Quarta-feira, 23 de Outubro, 2019
Media

Axel Springer reestrutura os principais títulos

O impacto da KKR não demorará muito tempo para se tornar visível. Seis semanas após a entrada do fundo americano no Axel Springer, o gigante alemão dos media anunciou uma grande reestruturação dos dois títulos principais, "Die Welt" e "Bild", cuja oferta digital será redesenhada. Este novo projecto, envolve um investimento de 100 milhões de euros, em três anos, e, obriga a Axel Springer a reduzir os seus objectivos de crescimento para o ano em curso. "Estamos a lançar uma nova etapa com o 'Bild' e o 'die Welt', a investir no futuro dessas marcas, especialmente em vídeo, desporto e conteúdos pagos. Ao mesmo tempo, queremos focar-nos e reduzir estruturas nas áreas sem crescimento. Isso requer cortes que, infelizmente, também afectarão os funcionários ", afirmou Stephanie Caspar, presidente da divisão News Media National & Technologies da Axel Springer. O grupo planeia reduzir a sua base de custos em 50 milhões de euros, mas não especifica quantas posições serão afectadas. No entanto, pretende propor medidas de reforma antecipada para limitar as demissões.
Em termos de desempenho, a Axel Springer espera um aumento de facturação entre 1 e 5% em 2019, contra um declínio de 1 a 2% do ano anterior. O resultado operacional diminuirá de 10 a 20%, contra uma diminuição de cerca de 5% inicialmente prevista.

A Axel Springer quer transformar o seu popular título "Bild" numa plataforma de informações, entretenimento e desporto que será também transmitida na televisão.

Quanto ao título conservador "die Welt", o seu conteúdo digital pago será desenvolvido por meio de uma rede participativa de especialistas e comentaristas. A mudança futura dos escritórios editoriais para um único edifício deve, nessa perspectiva, permitir sinergias significativas entre os vários canais de distribuição.

Além da fusão da “Bild” e da “Bild am Sonntag”, um centro editorial multimarcas dedicadas ao desporto produzirá conteúdos personalizados para o "Die Welt", "Bild" e a "Sport Bild". Também está planeado desenvolver novos modelos de negócios e aceder a novos grupos-alvo, tendo em conta a importância dos fãs do desporto.

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Jornalistas deverão estar prevenidos para identificar e corrigir notícias falsas... Ver galeria

Existem várias lacunas na pesquisa de desinformação política e os debates contínuos sobre o que constitui as fake news e a sua classificação acabam por ser uma distracção, desviando as atenções das “questões críticas” relacionadas com o problema.

É importante reconhecer que as fake news existem, que estamos expostos a essas falsas informações, mas, se quisermos combatê-las, é indispensável procurar a sua origem, a sua forma de disseminação e analisar as consequências sociais e políticas.

É, ainda, imprescindível que os jornalistas estejam preparados e informados para não colaborarem na propagação deste tipo de informação.

Por vezes, o objectivo que se esconde em algumas fake news é que os media acabem por disseminá-las, acelerando a sua difusão. Por esse motivo, foi identificado o chamado “ponto de inflexão”, que representa o momento em que a história deixa de ser partilhada exclusivamente em “nichos” e acaba por atingir uma dimensão maior, alcançando várias comunidades. 

A jornalista Laura Hazard Owen abordou o tema num texto publicado no NiemanLab, no qual também faz referências à melhor forma de reconhecer os de conteúdos manipulados.

Suspensão de acordo do “Brexit” dividiu a imprensa britânica Ver galeria

Suspensa a aprovação do acordo no Parlamento britânico até que haja a regulamentação apropriada, a imprensa londrina apresentou-se dividida em relação ao Brexit.

Por um lado, a esperança de evitar um “não acordo” e uma saída abrupta, por outro a exaltação em relação à votação. 

Os media ingleses evidenciaram posições antagónicas em relação aos últimos acontecimentos e isso foi claro pela forma como abordaram a situação. 

Enquanto que o Sunday Express assumiu uma postura pró-Brexit e foi mais hostil com os deputados, acusando-os de atrasarem o processo, o Independent preferiu focar-se nas ruas, onde perto de um milhão de cidadãos se manifestaram para exigir que lhes seja dada a palavra final. Por sua vez, o Observer realçou a derrota do primeiro ministro, que se viu forçado a suspender a aprovação do acordo.

Le Monde publicou, entretanto, um texto no qual é feita uma análise dos media britânicos neste contexto.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
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