, e, consequentemente, também, os direitos dos cidadãos e o papel central do jornalismo nas democracias está ameaçado. 

“Devemos estar conscientes de que a evolução da actividade jornalística pode comprometer a sustentabilidade dos meios de comunicação social do sector privado e, por conseguinte, a maior parte do investimento no jornalismo profissional independente em todo o continente”, referem as conclusões do relatório publicado no site do Reuters Institute, no qual se resumem algumas das principais questões que o jornalismo e os meios de comunicação social enfrentam na Europa . 

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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Dez
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31
Dez
20
Jan