Quarta-feira, 22 de Setembro, 2021
Mundo

Como aumentar a fidelização dos leitores convertendo-os em assinantes

DuMont Publishing Company, da Alemanha, nem sempre acompanhou a fidelização dos seus leitores.

Contudo, em 2018, o panorama mudou, quando a DuMont decidiu aumentar sua base de assinantes. 

Ao aperceberem-se que as antigas métricas já não atendiam às suas necessidades, a DuMont desenvolveu uma métrica chamada "visitantes prioritários" para medir a sua nova abordagem. Essa métrica identifica os utilizadores que visitam uma das marcas da DuMont pelo menos cinco vezes por mês. 

Outra das métricas desenvolvidas foi a "visitantes fiéis", que identifica os utilizadores que visitam o site pelo menos 20 vezes por mês. Os insights que obtiveram das novas análises influenciaram as alterações das suas abordagens editoriais.

Segundo Grzegorz Piechota, um pesquisador residente na International News Media Association, que falou no Germany Reader Revenue Accelerator, com base em vários estudos académicos e de negócios, ficou provado que a frequência de visitas – medida de fidelidade – está relacionada com a propensão de comparar ou renovar uma assinatura, o que impulsiona o negócio da publicidade.

"Era importante para nós identificar os utilizadores que são fiéis às nossas marcas, assumindo que eles seriam mais propensos a registarem-se nos nossos sites e, em seguida, a transformarem-se em assinantes ", referiu Fabius Klabunde, gestor de audiência.

 

"Descobrimos que os visitantes prioritários estão, principalmente, interessados em notícias locais e que tivemos muitos visitantes prioritários que chegaram ao site através das redes sociais", referiu Izabela Koza, gestora de marketing e audiências de conteúdo premium da Stadt-Anzeiger.

 

Nas redes sociais, K?lner Stadt-Anzeiger focou-se no Instagram para produzir conteúdo mais alegre e fortalecer os laços dos leitores com a sua cidade, o que promove, também, o vínculo dos leitores com a marca.

 

O foco na retenção é fundamental para qualquer estratégia de angariação e retenção de assinaturas. "Dependendo da indústria, adquirir um novo cliente pode ser de cinco a 25 vezes mais caro do que manter um cliente existente", disse Piechota, ex-Fellow da Nieman.

 

Os pontos de venda da DuMont desenvolveram newsletters mais direccionadas e personalizadas, com o objectivo de cativar e interagir melhor com os leitores.

 

A Kölner Stadt-Anzeiger começou a produzir boletins informativos sobre restaurantes e eventos culturais na cidade. O Mitteldeutsche Zeitung, outra das publicações da DuMont, desenvolveu newsletters “híper locais”, escritas por líderes das 16 editorias da publicação e com foco nas notícias e eventos locais da semana.

 

A estratégia renovada da DuMont não ficará pela medição da fidelidade, a empresa planeia obter insights ainda mais profundos sobre o comportamento dos leitores.

 

Mais informação em NiemanLab e IJnet.

Connosco
World Press Photo em exposição no Parque dos Poetas em Oeiras Ver galeria

A 64.ª edição da World Press Photo estará patente no Parque dos Poetas, Entrada do Templo da Poesia, até ao dia 15 de Outubro, com entrada gratuita

Além da visita à exposição, haverá “workshops” de fotografia aos sábados, com fotojornalistas de renome. Estão já confirmados, nesta iniciativa, Arlindo Camacho, Rita Ferro Alvim, Gonçalo F. Santos e Marcos Borga.

Criado em 1955 pela organização homónima, o concurso World Press Photo premeia, anualmente, fotografias que dão a conhecer ao público questões e momentos cruciais e fracturantes, que marcam a actualidade de povos e de sociedades em todo o mundo.

Neste ano, o concurso recebeu 4 315 fotógrafos de 130 países, com 74 470 imagens inscritas. Os vencedores do concurso anual de fotografia World Press Photo são 45 fotógrafos de 28 países: Argentina, Arménia, Austrália, Bangladesh, Bielorrússia, Brasil, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos da América, França, Grécia, Holanda, Índia, Indonésia, Itália, Irão, Irlanda, México, Myanmar, Peru, Filipinas, Polónia, Portugal, Rússia, Eslovénia, Espanha, Suécia e Suíça.

Publicações "online" devem diversificar oferta de conteúdos para captar jovens Ver galeria

Com a chegada da era digital, os jornais “online” passaram a focar-se na retenção de uma audiência jovem, como forma de conquistar a sua lealdade enquanto consumidores de notícias e de garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo.

Apesar de todos os esforços, os jovens têm-se demonstrado reticentes quanto à subscrição de serviços noticiosos digitais, preferindo a consulta de informação através das redes sociais.

Agora, um estudo realizado pela Agência de Imprensa Alemã DPA, em conjunto com Associação Alemã de Editores Digitais e Editores de Jornais (BDZV), revelou o principal motivo deste fenómeno: os jovens não gostam de ser tratados como um grupo homogéneo.

Isto significa, conforme indica o documento, que, de forma a alcançarem o seu objectivo, as publicações “online” devem diversificar a sua oferta de conteúdos, indo ao encontro dos diferentes tópicos e problemáticas sociais.

Além disso, a pesquisa, atesta que há grandes diferenças dentro da mesma faixa etária. “Adolescentes e jovens têm hábitos de consumo, interesses, exigências e necessidades diferentes em relação ao conteúdo das notícias. Dentro da mesma faixa etária, as orientações são muito diferentes ”.

“Mais concretamente -- acrescenta o relatório -- enquanto alguns usam quase exclusivamente fontes jornalísticas para satisfazer a sua grande sede de informação (...), outros utilizadores preferem os conteúdos de comunicadores individuais, como actores e influenciadores”.

O estudo revela, da mesma forma, que os jovens sentem necessidade de ter uma relação próxima com as fontes de informação, como se as publicações falassem, especificamente, sobre os problemas que enfrentam no dia a dia.

O Clube


Recomeçamos. A pausa de agosto foi um tempo de análise e de reflexão sobre as delicadas circunstâncias que rodeiam e condicionam os media portugueses e as associações representativas do sector.
Enquanto as redacções encolhem e os jornais lutam pela sobrevivência, as grandes plataformas digitais tornam-se omnipresentes e absorvem a melhor publicidade.
Um estudo da ERC revela que dois terços dos inquiridos utiliza a internet, mas que, depois das televisões, as redes sociais aparecem já como fonte noticiosa preferencial, suplantando os jornais impressos.


A dificuldade da imprensa, com tiragens minguadas, influenciou a principal distribuidora de jornais e revistas no sentido de lançar uma taxa diária a cobrar aos quiosques e outros postos de venda.
Por agora, a cobrança está suspensa, no seguimento de uma providência cautelar aceite pelo tribunal, mas nada garante que o desfecho não venha a penalizar mais ainda a circulação da Imprensa.
A fragilidade das empresas de media agravou a sua dependência, e tornou-as gradualmente mais permeáveis aos desígnios do poder político.
Seja no audiovisual, seja nas publicações impressas, observa-se uma crescente uniformidade noticiosa, a par de uma actuação comprometida com as prioridades da agenda do Executivo.
Neste contexto, as associações do sector não têm a vida facilitada, quer pelo enfraquecimento do mecenato, quer pela apatia já antiga que se nota nos jornalistas no tocante ao associativismo.
Com 40 anos feitos de actividade ininterrupta, o Clube Português de Imprensa tem neste site uma forma de ligação privilegiada com associados e outros profissionais do sector, bem como com os estudantes dos cursos de jornalismo, apoiado em parcerias que são preciosas fontes complementares de informação e de análise.
Por aqui continuamos, com a consciência do desafio e do risco envolventes, e com a noção de partilha e de serviço que nos anima desde o início.


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Opinião
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O que une radicais de direita e de esquerda
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Contra o que frequentemente se julga, um radical de direita não está a uma distância de 180 graus de um radical de esquerda. Ambos partilham um desprezo pela democracia liberal, que consideram um regime político “mole”, sem “espinha dorsal”. Não aceitam que quem pense de maneira diferente da nossa não seja um inimigo a abater.  No passado dia 1 a Eslovénia sucedeu a Portugal na presidência semestral da UE....
Uma das coisas que mais me intriga e cansa no jornalismo que se faz atualmente em Portugal é a ausência de sentido crítico, a incapacidade de arriscar e de fazer diferente. Estão todos a correr para dar as mesmas notícias e fazer as mesmas perguntas. E, quando conseguem o objetivo, ficam com a sensação de dever cumprido.Vem isto a propósito da não notícia que ocupa lugar diário nos títulos da imprensa, dos...
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A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
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World News Media Congress
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Jornalismo durante a pandemia: o que aprendemos?
10:00 @ Conferência "online" da FAPE
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