Quarta-feira, 13 de Novembro, 2019
Estudo

Inquérito revela que franceses preferem menos opinião nos “media"

Um estudo recente realizado pela plataforma Make.org e Reporters d’Espoir identificou algumas ideias que os leitores consideram relevantes para que os media contribuam para melhorar a sociedade.

O inquérito apresentava apenas uma pergunta (“De que forma os media podem melhorar a sociedade?”) e foi respondido por mais de 104 mil utilizadores de internet, através de um widget incorporado nas páginas de alguns parceiros de media, como L'Express, franceinfo, L'Obs e La Croix. 

É necessário ter em conta que a amostra de participantes se resume a leitores destes sites de notícias, pelo que, possivelmente, não é representativa de toda a sociedade francesa.

Após síntese das respostas, surgiram algumas ideias comuns. Uma delas ideias reforça que é essencial que os media deem prioridade à cobertura mais aprofundada e de forma menos instantânea. Outra ideia, como refere Paul Conge no site do L’Express, revela que os franceses preferem menos opinião nos media.

Uma das ideias base, foi a necessidade de cobrir informação de uma forma mais cuidadosa, de forma a evitar uma "sociedade impulsiva, constantemente em reação”. 

 

Em relação à escolha de temas e ao tratamento editorial, muitos revelam preferência por menos opinião, juntamente com textos mais pedagógicos, favorecendo a intervenção de especialistas.

 

Outra das prioridades destacadas foi a necessidade de mais jornalismo de investigação e “jornalismo positivo”, para evitar que as notícias cubram sempre apenas escândalos e desastres.

 

Assegurar a independência económica dos media e garantir a sua liberdade editorial, foi outra das necessidades apontadas como urgente. Os participantes salientaram, também, que “o quarto poder” deveria revelar as suas fontes de financiamento.

 

Destaca-se, ainda, a necessidade de estimular os cidadãos a manterem-se informados e a terem especial atenção com a verificação das fontes, promovendo a literacia mediática.

 

Para mais informação L’Express.

Connosco
Onde se fala de jornalismo mais factual e menos negativo Ver galeria

Os meios de comunicação social exibem um enviesamento em relação a tudo aquilo que é negativo, seja nas notícias, seja no comentário. 

O jornalismo parece ter uma tendência para o negativo. Aparentemente, só o que é repentino e mau é digno de notícia, verificando-se que as coisas positivas são vistas como uma maçada.

O jornalismo acaba por ampliar a negatividade sempre que opta por não considerar os acontecimentos positivos.

A opinião é de Steven Pinker, professor de psicologia em Harvard e autor, numa crónica na revista POLITICO Magazine, do livro “Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism, and Progress”. 

O autor apela a um jornalismo mais factual e considera que a governação democrática não pode funcionar se ninguém acreditar nisso, e o pessimismo jornalístico semeou o fatalismo e o radicalismo nas nossas instituições.

Jovens privilegiam “infotainment” em vez de notícias Ver galeria

Um estudo encomendado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) à agência Flamingo – especializada na concepção de estratégias culturais –, revela que a forma como as audiências mais jovens nos Estados Unidos e no Reino Unido abordam as notícias é diferente das gerações anteriores. 

Os jovens procuram, principalmente, o progresso, o que influencia a forma como pesquisam e recebem notícias.

As audiências mais jovens, por norma, não procuram notícias e não se informam de forma proactiva, são indiretamente expostas à informação através de redes sociais, conteúdos digitais, programas de televisão e conversas online

Ao mesmo tempo, focam-se noutros tipos de conteúdos, como a combinação de informação e entretenimento (infotainment), histórias de lifestyle ou conteúdos de bloggers.

Em suma, as gerações mais jovens estão cada vez mais desconectadas das formas tradicionais de consumo de notícias, por considerarem que são menos relevantes para si.

APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria, publicou no seu site um artigo no qual realiza a análise do estudo.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
O caso do novo secretário de Estado com a tutela da comunicação social é assaz curioso. Nuno Artur Silva foi dono, até há dias, das Produções Fictícias, empresa que incluía a RTP no seu portfólio de clientes, facto que não o inibiu de aceitar  ser administrador daquele operador público, com a responsabilidade dos conteúdos. Cumprido o primeiro mandato, sem abdicar da...
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
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