null, 8 de Dezembro, 2019
Media

Google com algoritmo para escolher notícias de áudio

Google vai equipar o Google Assistant com um algoritmo de selecção de notícias à medida do utilizador. 

Google está a lançar um novo serviço para o Google Assistant que se chama "Your News Update"

A ideia passa por um feed de notícias, que é determinado algoritmicamente, tal como o do Facebook ou do feed de notícias do Google. Para reproduzir, basta pedir um assistente inteligente do Google no seu telefone para "ouvir as notícias".

Google utiliza a informação que recolhe sobre o utilizador nos últimos anos, bem como a sua localização, para personalizar actualizações de notícias de parceiros. 

O objectivo é promover um ecossistema "web de áudio", de acordo com Liz Gannes, gestor de produto de notícias de áudio do Google. O produto não é um podcast, assemelha-se mais às actualizações horárias de notícias que são transmitidas nas rádios.

Google diz que quando a actualização de notícias entrar em funcionamento, os utilizadores poderão escolher entre o novo sistema ou o original. O Google pagou aos seus parceiros para trabalharem com a empresa e criarem as suas histórias neste formato.

O auto, Dieter Bohn, analisou as implicações desta novidade num artigo publicado no site The Verge.

Google licenciou áudio de várias fontes de notícias, incluindo ABC, Cheddar, The Associated Press, CNN, Fox News Radio, PBS, Reuters, WYNC e várias estações de rádio locais. Pode, assim, identificar o conteúdo das reportagens, lendo metadados específicos criados com essa finalidade,  e usando os seus computadores para ouvir os próprios trabalhos.

 

Assim, o feed pode ser organizado como um feed de notícias na web. Para cada história, o ponto de venda que a produziu é lido antes de começar. 

 

“Começa com uma ou duas histórias nacionais ou internacionais de topo, passa para histórias locais e, em seguida, tende a reproduzir histórias que são mais susceptíveis de serem relevantes para os seus interesses”, passando depois, segundo explica o autor, “de atualizações curtas de um a dois minutos,  para histórias mais longas, mais parecidas com podcasts”.

 

O autor revela, ainda,  uma preocupação que já acontece com os feeds de notícias na Web. Um feed de notícias em áudio vai reforçar “bolhas de filtragem”, Gannes diz que "o objectivo é a bolha de filtro rebentar, de certa forma, porque não está a ouvir todas as notícias de um único provedor". 

 

Google espera promover um ecossistema de notícias em áudio, disponíveis na web para que o utilizador possa ter histórias em áudio  tão  fáceis de descobrir quanto  em texto. E, se ignorar histórias ou fontes, o algoritmo do Google deverá aprender as suas preferências. 


Mais informação em The Verge.

 

Connosco
A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva Ver galeria

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Controlo de informação agrava-se e contamina vários países Ver galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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