A DuMont Publishing Company, da Alemanha, nem sempre acompanhou a fidelização dos seus leitores.
Contudo, em 2018, o panorama mudou, quando a DuMont decidiu aumentar sua base de assinantes.
Ao aperceberem-se que as antigas métricas já não atendiam às suas necessidades, a DuMont desenvolveu uma métrica chamada "visitantes prioritários" para medir a sua nova abordagem. Essa métrica identifica os utilizadores que visitam uma das marcas da DuMont pelo menos cinco vezes por mês.
Outra das métricas desenvolvidas foi a "visitantes fiéis", que identifica os utilizadores que visitam o site pelo menos 20 vezes por mês. Os insights que obtiveram das novas análises influenciaram as alterações das suas abordagens editoriais.
Segundo Grzegorz Piechota, um pesquisador residente na International News Media Association, que falou no Germany Reader Revenue Accelerator, com base em vários estudos académicos e de negócios, ficou provado que a frequência de visitas – medida de fidelidade – está relacionada com a propensão de comparar ou renovar uma assinatura, o que impulsiona o negócio da publicidade.
"Era importante para nós identificar os utilizadores que são fiéis às nossas marcas, assumindo que eles seriam mais propensos a registarem-se nos nossos sites e, em seguida, a transformarem-se em assinantes ", referiu Fabius Klabunde, gestor de audiência.
"Descobrimos que os visitantes prioritários estão, principalmente, interessados em notícias locais e que tivemos muitos visitantes prioritários que chegaram ao site através das redes sociais", referiu Izabela Koza, gestora de marketing e audiências de conteúdo premium da Stadt-Anzeiger.
Nas redes sociais, K?lner Stadt-Anzeiger focou-se no Instagram para produzir conteúdo mais alegre e fortalecer os laços dos leitores com a sua cidade, o que promove, também, o vínculo dos leitores com a marca.
O foco na retenção é fundamental para qualquer estratégia de angariação e retenção de assinaturas. "Dependendo da indústria, adquirir um novo cliente pode ser de cinco a 25 vezes mais caro do que manter um cliente existente", disse Piechota, ex-Fellow da Nieman.
Os pontos de venda da DuMont desenvolveram newsletters mais direccionadas e personalizadas, com o objectivo de cativar e interagir melhor com os leitores.
A Kölner Stadt-Anzeiger começou a produzir boletins informativos sobre restaurantes e eventos culturais na cidade. O Mitteldeutsche Zeitung, outra das publicações da DuMont, desenvolveu newsletters “híper locais”, escritas por líderes das 16 editorias da publicação e com foco nas notícias e eventos locais da semana.
A estratégia renovada da DuMont não ficará pela medição da fidelidade, a empresa planeia obter insights ainda mais profundos sobre o comportamento dos leitores.
A pandemia veio agravar a crise dos “media”, já que modificou os hábitos de consumo dos cidadãos e demonstrou a necessidade de alterar o modelo de negócio tradicional, assente, sobretudo, em receitas publicitárias.
Perante este novo contexto, o Obercom analisou as diferenças registadas, entre 2019 e 2020, na imprensa portuguesa, de forma a traçar um possível futuro para o sector, tendo em conta a aceleração das marcas digitais.
Para tal, foram analisadas doze publicações -- “Correio da Manhã”, “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso”, “Visão”, “Sábado”, “Jornal de Negócios”, “Jornal Económico”, “Record”, “O Jogo” e “Courrier Internacional”.
Em primeira instância, constatou-se que, tanto o volume de circulação paga, como o volume de tiragens, tem sofrido quedas sustentadas ao longo dos últimos anos. O volume de tiragens também diminuiu, acompanhando o ritmo de quebra das vendas em banca.
Em relação ao índice de Eficiência das publicações -- que resulta do rácio entre tiragens e circulação impressa paga -- verifica-se que os semanários “Expresso” e “Visão” são aqueles que apresentam os valores mais altos. Em posição contrária estão o “Jornal Económico” e o “Jornal de Negócios”.
No que respeita ao digital, o crescimento das assinaturas não tem sido suficiente para colmatar as perdas no papel.
Nos últimos meses, a liberdade de imprensa em França tornou-se um tema de debate, devido à aprovação da Lei de Segurança Global, recordou o jornalista Rui Martins num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Entre outros pontos, a Lei de Segurança Global estabelece restrições à divulgação de imagens dos membros das forças policiais e militares, o que, para os franceses, constitui um acto de censura.
Segundo indicou Martins, este “controlo de imagem”, previsto no artigo 24, é subtil e mal intencionado, já que visa proteger as autoridades, em caso de utilização excessiva da força.
Até porque, de acordo com o documento, será punido o fotógrafo, o operador de imagem ou o cidadão que captar e difundir imagens das forças da autoridade. A pena pode ir até aos 45 mil euros e um ano de prisão.
Além disso, não havendo prova visual, os autores de tais denúncias poderiam ser processados.
Perante este quadro, um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.
A defesa do anonimato dos polícias franceses foi, ainda, questionada pelas próprias televisões francesas, que mostraram imagens de agentes ingleses e alemães, com suas identificações bem visíveis nos próprios uniformes.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.