Quarta-feira, 13 de Novembro, 2019
Mundo

Carta a nível europeu para as condições de trabalho dos jornalistas

A EFJ convida as organizações de jornalistas e os órgãos de comunicação social a aprovarem a "Carta das Condições de Trabalho".

A Carta é uma directriz sobre as condições de trabalho e foi assinada a 12 de Fevereiro de 2019, em Belgrado , por 14 representantes de organizações de jornalistas filiadas na Federação Europeia de Jornalistas e importantes sindicatos dos Balcãs Ocidentais e da Turquia.
A Carta poderá ser assinada por todas as organizações de jornalistas, empresas de comunicação social privadas ou públicas ou autoridades dispostas a comprometer-se na melhoria das condições de trabalho e, também, a reforçar os direitos laborais dos jornalistas e dos trabalhadores da comunicação social na Europa.

O documento promove, ainda, a luta contra a censura e o livre acesso à informação e às fontes e é composto por dez artigos que reúnem os princípios que afectam a relação de trabalho entre os jornalistas, os empregadores e a opinião pública e enuncia os principais valores que as autoridades devem respeitar ao lidar com jornalistas.

O Sindicato de Jornalistas português é um dos signatários.

A EFJ publicou no site os dez artigos enunciados na Carta.

O documento enumera dez artigos que visam direitos de contratos escritos, a não discriminação no local de trabalho e igualdade salarial, o direito ao descanso e ao lazer, direito a proteger as fontes e a recusar a assinatura de um conteúdo no caso de ocorrerem alterações editoriais substanciais, a segurança e protecção do profissional, boa governança, garantia de padrões éticos e condições de trabalho dignas.

 

Esta ideia surgiu em 2018, no âmbito do projecto "Criar confiança nos meios de comunicação social na Europa do Sudeste e na Turquia”, financiado pela UNESCO e pela União Europeia.

 

O objectivo era reforçar a liberdade de expressão, o acesso à informação e promover media livres, independentes e pluralistas, garantindo que os jornalistas e os meios de comunicação social promovem o desenvolvimento democrático, de forma sustentável e pacífica.

 

A Carta será entregue à Comissão Europeia, em Bruxelas, ainda este ano, e ao Conselho da Europa, em Estrasburgo, também, em 2019, propondo que esta se torne numa referência sobre as condições de trabalho dos jornalistas nos países membros e candidatos à União Europeia.

 

Mais informação em EFJ.

Connosco
Onde se fala de jornalismo mais factual e menos negativo Ver galeria

Os meios de comunicação social exibem um enviesamento em relação a tudo aquilo que é negativo, seja nas notícias, seja no comentário. 

O jornalismo parece ter uma tendência para o negativo. Aparentemente, só o que é repentino e mau é digno de notícia, verificando-se que as coisas positivas são vistas como uma maçada.

O jornalismo acaba por ampliar a negatividade sempre que opta por não considerar os acontecimentos positivos.

A opinião é de Steven Pinker, professor de psicologia em Harvard e autor, numa crónica na revista POLITICO Magazine, do livro “Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism, and Progress”. 

O autor apela a um jornalismo mais factual e considera que a governação democrática não pode funcionar se ninguém acreditar nisso, e o pessimismo jornalístico semeou o fatalismo e o radicalismo nas nossas instituições.

Jovens privilegiam “infotainment” em vez de notícias Ver galeria

Um estudo encomendado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) à agência Flamingo – especializada na concepção de estratégias culturais –, revela que a forma como as audiências mais jovens nos Estados Unidos e no Reino Unido abordam as notícias é diferente das gerações anteriores. 

Os jovens procuram, principalmente, o progresso, o que influencia a forma como pesquisam e recebem notícias.

As audiências mais jovens, por norma, não procuram notícias e não se informam de forma proactiva, são indiretamente expostas à informação através de redes sociais, conteúdos digitais, programas de televisão e conversas online

Ao mesmo tempo, focam-se noutros tipos de conteúdos, como a combinação de informação e entretenimento (infotainment), histórias de lifestyle ou conteúdos de bloggers.

Em suma, as gerações mais jovens estão cada vez mais desconectadas das formas tradicionais de consumo de notícias, por considerarem que são menos relevantes para si.

APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria, publicou no seu site um artigo no qual realiza a análise do estudo.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


ver mais >
Opinião
O caso do novo secretário de Estado com a tutela da comunicação social é assaz curioso. Nuno Artur Silva foi dono, até há dias, das Produções Fictícias, empresa que incluía a RTP no seu portfólio de clientes, facto que não o inibiu de aceitar  ser administrador daquele operador público, com a responsabilidade dos conteúdos. Cumprido o primeiro mandato, sem abdicar da...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Agenda
16
Nov
19
Nov
Connections Europe
09:00 @ Marriott Hotel, Amsterdão
19
Nov
19
Nov
Dia da Comunicação
10:00 @ Teatro Tivoli