Terça-feira, 28 de Janeiro, 2020
Media

Como um jornalista pode utilizar o “Twitter” de forma ética e responsável

Twitter é das redes sociais mais utilizadas entre os jornalistas. Quando surgem notícias de última hora, o Twitter pode ser utilizado para partilhar e reunir informação. Mas, como todas as plataformas de redes sociais, também permite que a informação seja distorcida, mal interpretada ou utilizada de forma inadequada. Dada a crescente utilização do Twitter, quer pelos jornalistas quer pelas redações, é importante repensar a forma como este é utilizado. Apesar do imediatismo exigido na plataforma, é necessário pensar na utilização da rede social de forma responsável, garantindo a ética jornalística. 

Foi nesse sentido que a jornalista Luísa Pires Luciano desenvolveu um artigo, publicado no  International Journalists’ Network, sobre a forma como os jornalistas devem utilizar o Twitter, promovendo a ética jornalística, e com algumas dicas sobre o tema.

Em primeiro lugar, é importante definir uma “online persona”, esta questão é facilitada quando se trabalha para uma organização cuja missão é clara. Através desta definição, o jornalista começa a definir o tipo de notícias que deve ou não partilhar.

 

Seguir a linha editorial da organização para a qual trabalha, mostrando também um pouco de autenticidade própria, pode tornar a conta do Twitter menos ousada, mas permite tweetarde forma ética e responsável. O fundamental é definir de que forma o jornalista quer ser visto.

 

Utilizar o Twitter como forma de guiar ou transmitir informações às pessoas em situações de emergência ou catástrofes também é uma função importante. Os jornalistas podem informar as pessoas através desta rede, de várias formas, com ajudas necessárias para fazer face a tais situações.

 

Os hashtags já foram uma maneira de “seguir” quem falava sobre um determinado tema ou evento, mas, actualmente, as ferramentas de pesquisa do Twitter estão bastante avançadas e permitem a identificação de tópicos sem a sua utilização. 

 

Portanto, os jornalistas podem deixar de utilizar os hashtags, aquando da publicação de notícias de última hora ou de tópicos sensíveis.

 

Como plataforma, o Twitter acaba por ser a ferramenta mais útil para acompanhar as últimas notícias e o desenvolvimento de determinados temas. Contudo, o Facebook é útil para ver e partilhar vídeos em directo ou conteúdos em vídeo já trabalhados e editados. 

 

Instagram, por sua vez, é adequado para noticiários e pode ser utilizado para reencaminhar os utilizadores para links e artigos.

 

É importante perceber como o público reage a cada plataforma, de forma a desenvolver um plano de social media, que seja o mais eficaz possível,  para partilhar e reunir informação apropriada.

Mais informação em International Journalists’ Network.

Connosco
Jornalismo universitário americano cultiva independência Ver galeria

A indústria mediática está em decadência. Nos últimos dez anos, perdeu-se um quarto dos empregos no sector e espera-se que, na próxima década, desapareçam mais 10%.

O jornais regionais são, particularmente, prejudicados, com mais de 1.400 cidades norte-americanas a ficar sem a cobertura local.

Cole Stallone, director do jornal universitário “Washington Square News”, escreveu um artigo oportuno sobre a importância da aposta no jornalismo independente, promovido por estudantes.

Para Stallone, embora o jornalismo seja uma profissão em risco, continua a ser importante cobrir histórias e acontecimentos. Enquanto os profissionais se debatem com a importância de relatar eventos de maior dimensão, é crucial que haja cidadãos que se ocupem de ocorrências locais.


Como a tecnologia pode ser "amiga" do jornalismo... Ver galeria

A desinformação é uma das maiores preocupações dos “media” e, com o desenvolvimento tecnológico, têm surgido alguma soluções interessantes. O Blockchain é um programa que bloqueia, automaticamente, informações que considera falsas, e embora não se entenda que pode salvar o jornalismo, ainda pode ser útil à imprensa. O problema é que os leitores não parecem interessados nos factos.

O “The New York Times” lançou um projecto com o objectivo de perceber se o bloqueio facilita, ou não, a compreensão da origem das notícias, por parte dos consumidores. Os colaboradores têm pesquisado utilizadores e construído protótipos da Blockchain, divulgando, agora algumas das suas revelações iniciais.


O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Francisco Sarsfield Cabral
O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
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