Sexta-feira, 27 de Novembro, 2020
Media

Google com algoritmo para escolher notícias de áudio

Google vai equipar o Google Assistant com um algoritmo de selecção de notícias à medida do utilizador. 

Google está a lançar um novo serviço para o Google Assistant que se chama "Your News Update"

A ideia passa por um feed de notícias, que é determinado algoritmicamente, tal como o do Facebook ou do feed de notícias do Google. Para reproduzir, basta pedir um assistente inteligente do Google no seu telefone para "ouvir as notícias".

Google utiliza a informação que recolhe sobre o utilizador nos últimos anos, bem como a sua localização, para personalizar actualizações de notícias de parceiros. 

O objectivo é promover um ecossistema "web de áudio", de acordo com Liz Gannes, gestor de produto de notícias de áudio do Google. O produto não é um podcast, assemelha-se mais às actualizações horárias de notícias que são transmitidas nas rádios.

Google diz que quando a actualização de notícias entrar em funcionamento, os utilizadores poderão escolher entre o novo sistema ou o original. O Google pagou aos seus parceiros para trabalharem com a empresa e criarem as suas histórias neste formato.

O auto, Dieter Bohn, analisou as implicações desta novidade num artigo publicado no site The Verge.

Google licenciou áudio de várias fontes de notícias, incluindo ABC, Cheddar, The Associated Press, CNN, Fox News Radio, PBS, Reuters, WYNC e várias estações de rádio locais. Pode, assim, identificar o conteúdo das reportagens, lendo metadados específicos criados com essa finalidade,  e usando os seus computadores para ouvir os próprios trabalhos.

 

Assim, o feed pode ser organizado como um feed de notícias na web. Para cada história, o ponto de venda que a produziu é lido antes de começar. 

 

“Começa com uma ou duas histórias nacionais ou internacionais de topo, passa para histórias locais e, em seguida, tende a reproduzir histórias que são mais susceptíveis de serem relevantes para os seus interesses”, passando depois, segundo explica o autor, “de atualizações curtas de um a dois minutos,  para histórias mais longas, mais parecidas com podcasts”.

 

O autor revela, ainda,  uma preocupação que já acontece com os feeds de notícias na Web. Um feed de notícias em áudio vai reforçar “bolhas de filtragem”, Gannes diz que "o objectivo é a bolha de filtro rebentar, de certa forma, porque não está a ouvir todas as notícias de um único provedor". 

 

Google espera promover um ecossistema de notícias em áudio, disponíveis na web para que o utilizador possa ter histórias em áudio  tão  fáceis de descobrir quanto  em texto. E, se ignorar histórias ou fontes, o algoritmo do Google deverá aprender as suas preferências. 


Mais informação em The Verge.

 

Connosco
Onde se preconiza o jornalismo social e notícias felizes Ver galeria

O Presidente da Associação de Imprensa de Madrid -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- considera essencial que os “media” continuem a promover a dimensão social do jornalismo.

No discurso inaugural do Congresso da Comunicação Especializada na Sociedade da Informação, Juan Caño recordou que, com a crise pandémica, esta função "tem sido exercida de forma exemplar por vários meios de comunicação social", que, durante meses, não se esqueceram de "encorajar a população a superar a calamidade”.

Porém, ultimamente, começou a registar-se um “cansaço dos media', perante demasiada informação", recordou Caño. 

Este fenómeno tem vindo a ocorrer "à medida que a informação se foi tornando repetitiva e deixou de oferecer soluções viáveis", acrescentou.

Esta afirmação é sustentada pelo Relatório Anual da Profissão Jornalística 2020 da APM -- a ser publicado a 16 de Dezembro -- que revela que 43% dos espanhóis considerou excessiva a cobertura da pandemia.


Jornalismo deve acolher estratégias financeiras sustentáveis Ver galeria

O jornalismo deve ser encarado como um produto, para que os “media” possam prosperar de forma sustentável, defendeu o jornalista Rich Gordon num artigo publicado no “site” do Knight Center.

De acordo com o autor, os profissionais dos “media” rejeitam, por norma, esta ideia, já que para a maioria defende o jornalismo como sendo, única e exclusivamente, um serviço público.

E, embora Gordon acredite que esta deve ser a principal premissa dos jornalistas, considera, igualmente, essencial que a imprensa siga as tendências de mercado.

Como tal, reuniu, numa lista, seis razões pelos quais os “media” devem encarar os seus conteúdos como um produto.

Em primeiro lugar, Gordon recorda que os “websites”, os jornais, as “newsletters” são “mercadorias” -- os cidadãos decidem se querem ou não consumi-las, perante uma imensidão de escolhas. Além disso, a popularidade destes produtos depende do seu nível de inovação e de qualidade.

Este tipo de mentalidade existe há dois séculos -- os jornais do século XIX seguiam as exigências do mercado, a lei da oferta e da procura. A estratégia consistia em distribuir o máximo de jornais, a um preço reduzido, esperando conseguir o apoio de anunciantes.

O Clube


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O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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