Sábado, 6 de Junho, 2020
Media

Axel Springer reestrutura os principais títulos

O impacto da KKR não demorará muito tempo para se tornar visível. Seis semanas após a entrada do fundo americano no Axel Springer, o gigante alemão dos media anunciou uma grande reestruturação dos dois títulos principais, "Die Welt" e "Bild", cuja oferta digital será redesenhada. Este novo projecto, envolve um investimento de 100 milhões de euros, em três anos, e, obriga a Axel Springer a reduzir os seus objectivos de crescimento para o ano em curso. "Estamos a lançar uma nova etapa com o 'Bild' e o 'die Welt', a investir no futuro dessas marcas, especialmente em vídeo, desporto e conteúdos pagos. Ao mesmo tempo, queremos focar-nos e reduzir estruturas nas áreas sem crescimento. Isso requer cortes que, infelizmente, também afectarão os funcionários ", afirmou Stephanie Caspar, presidente da divisão News Media National & Technologies da Axel Springer. O grupo planeia reduzir a sua base de custos em 50 milhões de euros, mas não especifica quantas posições serão afectadas. No entanto, pretende propor medidas de reforma antecipada para limitar as demissões.
Em termos de desempenho, a Axel Springer espera um aumento de facturação entre 1 e 5% em 2019, contra um declínio de 1 a 2% do ano anterior. O resultado operacional diminuirá de 10 a 20%, contra uma diminuição de cerca de 5% inicialmente prevista.

A Axel Springer quer transformar o seu popular título "Bild" numa plataforma de informações, entretenimento e desporto que será também transmitida na televisão.

Quanto ao título conservador "die Welt", o seu conteúdo digital pago será desenvolvido por meio de uma rede participativa de especialistas e comentaristas. A mudança futura dos escritórios editoriais para um único edifício deve, nessa perspectiva, permitir sinergias significativas entre os vários canais de distribuição.

Além da fusão da “Bild” e da “Bild am Sonntag”, um centro editorial multimarcas dedicadas ao desporto produzirá conteúdos personalizados para o "Die Welt", "Bild" e a "Sport Bild". Também está planeado desenvolver novos modelos de negócios e aceder a novos grupos-alvo, tendo em conta a importância dos fãs do desporto.

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Connosco
Inteligência artificial inventa "robots" na China e Rússia mas não substitui papel do jornalista Ver galeria

A inteligência artificial está a ser introduzida em todos os sectores e os “media” não são excepção, recorda um editorial do jornal indiano “Policy Times”.

As redacções estão a adoptar sistemas automáticos para verificar factos, encontrar fontes, transcrever entrevistas, e detectar plágios.

Além disso, empresas de tecnologia, como a Microsoft, estão a dispensar os seus jornalistas, substituindo-os por sistemas artificiais, programados para redigir artigos com base em notícias já publicadas.

A equipa que desenvolvia o “site” não escrevia artigos originais, mas exercia controlo editorial, publicando conteúdos e manchetes, para que estas se adequassem ao perfil da plataforma.

Na China e na Rússia, a automatização está, ainda, mais avançada, agora que alguns canais já colocaram “robots” a apresentar os telejornais. Apesar de inovadora, esta iniciativa foi mal recebida pelo público, que estranhou não ter um humano a estabelecer uma “ponte” entre a informação e os cidadãos.


Como o “Monde” desenvolveu um “lifeblog” durante a emergência Ver galeria

Perante a pandemia e o risco de isolamento, muitas publicações desenvolveram novos projectos e adoptaram diversas ferramentas para estabelecer contacto com as audiências, mas, talvez a iniciativa do “Le Monde” tenha sido a mais ambiciosa.

Durante 83 dias, sem interrupções, os jornalistas do “Monde” desenvolveram um “lifeblog”, com actualizações ao minuto, e com um “chat” aberto, onde os leitores deixaram as suas dúvidas e sugestões.

A audiência média diária foi de um milhão.

Findo o projecto, a equipa do jornal preparou um artigo para explicar a fórmula adoptada para o desenvolvimento do “lifeblog” mais longo da  sua história.

De acordo com o jornal, o projecto contou com a colaboração de  45 jornalistas, incluindo correspondentes sediados no estrangeiros.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Opinião
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Numa era digital, marcada por uma constante e acelerada mudança, caracterizada por um globalismo padronizador de culturas e de costumes, muitas indústrias e profissões estão a alterar-se totalmente, ou até mesmo a desaparecer. Tudo isto se passa num ritmo freneticamente acelerado, que nos afoga literalmente num caudal de informação, muitas vezes difícil de filtrar e descodificar em tempo útil. A evolução...
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O paradoxo mediático
Francisco Sarsfield Cabral
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Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas