Quarta-feira, 13 de Novembro, 2019
Breves

O "Público” e a literacia

O jornal Público vai retomar o seu projecto de literacia mediática, Público na Escola”, ainda neste ano lectivo. O projecto, em parceria com o Ministério da Educação e a Fundação Belmiro de Azevedo. A iniciativa pretende contribuir para uma relação mais próxima entre a actualidade mediática e a escola; ajudar a descodificar a linguagem da imprensa e dos media em geral; promover o desenvolvimento do espírito crítico; facultar ferramentas para pesquisar, avaliar, utilizar e criar a informação de forma eficaz, em qualquer formato” e disponibilizar propostas de actividades para sala de aula/biblioteca escolar, a partir de conteúdos do jornal Público”. Para além de relançar o o Concurso Nacional de Jornais Escolares, o projecto tem, ainda, como objectivo divulgar iniciativas em curso nas escolas no domínio da educação para os media; promover contacto e articulação com outros projectos já em curso; propor instrumentos de formação para professores; dar voz aos alunos; manter visitas às redacções; fomentar a criação de jornais escolares”.

Connosco
Onde se fala de jornalismo mais factual e menos negativo Ver galeria

Os meios de comunicação social exibem um enviesamento em relação a tudo aquilo que é negativo, seja nas notícias, seja no comentário. 

O jornalismo parece ter uma tendência para o negativo. Aparentemente, só o que é repentino e mau é digno de notícia, verificando-se que as coisas positivas são vistas como uma maçada.

O jornalismo acaba por ampliar a negatividade sempre que opta por não considerar os acontecimentos positivos.

A opinião é de Steven Pinker, professor de psicologia em Harvard e autor, numa crónica na revista POLITICO Magazine, do livro “Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism, and Progress”. 

O autor apela a um jornalismo mais factual e considera que a governação democrática não pode funcionar se ninguém acreditar nisso, e o pessimismo jornalístico semeou o fatalismo e o radicalismo nas nossas instituições.

Jovens privilegiam “infotainment” em vez de notícias Ver galeria

Um estudo encomendado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) à agência Flamingo – especializada na concepção de estratégias culturais –, revela que a forma como as audiências mais jovens nos Estados Unidos e no Reino Unido abordam as notícias é diferente das gerações anteriores. 

Os jovens procuram, principalmente, o progresso, o que influencia a forma como pesquisam e recebem notícias.

As audiências mais jovens, por norma, não procuram notícias e não se informam de forma proactiva, são indiretamente expostas à informação através de redes sociais, conteúdos digitais, programas de televisão e conversas online

Ao mesmo tempo, focam-se noutros tipos de conteúdos, como a combinação de informação e entretenimento (infotainment), histórias de lifestyle ou conteúdos de bloggers.

Em suma, as gerações mais jovens estão cada vez mais desconectadas das formas tradicionais de consumo de notícias, por considerarem que são menos relevantes para si.

APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria, publicou no seu site um artigo no qual realiza a análise do estudo.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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