Sexta-feira, 24 de Janeiro, 2020
Estudo

Inquérito revela que franceses preferem menos opinião nos “media"

Um estudo recente realizado pela plataforma Make.org e Reporters d’Espoir identificou algumas ideias que os leitores consideram relevantes para que os media contribuam para melhorar a sociedade.

O inquérito apresentava apenas uma pergunta (“De que forma os media podem melhorar a sociedade?”) e foi respondido por mais de 104 mil utilizadores de internet, através de um widget incorporado nas páginas de alguns parceiros de media, como L'Express, franceinfo, L'Obs e La Croix. 

É necessário ter em conta que a amostra de participantes se resume a leitores destes sites de notícias, pelo que, possivelmente, não é representativa de toda a sociedade francesa.

Após síntese das respostas, surgiram algumas ideias comuns. Uma delas ideias reforça que é essencial que os media deem prioridade à cobertura mais aprofundada e de forma menos instantânea. Outra ideia, como refere Paul Conge no site do L’Express, revela que os franceses preferem menos opinião nos media.

Uma das ideias base, foi a necessidade de cobrir informação de uma forma mais cuidadosa, de forma a evitar uma "sociedade impulsiva, constantemente em reação”. 

 

Em relação à escolha de temas e ao tratamento editorial, muitos revelam preferência por menos opinião, juntamente com textos mais pedagógicos, favorecendo a intervenção de especialistas.

 

Outra das prioridades destacadas foi a necessidade de mais jornalismo de investigação e “jornalismo positivo”, para evitar que as notícias cubram sempre apenas escândalos e desastres.

 

Assegurar a independência económica dos media e garantir a sua liberdade editorial, foi outra das necessidades apontadas como urgente. Os participantes salientaram, também, que “o quarto poder” deveria revelar as suas fontes de financiamento.

 

Destaca-se, ainda, a necessidade de estimular os cidadãos a manterem-se informados e a terem especial atenção com a verificação das fontes, promovendo a literacia mediática.

 

Para mais informação L’Express.

Connosco
Jornalistas europeus a leste não escapam às restrições dos "media"... Ver galeria

A Europa sempre foi considerada segura para a imprensa, mas, nem o velho continente escapa à crescente violência contra os “media”. Um estudo do Reuters Institute indica que os jornalistas europeus estão sob  pressão crescente, particularmente, no Leste do continente.

Nos últimos três anos, foram assassinados três jornalistas europeus, todos por terem reportado casos de corrupção e crime organizado, aos quais não eram alheios os respectivos governos. Foram os casos Daphne Caruana Galizia, em Malta, Ján Kuciak, na Eslováquia, e Viktoria Marinova, na Bulgária.

Os indicadores de liberdade de imprensa apontam para valores preocupantes, especialmente em países como a Polónia, a Hungria e a Eslováquia, onde os “media” são ameaçados por políticos, mas, igualmente  por jornalistas. Neste inquérito, 63% dos jornalistas afirmam já ter sido, publicamente, criticados por uma figura pública, quer directamente, quer através das redes sociais.


... E “comité” de jornalistas elabora “top 10” da censura aos “media” Ver galeria

A Eritreia é o país onde a censura é exercida de uma forma mais implacável, segundo  uma lista divulgada pelo CPJ - Comité para a Protecção dos Jornalistas. Essa lista integra 10 países, e é baseada numa pesquisa da organização sobre leis repressivas e vigilância de jornalistas, incluíndo restrições no acesso à internet e às redes sociais.

A lista abrange apenas os países onde o governo controla, rigidamente, os “media”. As condições para jornalistas e liberdade de imprensa em países como a Síria, Iémen e Somália são, também, extremamente difíceis, quer pela censura do governamental, quer, ainda, devido a conflitos armados. 

Nos três países onde a censura mais se faz sentir - Eritreia, Coreia do Norte e Turquemenistão – os “media” funcionam como porta-voz do Estado, e qualquer tentativa de jornalismo independente só é viável a partir do exterior. Os poucos jornalistas estrangeiros autorizados a entrar nesses países são seguidos, de perto, pelas autoridades. Outros usam uma combinação de medidas contundentes, como assédio e detenção arbitrária, bem como vigilância sofisticada. A Arábia Saudita, China, Vietname e Irão são especialmente adeptos destes comportamentos. 

Segue-se a lista dos “10 mais” em matéria de censura aos “media”:


O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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