Quinta-feira, 9 de Julho, 2020
Media

“Google Doc” como suporte para jornalistas

Quando se pretende falar sobre temas difíceis, o anonimato é sempre a forma mais fácil.

É por esse motivo que o anónimo Google Doc tem sido utilizado por jornalistas para denunciar situações desconfortáveis.

Primeiro, houve o documento, que circulou em 2017 e, que acabou por transformar-se numa longa lista de “supostos” indivíduos que assediavam jornalistas.

Actualmente, existe um outro documento a circular, no qual os jornalistas estão a ser encorajados a partilharem os pormenores das suas remunerações (A CJR não verificou, contudo, nenhuma das informações independentemente).

Apesar de poder parecer que os vencimentos seriam um tema mais simples e menos controverso do que apontar abusadores sexuais, a verdade é que o tema sempre foi “delicado” no sector dos media.

Isto deve-se ao facto de a divulgação dos ordenados poder reflectir problemas incómodos e desconfortáveis, como uma distinção salarial entre géneros ou outro tipo de discriminação. Ou mesmo porque poderá reforçar o quão baixos são os salários do sector, para a maioria, em quase todo mundo.

Um produtor web para a Wirecutter, o site de análise do consumidor, propriedade do New York Times, ganha 45 mil dólares, de acordo com a lista.

 

Um editor no mesmo site, com três anos de experiência, tem um salário de 62 mil dólares, enquanto um editor adjunto do Times, com 15 anos de experiência, ganha 145 mil, mas esses números são a excepção e não a regra.

Um produtor sénior de vídeo no USA Today ganha 50 mil dólares.

 

Este é um caso de jornalistas que investigam problemas do sector de forma anónima, numa base Google. Contudo, estas questões poderão vir a trazer implicações éticas que devem ser consideradas.

 

Mais informação em CJR.

Connosco
Jornalistas independentes em Hong Kong podem vir a ser expulsos Ver galeria

Os jornalistas estrangeiros radicados em Hong Kong podem vir a ser expulsos do território,  caso “cruzem a linha” ao reportarem pedidos pela independência da região, advertiu Charles Ho, membro da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.

“Se um jornalista promover apelos pela independência de Hong Kong, é óbvio que será expulso”, afirmou Ho, que é, também, chefe do grupo de imprensa de Hong Kong Sing Tao News Corporation. “Hong Kong continuará a gozar de liberdade de expressão e os jornalistas ainda serão capazes de reportar sobre questões de independência, mas não deverão ser vistos como motivadores da causa”.

Recorde-se que a China aprovou, recentemente, a lei de segurança nacional de Hong Kong, visando punir “actos de secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras para pôr em risco a segurança nacional”.

O documento exige, ainda, que o governo de Hong Kong reforce a “orientação, supervisão e regulamentação” da imprensa local.

O documento foi aprovado na sequência repetidas advertências do poder comunista chinês contra a dissidência em Hong Kong, abalada em 2019 por sete meses de manifestações em defesa de reformas democráticas e quase sempre marcadas por confrontos com a polícia, que levaram à detenção de mais de nove mil pessoas.


EUA equacionam banir acesso à aplicação chinesa TikTok Ver galeria

Os EUA estão a considerar restringir o acesso dos utilizadores norte-americanos à aplicação chinesa TikTok, alegando a possibilidade de o regime chinês usar a plataforma como forma de monitorizar e distribuir propaganda.

Em declarações à cadeia televisiva Fox, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, observou que está, em conjunto com o Presidente Donald Trump, a “levar a sério essa possibilidade”.

Mike Pompeo alertou, ainda, os cidadãos norte-americanos a serem cautelosos no uso do TikTok, caso não queiram que as suas informações privadas caiam “nas mãos do Partido Comunista Chinês”.

Entretanto, um porta-voz da empresa rejeitou as acusações, afirmando que “o TikTok é liderado por um CEO americano, com centenas de funcionários e líderes em segurança, protecção, produtos e políticas públicas aqui nos EUA”.


O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Agenda
27
Jul
Jornalismo ético como garantia de democracia
09:30 @ Universidade de Madrid
14
Set
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague