Segunda-feira, 16 de Dezembro, 2019
Media

Como um jornalista pode utilizar o “Twitter” de forma ética e responsável

Twitter é das redes sociais mais utilizadas entre os jornalistas. Quando surgem notícias de última hora, o Twitter pode ser utilizado para partilhar e reunir informação. Mas, como todas as plataformas de redes sociais, também permite que a informação seja distorcida, mal interpretada ou utilizada de forma inadequada. Dada a crescente utilização do Twitter, quer pelos jornalistas quer pelas redações, é importante repensar a forma como este é utilizado. Apesar do imediatismo exigido na plataforma, é necessário pensar na utilização da rede social de forma responsável, garantindo a ética jornalística. 

Foi nesse sentido que a jornalista Luísa Pires Luciano desenvolveu um artigo, publicado no  International Journalists’ Network, sobre a forma como os jornalistas devem utilizar o Twitter, promovendo a ética jornalística, e com algumas dicas sobre o tema.

Em primeiro lugar, é importante definir uma “online persona”, esta questão é facilitada quando se trabalha para uma organização cuja missão é clara. Através desta definição, o jornalista começa a definir o tipo de notícias que deve ou não partilhar.

 

Seguir a linha editorial da organização para a qual trabalha, mostrando também um pouco de autenticidade própria, pode tornar a conta do Twitter menos ousada, mas permite tweetarde forma ética e responsável. O fundamental é definir de que forma o jornalista quer ser visto.

 

Utilizar o Twitter como forma de guiar ou transmitir informações às pessoas em situações de emergência ou catástrofes também é uma função importante. Os jornalistas podem informar as pessoas através desta rede, de várias formas, com ajudas necessárias para fazer face a tais situações.

 

Os hashtags já foram uma maneira de “seguir” quem falava sobre um determinado tema ou evento, mas, actualmente, as ferramentas de pesquisa do Twitter estão bastante avançadas e permitem a identificação de tópicos sem a sua utilização. 

 

Portanto, os jornalistas podem deixar de utilizar os hashtags, aquando da publicação de notícias de última hora ou de tópicos sensíveis.

 

Como plataforma, o Twitter acaba por ser a ferramenta mais útil para acompanhar as últimas notícias e o desenvolvimento de determinados temas. Contudo, o Facebook é útil para ver e partilhar vídeos em directo ou conteúdos em vídeo já trabalhados e editados. 

 

Instagram, por sua vez, é adequado para noticiários e pode ser utilizado para reencaminhar os utilizadores para links e artigos.

 

É importante perceber como o público reage a cada plataforma, de forma a desenvolver um plano de social media, que seja o mais eficaz possível,  para partilhar e reunir informação apropriada.

Mais informação em International Journalists’ Network.

Connosco
A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva Ver galeria

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Controlo de informação agrava-se e contamina vários países Ver galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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