Quarta-feira, 8 de Abril, 2020
Mundo

Como aumentar a fidelização dos leitores convertendo-os em assinantes

DuMont Publishing Company, da Alemanha, nem sempre acompanhou a fidelização dos seus leitores.

Contudo, em 2018, o panorama mudou, quando a DuMont decidiu aumentar sua base de assinantes. 

Ao aperceberem-se que as antigas métricas já não atendiam às suas necessidades, a DuMont desenvolveu uma métrica chamada "visitantes prioritários" para medir a sua nova abordagem. Essa métrica identifica os utilizadores que visitam uma das marcas da DuMont pelo menos cinco vezes por mês. 

Outra das métricas desenvolvidas foi a "visitantes fiéis", que identifica os utilizadores que visitam o site pelo menos 20 vezes por mês. Os insights que obtiveram das novas análises influenciaram as alterações das suas abordagens editoriais.

Segundo Grzegorz Piechota, um pesquisador residente na International News Media Association, que falou no Germany Reader Revenue Accelerator, com base em vários estudos académicos e de negócios, ficou provado que a frequência de visitas – medida de fidelidade – está relacionada com a propensão de comparar ou renovar uma assinatura, o que impulsiona o negócio da publicidade.

"Era importante para nós identificar os utilizadores que são fiéis às nossas marcas, assumindo que eles seriam mais propensos a registarem-se nos nossos sites e, em seguida, a transformarem-se em assinantes ", referiu Fabius Klabunde, gestor de audiência.

 

"Descobrimos que os visitantes prioritários estão, principalmente, interessados em notícias locais e que tivemos muitos visitantes prioritários que chegaram ao site através das redes sociais", referiu Izabela Koza, gestora de marketing e audiências de conteúdo premium da Stadt-Anzeiger.

 

Nas redes sociais, K?lner Stadt-Anzeiger focou-se no Instagram para produzir conteúdo mais alegre e fortalecer os laços dos leitores com a sua cidade, o que promove, também, o vínculo dos leitores com a marca.

 

O foco na retenção é fundamental para qualquer estratégia de angariação e retenção de assinaturas. "Dependendo da indústria, adquirir um novo cliente pode ser de cinco a 25 vezes mais caro do que manter um cliente existente", disse Piechota, ex-Fellow da Nieman.

 

Os pontos de venda da DuMont desenvolveram newsletters mais direccionadas e personalizadas, com o objectivo de cativar e interagir melhor com os leitores.

 

A Kölner Stadt-Anzeiger começou a produzir boletins informativos sobre restaurantes e eventos culturais na cidade. O Mitteldeutsche Zeitung, outra das publicações da DuMont, desenvolveu newsletters “híper locais”, escritas por líderes das 16 editorias da publicação e com foco nas notícias e eventos locais da semana.

 

A estratégia renovada da DuMont não ficará pela medição da fidelidade, a empresa planeia obter insights ainda mais profundos sobre o comportamento dos leitores.

 

Mais informação em NiemanLab e IJnet.

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Editores descontentes com projecto de apoio aos jornais "à medida das televisões" Ver galeria

Na sequência de apelos de várias empresas mediáticas, o Governo está, finalmente, a preparar um conjunto de medidas de apoio aos “media”, gravemente afectados pela crise instalada no país, na sequência da pandemia de Covid-19. 

Tudo indica, contudo, que o pacote destinado a compensar a quebra de receitas de circulação e publicidade não irá ao encontro das necessidades dos editores de jornais e revistas nem, tão pouco, de quem as distribui.

Isto porque as medidas que o Governo está a preparar terão como base a quebra de receitas da publicidade, omitindo, porém, o valor perdido com a diminuição abrupta na circulação, problema que não afecta as televisões.
"O pacote, como está neste momento, é feito à medida das televisões, porque não tem em conta os jornais e revistas, os meios mais prejudicados com a crise de saúde e económica que estamos a viver", explicou Afonso Camões, administrador do Grupo Global Media. "Sem imprensa escrita, é ,em primeira e última análise, o direito à informação, o Estado de direito e a Democracia que ficam em causa".

Perseguição à imprensa gera divisão ideológica no Brasil Ver galeria

Apesar dos esforços dos “media” para alcançar um consenso perante a pandemia do coronavírus, o discurso do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tem contribuído para a polarização ideológica dos cidadãos, referiu Francisco Fernandes Ladeira, num artigo publicado no Observatório da Imprensa.

Isto porque, segundo Ladeira, Bolsonaro tem contrariado as directivas da imprensa para a contenção do coronavírus, apontadas pela OMS e pelo próprio ministério da Saúde brasileiro, acusando os “media” de disseminarem o pânico, deliberadamente, e sem fundamento.
Até meados do mês de Março, com a divulgação dos primeiros casos de covid-19 no Brasil, havia um relativo consenso entre a população sobre a quarentena transversal ser a melhor alternativa para evitar a rápida propagação do coronavírus.
Porém, devido aos discursos “inflamados” do Presidente os “media” têm sido descredibilizados. Essas premissas incentivaram, mesmo, aviolência sob jornalistas, que têm encontrado cada vez mais obstáculos ao exercício da profissão.

O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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