Quinta-feira, 4 de Junho, 2020
Media

Unesco confirma aumento dos homicídios de jornalistas

A Síria foi o país que registou mais assassinatos de jornalistas nos últimos cinco anos, seguindo-se o México. 

Entre 2014 e 2018, a Unesco registou 495 homicídios de jornalistas pelo mundo, sendo a América Latina e o Caribe a segunda região mais mortal para os profissionais. Outros países latino-americanos figuram na lista da organização, como o Brasil, a Guatemala, a Colômbia, as Honduras, o Paraguai, o Peru, El Salvador e a República Dominicana.

Estes e outros dados sobre violência contra jornalistas estão no relatório divulgado a 31 de Outubro.

Segundo a Unesco, verificou-se um aumento de 18% nos assassinatos de jornalistas nos últimos cinco anos, face ao mesmo período de 2009-2013. Das mortes registadas, 149 ocorreram em Estados Árabes, representando 30% do total. 

Os dados apresentados revelam que 91% dos profissionais assassinados nos últimos cinco anos realizavam jornalismo local.

O Knight Center produziu uma análise dos dados do relatório num artigo publicado no respectivo site.


O Dia Internacional para Acabar com a Impunidade dos Crimes Contra os Jornalistas foi assinalado a 2 de Novembro, data foi estabelecida pela ONU desde 2013, em homenagem aos jornalistas franceses Claude Verlon e Ghislaine Dupont, que tinham sido assassinados no Mali nessa data.

 

Até 2015 a maioria dos assassinatos de jornalistas tinha ocorrido em regiões de conflito. A partir de 2016, contudo, a situação alterou-se. Nos últimos dois anos, 55% das mortes ocorreram fora de regiões de conflito.

 

O relatório refere que “essa tendência reflecte a natureza mutante da violência contra jornalistas, silenciados por reportar sobre questões de corrupção, crime e política”

 

O país com o maior registo de homicídios de jornalistas foi a Síria, que se encontra em guerra civil desde 2011.

 

O México foi o segundo país com mais assassinatos de jornalistas.

 

Desta forma, para chamar a atenção do público para a violência exercida contra os profissionais, a organização lançou, a 31 de Outubro, a campanha #KeepTruthAlive, um site que exibe um mapa com informações sobre cada caso condenado publicamente pela Unesco desde 1993.

 

Mais informações em Knight Center.


Connosco
O paradoxo no Brasil entre a ética jornalística e a ética empresarial Ver galeria

Os jornalistas brasileiros estão a ser confrontados com novos obstáculos, impostos à profissão pela Covid-19. É o caso teletrabalho,  que veio alterar, profundamente, o “modus operandi” das redacções e da investigação jornalística. 

Há, contudo, outras questões, ainda mais preocupantes, a serem discutidas por estes profissionais, como é o caso da ética jornalística, reiterou Silvia Meirelles Leite num artigo publicado na revista “objETHOS” e reproduzido no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

De acordo com a autora, enquanto os jornalistas continuam a desempenhar as suas funções e a manter a população informada, as empresas detentoras dos “media” têm de garantir apoios financeiros.

Isto leva a que, não raramente, a televisão pública seja obrigada a suprimir certas peças jornalísticas. Caso contrário, este serviço deixaria de receber financiamento governamental.

A cobertura do coronavírus reforçou a credibilidade jornalística Ver galeria

A pandemia de Covid-19 afectou praticamente todos os sectores da sociedade e influenciou a vida dos cidadãos, um pouco por todo o mundo.

Assim, os jornalistas têm vindo a assumir um papel essencial, mantendo a  população informada sobre os impactos da doença, bem como sobre as suas mutações.

Desta forma, os “media” tradicionais voltaram a merecer a atenção e “lealdade” do público, que deixou de informar-se através das redes sociais que são, tendencialmente, uma plataforma de desinformação,

considerou o jornalista Michel Ribeiro num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Perante a actual crise sanitária, recorda o autor, o jornalismo televisivo conquistou uma audiência significativa e os jornais “online” registaram um tráfego sem precedentes. Da mesma forma, mais consumidores decidiram assinar fontes de informação fidedignas e ouvir rádio para se manterem informados.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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15
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Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas