null, 8 de Dezembro, 2019
Media

Jornalistas argelinos suspensos por criticarem jornal

Quatro profissionais do Le Temps d'Algérie foram vítimas de um atentado à liberdade de imprensa no país, segundo a IFJ, que apela ao Governo argelino que conceda protecção aos jornalistas.

Aissa Moussi, redactora do jornal Le Temps d'Algérie, denunciou, através da sua página do Facebook, uma manchete do jornal para o qual trabalha. Na sua publicação, explicou que "diverge de tal cobertura e de conteúdo que não reflectem a realidade no terreno. Uma orientação vergonhosa ditada pelos novos donos no Grupo Média Temps Nouveaux". 

No dia seguinte à publicação, o jornalista foi suspenso. A Moussi juntaram-se três dos seus colegas, que o defenderam e, por isso, acabaram também suspensos, nomeadamente Said Mekla (chefe de redacção), Mohand Ameur Abdelkader e Fella Hamissi. Segundo foi referido pelo IFJ, a suspensão dos jornalistas é efectiva até o próximo conselho disciplinar, no qual  serão ouvidos causa de por "danos e perigos à imagem" do jornal. A suspensão dá-se dez dias depois de uma coluna publicada por 150 jornalistas argelinos pedir ao governo que os deixe cumprir a sua missão de informação.

Le Temps d'Algérie é um meio de comunicação social que pertencia a Ali Haddad, próximo do governo.

As Nações Unidas manifestaram a sua preocupação com as manifestações de apoio ao exército e com a campanha eleitoral de 12 de Dezembro do próximo ano, que são contestadas pela população.
 

"Apoiamos os nossos colegas na Argélia. É mérito deles terem defendido as suas opiniões e a ética dos jornalistas e a sua independência profissional deve ser respeitada. Esta suspensão é inadmissível. Trata-se de uma violação da liberdade de imprensa e, de um modo mais geral, da liberdade de expressão e de opinião. Pedimos à direcção do New Time Media Group que retire as acusações contra estes jornalistas e cancele a sua suspensão", disse Anthony Bellanger, Secretário Geral da IFJ.

Mais informação em IFJ.

Connosco
A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva Ver galeria

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Controlo de informação agrava-se e contamina vários países Ver galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


ver mais >
Opinião
Apoiar a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral
O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
Agenda
09
Dez
Dia nacional da imprensa
09:30 @ Auditório ISCAC Coimbra Business School
10
Dez
Colóquio - A Batalha: 100 anos
15:00 @ Biblioteca Nacional de Portugal
31
Dez
20
Jan