Segunda-feira, 9 de Dezembro, 2019
Media

Directora de “ El País” aposta em modelos de assinatura digital

Para  El País os modelos de assinatura digital devem fazer parte dos media, para fazer face à forte redução do investimento em publicidade, o que os  forçou a procurar novas formas de financiar a sua sustentabilidade.

Soledad Gallego-Díaz, directora de El País, considera "essencial" a assinatura digital "para garantir o nosso futuro", segundo afirmou no New Communication Forum, organizado pela Nueva Economía Fórum.

Em 2019, o jornal tem "avançado no estudo e preparação desse modelo" de assinatura paga, cujo objetivo será alcançar "mais rendimento por assinatura paga do que por qualquer outro método", destacando a importância da percepção e relação com o leitor.

"Realizámos um estudo das necessidades dos leitores, tanto em termos de objectivos informativos como de mecanismos de verificação e qualidade; implementamos melhorias na busca de novos modelos narrativos, com um desenvolvimento visual mais rápido e poderoso, e temos dedicado muita atenção para fazer melhor uso das bases de dados".

No modelo de assinatura paga do El País, "o leitor é o destino do projecto", disse a directora, salientando que "precisamos conhecê-lo melhor e antecipar o que precisa; só assim e com melhores ferramentas seremos capazes de explicar a complexidade do mundo".

 

O leitor deve sentir "segurança, veracidade e capacidade de distinção entre o que é importante e o que é acessório" com o El País, acrescentou.

 

Para Soledad Gallego-Díaz, os próximos dois anos serão decisivos no panorama mediático, uma vez que devem ocorrer “mudanças profundas", o que considera ser "uma oportunidade extraordinária, se soubermos aproveitá-la".

 

Gallego-Díaz também destacou que é hora de exigir o papel dos meios de comunicação e sua capacidade de impor agendas públicas, face às “distrações” a que estamos sujeitos e "que chama a atenção dos cidadãos para problemas que não são seus". O objectivo deverá ser manter aberto o espaço para o debate público.

 

Connosco
A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva Ver galeria

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Controlo de informação agrava-se e contamina vários países Ver galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
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