Sexta-feira, 27 de Novembro, 2020
Media

IFJ quer proteger mulheres jornalistas contra “bullying online”

A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) lançou directrizes para lutar colectivamente contra o trolling online dirigido a mulheres jornalistas.

Uma das principais características desses ataques é que a maioria são “sexualizados”. No entanto, muitas das jornalistas “atacadas online” recebem pouco apoio dos media,  e os sindicatos desenvolveram ferramentas limitadas para tentar combater esse problema. 

Assim, antes do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a IFJ lançou novas orientações  para apoiar os media e os sindicatos para que tomem medidas e dêem uma resposta colectiva ao problema do abuso online.

De acordo com uma pesquisa da IFJ, realizada em 2017, cerca de  43% das jornalistas entrevistadas tinham sofrido bullying online. Segundo uma outra pesquisa, em  2018,  da IFJ, apenas metade das vítimas de abuso online (53%) relatavam os ataques às suas empresas, ao sindicato ou à polícia, e em dois terços dos casos nada tinha sido feito.   

Os media têm o dever de garantir um local de trabalho seguro e fornecer um mecanismo sólido para que as mulheres se sintam protegidas, pelo que a IFJ pediu “maior conscientização e treino do pessoal e insiste na importância de definir a misoginia, mais acções para melhorar a moderação online de comentários de ódio, acções de treino de jornalistas em segurança digital e a responsabilização dos intermediários da plataforma online que hospeda comentários abusivos”. 

A Federação recomenda, ainda, o envio de mensagens públicas colectivas a mulheres que tenham sofrido este tipo de abusos para combater a ideia de que estão sozinhas.

IFJ também sugere que os media devem refletir sobre as próprias práticas de igualdade de género.

"Um dos principais aspectos do bullying online é que a pessoa visada se sente isolada e impotente. É necessária uma resposta colectiva, através de políticas internas, legislação e sinais externos de apoio”, referiu a presidente do conselho de género da IFJ, Maria Angeles Samperio.

 

Mais informação em IFJ.

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O Presidente da Associação de Imprensa de Madrid -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- considera essencial que os “media” continuem a promover a dimensão social do jornalismo.

No discurso inaugural do Congresso da Comunicação Especializada na Sociedade da Informação, Juan Caño recordou que, com a crise pandémica, esta função "tem sido exercida de forma exemplar por vários meios de comunicação social", que, durante meses, não se esqueceram de "encorajar a população a superar a calamidade”.

Porém, ultimamente, começou a registar-se um “cansaço dos media', perante demasiada informação", recordou Caño. 

Este fenómeno tem vindo a ocorrer "à medida que a informação se foi tornando repetitiva e deixou de oferecer soluções viáveis", acrescentou.

Esta afirmação é sustentada pelo Relatório Anual da Profissão Jornalística 2020 da APM -- a ser publicado a 16 de Dezembro -- que revela que 43% dos espanhóis considerou excessiva a cobertura da pandemia.


Jornalismo deve acolher estratégias financeiras sustentáveis Ver galeria

O jornalismo deve ser encarado como um produto, para que os “media” possam prosperar de forma sustentável, defendeu o jornalista Rich Gordon num artigo publicado no “site” do Knight Center.

De acordo com o autor, os profissionais dos “media” rejeitam, por norma, esta ideia, já que para a maioria defende o jornalismo como sendo, única e exclusivamente, um serviço público.

E, embora Gordon acredite que esta deve ser a principal premissa dos jornalistas, considera, igualmente, essencial que a imprensa siga as tendências de mercado.

Como tal, reuniu, numa lista, seis razões pelos quais os “media” devem encarar os seus conteúdos como um produto.

Em primeiro lugar, Gordon recorda que os “websites”, os jornais, as “newsletters” são “mercadorias” -- os cidadãos decidem se querem ou não consumi-las, perante uma imensidão de escolhas. Além disso, a popularidade destes produtos depende do seu nível de inovação e de qualidade.

Este tipo de mentalidade existe há dois séculos -- os jornais do século XIX seguiam as exigências do mercado, a lei da oferta e da procura. A estratégia consistia em distribuir o máximo de jornais, a um preço reduzido, esperando conseguir o apoio de anunciantes.

O Clube


Faz cinco anos que começámos este
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O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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