Quarta-feira, 13 de Novembro, 2019
Media

Equipa de Charlie Hebdo em Fórum com leitores

A equipa do jornal satírico Charlie Hebdo reuniu-se com os seus leitores antes do Fórum Mundial para a Democracia, em Estrasburgo, sendo recebida com aplausos.

Quase cinco anos depois do ataque à redacção na sede do jornal em Paris, esta foi a primeira aparição colectiva em público.

O programa do Fórum incluiu, para além da tradicional sessão de abertura, mesas redondas, debates com o público e desenhos ao vivo.

Nas mesas redondas debateram-se temas como "escrever um jornal de opinião em 2019", "censura e ameaças: manter o espírito crítico vivo numa altura de correcção política" e "O quase 50º aniversário de Charlie Hebdo: porquê escrever e desenhar no Charlie Hebdo hoje?”.

A visita de Charlie Hebdo lançou, assim, o programa "off" do Fórum Mundial para a Democracia, organizado pelo Conselho da Europa, de 6 a 8 de Novembro, com o tema: "Informação: a democracia em perigo?”.

Charlie Hebdo surge, desta forma, com uma equipa jovem e renovada.

Monde publicou no site um artigo sobre a presença da equipa em Estrasburgo.

O editor-chefe, Riss, respondeu à primeira pergunta ("Como está?"), dizendo: "Como pode ver, Charlie está vivo, com uma equipa jovem e renovada". "É um jornal que recuperou a sua vitalidade e dinamismo", acrescentou. 

 

O ataque à redacção do jornal levou à implementação de novos sistemas de segurança, tal como ocorreu durante Fórum. As portas da Ópera abriram duas horas antes para que os espectadores pudessem entar, sendo submetidos a uma revista minuciosa.

 

A Câmara local também proibiu manifestações no perímetro circundante da Ópera. Os jornalistas e os cartoonistas foram protegidos pela polícia durante toda a sua estadia em Estrasburgo.

 

 

Mais informação em L’Express.

Connosco
Onde se fala de jornalismo mais factual e menos negativo Ver galeria

Os meios de comunicação social exibem um enviesamento em relação a tudo aquilo que é negativo, seja nas notícias, seja no comentário. 

O jornalismo parece ter uma tendência para o negativo. Aparentemente, só o que é repentino e mau é digno de notícia, verificando-se que as coisas positivas são vistas como uma maçada.

O jornalismo acaba por ampliar a negatividade sempre que opta por não considerar os acontecimentos positivos.

A opinião é de Steven Pinker, professor de psicologia em Harvard e autor, numa crónica na revista POLITICO Magazine, do livro “Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism, and Progress”. 

O autor apela a um jornalismo mais factual e considera que a governação democrática não pode funcionar se ninguém acreditar nisso, e o pessimismo jornalístico semeou o fatalismo e o radicalismo nas nossas instituições.

Jovens privilegiam “infotainment” em vez de notícias Ver galeria

Um estudo encomendado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) à agência Flamingo – especializada na concepção de estratégias culturais –, revela que a forma como as audiências mais jovens nos Estados Unidos e no Reino Unido abordam as notícias é diferente das gerações anteriores. 

Os jovens procuram, principalmente, o progresso, o que influencia a forma como pesquisam e recebem notícias.

As audiências mais jovens, por norma, não procuram notícias e não se informam de forma proactiva, são indiretamente expostas à informação através de redes sociais, conteúdos digitais, programas de televisão e conversas online

Ao mesmo tempo, focam-se noutros tipos de conteúdos, como a combinação de informação e entretenimento (infotainment), histórias de lifestyle ou conteúdos de bloggers.

Em suma, as gerações mais jovens estão cada vez mais desconectadas das formas tradicionais de consumo de notícias, por considerarem que são menos relevantes para si.

APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria, publicou no seu site um artigo no qual realiza a análise do estudo.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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