Quarta-feira, 8 de Abril, 2020
Estudo

Inquérito revela que franceses preferem menos opinião nos “media"

Um estudo recente realizado pela plataforma Make.org e Reporters d’Espoir identificou algumas ideias que os leitores consideram relevantes para que os media contribuam para melhorar a sociedade.

O inquérito apresentava apenas uma pergunta (“De que forma os media podem melhorar a sociedade?”) e foi respondido por mais de 104 mil utilizadores de internet, através de um widget incorporado nas páginas de alguns parceiros de media, como L'Express, franceinfo, L'Obs e La Croix. 

É necessário ter em conta que a amostra de participantes se resume a leitores destes sites de notícias, pelo que, possivelmente, não é representativa de toda a sociedade francesa.

Após síntese das respostas, surgiram algumas ideias comuns. Uma delas ideias reforça que é essencial que os media deem prioridade à cobertura mais aprofundada e de forma menos instantânea. Outra ideia, como refere Paul Conge no site do L’Express, revela que os franceses preferem menos opinião nos media.

Uma das ideias base, foi a necessidade de cobrir informação de uma forma mais cuidadosa, de forma a evitar uma "sociedade impulsiva, constantemente em reação”. 

 

Em relação à escolha de temas e ao tratamento editorial, muitos revelam preferência por menos opinião, juntamente com textos mais pedagógicos, favorecendo a intervenção de especialistas.

 

Outra das prioridades destacadas foi a necessidade de mais jornalismo de investigação e “jornalismo positivo”, para evitar que as notícias cubram sempre apenas escândalos e desastres.

 

Assegurar a independência económica dos media e garantir a sua liberdade editorial, foi outra das necessidades apontadas como urgente. Os participantes salientaram, também, que “o quarto poder” deveria revelar as suas fontes de financiamento.

 

Destaca-se, ainda, a necessidade de estimular os cidadãos a manterem-se informados e a terem especial atenção com a verificação das fontes, promovendo a literacia mediática.

 

Para mais informação L’Express.

Connosco
Editores descontentes com projecto de apoio aos jornais "à medida das televisões" Ver galeria

Na sequência de apelos de várias empresas mediáticas, o Governo está, finalmente, a preparar um conjunto de medidas de apoio aos “media”, gravemente afectados pela crise instalada no país, na sequência da pandemia de Covid-19. 

Tudo indica, contudo, que o pacote destinado a compensar a quebra de receitas de circulação e publicidade não irá ao encontro das necessidades dos editores de jornais e revistas nem, tão pouco, de quem as distribui.

Isto porque as medidas que o Governo está a preparar terão como base a quebra de receitas da publicidade, omitindo, porém, o valor perdido com a diminuição abrupta na circulação, problema que não afecta as televisões.
"O pacote, como está neste momento, é feito à medida das televisões, porque não tem em conta os jornais e revistas, os meios mais prejudicados com a crise de saúde e económica que estamos a viver", explicou Afonso Camões, administrador do Grupo Global Media. "Sem imprensa escrita, é ,em primeira e última análise, o direito à informação, o Estado de direito e a Democracia que ficam em causa".

Perseguição à imprensa gera divisão ideológica no Brasil Ver galeria

Apesar dos esforços dos “media” para alcançar um consenso perante a pandemia do coronavírus, o discurso do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tem contribuído para a polarização ideológica dos cidadãos, referiu Francisco Fernandes Ladeira, num artigo publicado no Observatório da Imprensa.

Isto porque, segundo Ladeira, Bolsonaro tem contrariado as directivas da imprensa para a contenção do coronavírus, apontadas pela OMS e pelo próprio ministério da Saúde brasileiro, acusando os “media” de disseminarem o pânico, deliberadamente, e sem fundamento.
Até meados do mês de Março, com a divulgação dos primeiros casos de covid-19 no Brasil, havia um relativo consenso entre a população sobre a quarentena transversal ser a melhor alternativa para evitar a rápida propagação do coronavírus.
Porém, devido aos discursos “inflamados” do Presidente os “media” têm sido descredibilizados. Essas premissas incentivaram, mesmo, aviolência sob jornalistas, que têm encontrado cada vez mais obstáculos ao exercício da profissão.

O Clube


A pandemia provocada pelo coronavírus está a provocar um natural alarme em todo o mundo e a obrigar a comunidade internacional a adoptar planos de contingência,  inéditos em tempo de paz, designadamente, obrigando a quarentenas e a restrições, cada vez mais gravosas, para tentar controlar o contágio. 

A par da Saúde e do dispositivo de segurança, são os “media” que estão na primeira linha para informar e esclarecer as populações, alguns já com as suas redacções a trabalhar em regime de teletrabalho.   

Este “site” do Clube Português de Imprensa , também em teletrabalho, procurará manter as suas actualizações regulares, para que os nossos Associados e visitantes em geral disponham de mais  uma fonte de consulta confiável, acompanhando o que se passa  com os “media”, em diferentes pontos do globo, e em comunhão estreita perante uma crise de Saúde com contornos singulares.

O jornalismo e os jornalistas têm especiais responsabilidades,  bem como   as associações do sector. Se os transportes, a Banca, e o abastecimento de farmácias e de bens essenciais são vitais  para assegurar o funcionamento do  País,  com a maior parte das portas fechadas, a informação atempada e rigorosa não o é menos.  

Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.  

 


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18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun