Quinta-feira, 4 de Junho, 2020
Media

Equipa de Charlie Hebdo em Fórum com leitores

A equipa do jornal satírico Charlie Hebdo reuniu-se com os seus leitores antes do Fórum Mundial para a Democracia, em Estrasburgo, sendo recebida com aplausos.

Quase cinco anos depois do ataque à redacção na sede do jornal em Paris, esta foi a primeira aparição colectiva em público.

O programa do Fórum incluiu, para além da tradicional sessão de abertura, mesas redondas, debates com o público e desenhos ao vivo.

Nas mesas redondas debateram-se temas como "escrever um jornal de opinião em 2019", "censura e ameaças: manter o espírito crítico vivo numa altura de correcção política" e "O quase 50º aniversário de Charlie Hebdo: porquê escrever e desenhar no Charlie Hebdo hoje?”.

A visita de Charlie Hebdo lançou, assim, o programa "off" do Fórum Mundial para a Democracia, organizado pelo Conselho da Europa, de 6 a 8 de Novembro, com o tema: "Informação: a democracia em perigo?”.

Charlie Hebdo surge, desta forma, com uma equipa jovem e renovada.

Monde publicou no site um artigo sobre a presença da equipa em Estrasburgo.

O editor-chefe, Riss, respondeu à primeira pergunta ("Como está?"), dizendo: "Como pode ver, Charlie está vivo, com uma equipa jovem e renovada". "É um jornal que recuperou a sua vitalidade e dinamismo", acrescentou. 

 

O ataque à redacção do jornal levou à implementação de novos sistemas de segurança, tal como ocorreu durante Fórum. As portas da Ópera abriram duas horas antes para que os espectadores pudessem entar, sendo submetidos a uma revista minuciosa.

 

A Câmara local também proibiu manifestações no perímetro circundante da Ópera. Os jornalistas e os cartoonistas foram protegidos pela polícia durante toda a sua estadia em Estrasburgo.

 

 

Mais informação em L’Express.

Connosco
O paradoxo no Brasil entre a ética jornalística e a ética empresarial Ver galeria

Os jornalistas brasileiros estão a ser confrontados com novos obstáculos, impostos à profissão pela Covid-19. É o caso teletrabalho,  que veio alterar, profundamente, o “modus operandi” das redacções e da investigação jornalística. 

Há, contudo, outras questões, ainda mais preocupantes, a serem discutidas por estes profissionais, como é o caso da ética jornalística, reiterou Silvia Meirelles Leite num artigo publicado na revista “objETHOS” e reproduzido no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

De acordo com a autora, enquanto os jornalistas continuam a desempenhar as suas funções e a manter a população informada, as empresas detentoras dos “media” têm de garantir apoios financeiros.

Isto leva a que, não raramente, a televisão pública seja obrigada a suprimir certas peças jornalísticas. Caso contrário, este serviço deixaria de receber financiamento governamental.

A cobertura do coronavírus reforçou a credibilidade jornalística Ver galeria

A pandemia de Covid-19 afectou praticamente todos os sectores da sociedade e influenciou a vida dos cidadãos, um pouco por todo o mundo.

Assim, os jornalistas têm vindo a assumir um papel essencial, mantendo a  população informada sobre os impactos da doença, bem como sobre as suas mutações.

Desta forma, os “media” tradicionais voltaram a merecer a atenção e “lealdade” do público, que deixou de informar-se através das redes sociais que são, tendencialmente, uma plataforma de desinformação,

considerou o jornalista Michel Ribeiro num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Perante a actual crise sanitária, recorda o autor, o jornalismo televisivo conquistou uma audiência significativa e os jornais “online” registaram um tráfego sem precedentes. Da mesma forma, mais consumidores decidiram assinar fontes de informação fidedignas e ouvir rádio para se manterem informados.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
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22
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15
Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
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