Segunda-feira, 16 de Dezembro, 2019
Media

Para o director do “El Confidencial” jornalismo de qualidade é um bom negócio'

Num momento de mudança para a indústria e para o mercado de jornais, Nacho Cardero, director do El Confidencial, considera essencial apostar num “jornalismo forte, de qualidade, verdadeiro e responsável” e, acima de tudo, que sirva como uma “ferramenta para a regeneração democrática”,

Xose Martín, num artigo publicado na APM, com a qual o CPI mantém um acordo de pareceria, revela que Cardero, num discurso no Novo Fórum de Comunicação disse que, o seu jornal trabalha para "uma sociedade melhor" , através da realização de um jornalismo de qualidade.

Este trabalho "não pode ser realizado a partir de parâmetros quantitativos, mas antes qualitativos". Nesse sentido, o director do jornal afirma que está na "batalha da qualidade, algo que deveria ser o objectivo de todos os meios de comunicação".

"Não é apenas uma questão de modelo de negócios ou sobrevivência, mas de princípios e valores", disse, ao defender que "investir em jornalismo de qualidade é um bom negócio", enquanto os media que oferecem informações erradas "têm os dias contados, porque mentiras e desinformação são um mau negócio".

O director do El Confidencial, enfatizou que estamos “em tempos complicados”, tanto em Espanha como em todo o mundo. “Uma tempestade perfeita está a ocorrer”, com “a ascensão do populismo, a desaceleração económica, a revolução digital e a hegemonia dos GAFA” (Google, Amazon, Facebook e Apple).


O El Confidencial decidiu reforçar-se, com a incorporação de novas empresas, como Rubén Amón, Ignasi Guardans ou Eva Valle, e introduzir novos produtos para novos modelos de negócio.


Por fim, Cardero anunciou o lançamento de um novo produto chamado EC Premium, voltado para "presidentes, CEOs e

directores de comunicação". É, como ele explicou, um "serviço avançado de informações pago e que vai permitir que os concorrentes se antecipem".


Nacho Cardero reconheceu, ainda, que, no modo como os media são actualmente concebidos "não há espaço para todos e não há dinheiro para financiar a totalidade dos projectos, nem os leitores tem tempo para ler tudo". Por esse motivo, "novos produtos são necessários, para novos modelos de negócios que vão além da publicidade".


(Mais informação em APM) 

Connosco
A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva Ver galeria

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Controlo de informação agrava-se e contamina vários países Ver galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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