Sábado, 30 de Maio, 2020
Media

"Estadão" muda estratégia digital com o apoio do Google

Estadão procedeu a uma transformação digital, com vista ao futuro para o jornalismo. 

O maior desafio do jornalismo contemporâneo é, precisamente, compreender a forma como as pessoas consomem notícias e conseguir criar produtos que satisfaçam as suas necessidades de consumidores.

Para além disso, é suposto modernizar a estrutura da equipa, de forma a desenvolver actividades que não existiam, como é o caso da análise de dados e de audiência.

O Estado de S. Paulo, além da revisão dos seus produtos e processos, também tem realizado transformações radicais na cultura da empresa. Essas alterações trouxeram resultados positivos, e o modelo foi sustentado através da utilização de diversas soluções, ferramentas e suporte do Google.

Desde então, o jornal tem registado um crescimento na audiência, um aumento na receita de publicidade.

Estadão enfrentou uma grande diminuição da circulação impressa e, em 2017, o Grupo decidiu desenvolver uma estratégia digital consistente e reinventar o seu formato de negócios sem pôr em causa a sua identidade.

Bel Curado, líder em estratégica, escreveu, a propósito, num artigo sobre o processo de transformação do jornal. 

O primeiro passo foi desenvolver uma cultura interna focada nos dados e no utilizador, pelo que as equipas de redacção, marketing, assinaturas e vendas passaram a acompanhar as mesmas métricas, entendendo a importância do uso de dados para tomada de decisões.

 

De acordo com Vitor Mena, head of business intelligence no Grupo, "somado a um programa de treinamento interno, estamos a mudar de forma gradual a cultura da organização para um foco na melhoria contínua da experiência e satisfação do cliente, sempre por meio de insights e testes pautados em dados."

 

Assim, com um foco estratégico bem definido e, com base nos principais pilares de negócios da organização (Publicidade e Vendas, Assinaturas e Redacção), foram traçados três objectivos para a transformação digital: melhorar a experiência do utilizador, aumentar a receita publicitária e impulsionar o negócio de assinaturas digitais.

 

O jornal adoptou o Google Analytics 360, que permite compreender o comportamento dos leitores em ambientes digitais. A ferramenta foi integrada ao Google Ad Manager 360 e ao sistema de CRM da empresa, o que facilitou a análise da performance de anúncios, o nível de interacção do conteúdo e traçar uma análise comportamental dos assinantes.

 

News Consumer Insights (NCI) ajudou o jornal a definir os perfis da sua audiência e a construir uma segmentação desses mesmos perfis, de forma a poder realizar ofertas de assinaturas direccionadas. 

 

Os leitores que não conheciam o conteúdo do jornal eram incentivados a assinar anewsletter, enquanto que para os leitores fidelizados, a estratégia passava por oferecer boas ofertas de assinaturas e facilitar o processo de compra. Para assinantes, foi feita uma oferta directa de conteúdo premium.

 

A página de ofertas foi reformulada para proporcionar uma navegação mais simples e implementou o produto Subscribe with Google, que simplificava o fluxo de compra. 

 

A estratégia funcionou e o número de assinantes aumentou. O tráfego gerado como resultado de SEO nas páginas do Estadão cresceu em 65%, o tempo de carregamento do site também foi reduzido e a receita gerada com publicidade duplicou.

 

Google News Initiative (GNI) proporcionou uma adaptação ao meio digital de sucesso. O Estadão e a Google já estão a desenvolver outro projecto com base nos quatro novos pilares para inovação: Dados, Anúncios, Performance e AMP

Mais informação em Think with Google.

Connosco
Na era digital a máquina é o “braço direito” do jornalista ... Ver galeria

A era digital fez-se acompanhar de uma profunda alteração nos modelos de actividade e de negócio, entre os quais se destaca o sector mediático, segundo aponta o mais recente relatório do Obercom.

De acordo com o estudo, essas mudanças caracterizam-se, sobretudo, pela implementação de algoritmos e pela automatização dos sistemas.

Se, por um lado, a digitalização trouxe alguns problemas ao sector mediático, que, durante décadas estudou a adaptação a um mundo globalizado, onde a informação nunca pára, por outro, veio facilitar o trabalho aos jornalistas.

Este fenómeno é, aparentemente, paradoxal, mas a verdade é que os processos automáticos ajudam os profissionais a responderem, eficazmente, à necessidade da produção “sôfrega” de conteúdos noticiosos.

Trocando por miúdos: se as máquinas existem, porque não “pedir-lhes ajuda”?

Assim, os “media” actuais dependem, cada vez mais, de algoritmos que permitem analisar a preferências dos leitores, bem como de sistemas que facilitam a actualização de “websites” ao minuto.

A urgência de proteger jornalistas em países onde falha a liberdade de imprensa Ver galeria

A violência contra os jornalistas é uma realidade cada vez mais presente no mundo contemporâneo, já que várias entidades, insatisfeitas com a sua independência, estão a desenvolver novos mecanismos para impedir a publicação de artigos incómodos para o poder instituído.

Os atentados mais graves contra a liberdade de imprensa ocorrem em países onde esta está condicionada, mas, igualmente, noutros onde era suposto haver protecção para o trabalho jornalístico.

De acordo com um artigo do “Guardian”, esta realidade distópica ficou  mais evidente com o aparecimento do coronavírus.

A título de exemplo, alguns governos criaram medidas extraordinárias, visando a restrição do trabalho jornalístico. Foi o caso da Hungria, onde Viktor Órban instituiu a lei “coronavírus”, que criminaliza a difusão de “notícias falsas” sobre a pandemia. 

Da mesma forma, tanto a China como o Irão censuraram a informação respeitante aos surtos nestes países.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


ver mais >
Opinião
À medida que a pandemia parece mais controlada e o regresso ao trabalho se faz, conforme as regras de desconfinamento gradual, instalou-se uma “guerra mediática” de contornos invulgares, favorecida pela trapalhada da distribuição de apoios anunciados pelo governo, supostamente,  através da compra antecipada de espaço para publicidade institucional. Primeiro assistiu-se a uma “guerra “ privada, entre a Cofina e o...
Numa era digital, marcada por uma constante e acelerada mudança, caracterizada por um globalismo padronizador de culturas e de costumes, muitas indústrias e profissões estão a alterar-se totalmente, ou até mesmo a desaparecer. Tudo isto se passa num ritmo freneticamente acelerado, que nos afoga literalmente num caudal de informação, muitas vezes difícil de filtrar e descodificar em tempo útil. A evolução...
As suas vendas desceram, os clientes atrasaram-se a pagar, os fornecedores pressionam para receber, a tesouraria está apertada? O que fazer? – Claro que vai ver onde se pode cortar custos, ao mesmo tempo que se prepara o retomar de actividades. E um dos primeiros cortes para muitas empresas é na comunicação e na publicidade. “O dinheiro não chega para tudo, tem que se escolher”, pensa quem faz o corte. No fundo consideram que no...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
Em toda a parte, ou quase, a pandemia causada pelo coronavírus fechou em casa muitos milhões de pessoas, para evitarem ser contaminadas. Um dos efeitos desse confinamento foi terem aumentado as audiências de televisão. Por outro lado, as pessoas precisam de informação, por isso o estado de emergência em Portugal mantém abertos os quiosques, que vendem jornais.   Melhores tempos para a comunicação social? Nem por isso,...
Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas