Quinta-feira, 4 de Junho, 2020
Media

HuffPost renova imagem e perfil dos conteúdos

Huffington Post, que apresentou mais acessos do que o New York Times, alterou o seu título para HuffPost, em 2017, em todas as plataformas e canais sociais. Alterou, também, o design do site, adoptando um novo logotipo. Esta foi a primeira reformulação da marca e do site em 12 anos de história, com a nova editora-chefe Lydia Polgreen.

The Huffington Post, que se descrevia desde o início como um "jornal da Internet", alterou a tendência na sua abordagem editorial.

O jornal sempre teve um óptimo SEO, o que permitiu atrair, desde cedo, um grande público, incluindo o segmento mais conservador.

Com a nova editora, o HuffPost inclinou-se para uma tendência tabloide e mais dedicado “àqueles que se sentem marginalizados do poder”. 

O novo slogan do site – "É pessoal" – é indicador dessas alterações, que surgem num momento em que muitos gostariam de esquecer a política.

Huffpost tem um novo objectivo: colocar as pessoas em primeiro lugar e ajudar a que todos estejam informados sobre os acontecimentos no mundo e sobre a forma como estes afectam cada um.

O jornalista Joshua Benton analisa as alterações da publicação num artigo publicado no site do NiemanLab.

O jornal foi redesenhado para exibir a maior variedade de histórias, propondo não só mostrar as últimas notícias sobre a Casa Branca, mas igualmente a crise habitacional, a luta pelo direito de voto, a batalha nos cuidados de saúde e a desigualdade, entre outros temas mais específicos e direccionados, que terão como objectivo ajudar o leitor na sua vida pessoal. Trata-se de um “jornalismo de serviço”.

 

Actualmente, com o meio digital, as notícias já não respeitam secções, não são separadas como nos jornais impressos. O novo modelo conceptual procura, então, classificar o conteúdo em “hard” e “soft”, de forma a realizar uma separação mais concreta dos conteúdos.

 

Segundo o autor do texto, a alteração justifica-se, “numa altura de infinitas alternativas digitais, provar explicitamente a sua utilidade é fundamental para captar a lealdade do leitor. E esse foco, nas histórias pessoais, poderia ser uma maneira de aproveitar parte do poder do populismo, alimentado pela internet, sem ser arrastado pelos seus ângulos mais obscuros”.

 

Esta nova abordagem, surge depois da notícia, recente, avançada pelo Financial Times de que a proprietária do HuffPost está à procura de um comprador.

 

Joshua Benton refere, ainda, que “a companhia terá perdido o interesse no que era, até há pouco tempo atrás, um plano para construir uma potência editorial digital, que poderia transformar-se numa terceira alternativa para os anunciantes do Google e do Facebook. Nesse contexto, o território mais favorável aos anunciantes, com conselhos parentais e finanças pessoais, tem um apelo compreensível”.

 

HuffPost é a principal plataforma de media global, tendo já vencido um Pulitzer, como fonte de notícias, comentários, entretenimento e estilo de vida. 

 

Mais informação NiemanLab.

Connosco
O paradoxo no Brasil entre a ética jornalística e a ética empresarial Ver galeria

Os jornalistas brasileiros estão a ser confrontados com novos obstáculos, impostos à profissão pela Covid-19. É o caso teletrabalho,  que veio alterar, profundamente, o “modus operandi” das redacções e da investigação jornalística. 

Há, contudo, outras questões, ainda mais preocupantes, a serem discutidas por estes profissionais, como é o caso da ética jornalística, reiterou Silvia Meirelles Leite num artigo publicado na revista “objETHOS” e reproduzido no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

De acordo com a autora, enquanto os jornalistas continuam a desempenhar as suas funções e a manter a população informada, as empresas detentoras dos “media” têm de garantir apoios financeiros.

Isto leva a que, não raramente, a televisão pública seja obrigada a suprimir certas peças jornalísticas. Caso contrário, este serviço deixaria de receber financiamento governamental.

A cobertura do coronavírus reforçou a credibilidade jornalística Ver galeria

A pandemia de Covid-19 afectou praticamente todos os sectores da sociedade e influenciou a vida dos cidadãos, um pouco por todo o mundo.

Assim, os jornalistas têm vindo a assumir um papel essencial, mantendo a  população informada sobre os impactos da doença, bem como sobre as suas mutações.

Desta forma, os “media” tradicionais voltaram a merecer a atenção e “lealdade” do público, que deixou de informar-se através das redes sociais que são, tendencialmente, uma plataforma de desinformação,

considerou o jornalista Michel Ribeiro num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Perante a actual crise sanitária, recorda o autor, o jornalismo televisivo conquistou uma audiência significativa e os jornais “online” registaram um tráfego sem precedentes. Da mesma forma, mais consumidores decidiram assinar fontes de informação fidedignas e ouvir rádio para se manterem informados.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


ver mais >
Opinião
À medida que a pandemia parece mais controlada e o regresso ao trabalho se faz, conforme as regras de desconfinamento gradual, instalou-se uma “guerra mediática” de contornos invulgares, favorecida pela trapalhada da distribuição de apoios anunciados pelo governo, supostamente,  através da compra antecipada de espaço para publicidade institucional. Primeiro assistiu-se a uma “guerra “ privada, entre a Cofina e o...
Numa era digital, marcada por uma constante e acelerada mudança, caracterizada por um globalismo padronizador de culturas e de costumes, muitas indústrias e profissões estão a alterar-se totalmente, ou até mesmo a desaparecer. Tudo isto se passa num ritmo freneticamente acelerado, que nos afoga literalmente num caudal de informação, muitas vezes difícil de filtrar e descodificar em tempo útil. A evolução...
As suas vendas desceram, os clientes atrasaram-se a pagar, os fornecedores pressionam para receber, a tesouraria está apertada? O que fazer? – Claro que vai ver onde se pode cortar custos, ao mesmo tempo que se prepara o retomar de actividades. E um dos primeiros cortes para muitas empresas é na comunicação e na publicidade. “O dinheiro não chega para tudo, tem que se escolher”, pensa quem faz o corte. No fundo consideram que no...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
Em toda a parte, ou quase, a pandemia causada pelo coronavírus fechou em casa muitos milhões de pessoas, para evitarem ser contaminadas. Um dos efeitos desse confinamento foi terem aumentado as audiências de televisão. Por outro lado, as pessoas precisam de informação, por isso o estado de emergência em Portugal mantém abertos os quiosques, que vendem jornais.   Melhores tempos para a comunicação social? Nem por isso,...
Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas