Terça-feira, 28 de Janeiro, 2020
Media

Para o director do “El Confidencial” jornalismo de qualidade é um bom negócio'

Num momento de mudança para a indústria e para o mercado de jornais, Nacho Cardero, director do El Confidencial, considera essencial apostar num “jornalismo forte, de qualidade, verdadeiro e responsável” e, acima de tudo, que sirva como uma “ferramenta para a regeneração democrática”,

Xose Martín, num artigo publicado na APM, com a qual o CPI mantém um acordo de pareceria, revela que Cardero, num discurso no Novo Fórum de Comunicação disse que, o seu jornal trabalha para "uma sociedade melhor" , através da realização de um jornalismo de qualidade.

Este trabalho "não pode ser realizado a partir de parâmetros quantitativos, mas antes qualitativos". Nesse sentido, o director do jornal afirma que está na "batalha da qualidade, algo que deveria ser o objectivo de todos os meios de comunicação".

"Não é apenas uma questão de modelo de negócios ou sobrevivência, mas de princípios e valores", disse, ao defender que "investir em jornalismo de qualidade é um bom negócio", enquanto os media que oferecem informações erradas "têm os dias contados, porque mentiras e desinformação são um mau negócio".

O director do El Confidencial, enfatizou que estamos “em tempos complicados”, tanto em Espanha como em todo o mundo. “Uma tempestade perfeita está a ocorrer”, com “a ascensão do populismo, a desaceleração económica, a revolução digital e a hegemonia dos GAFA” (Google, Amazon, Facebook e Apple).


O El Confidencial decidiu reforçar-se, com a incorporação de novas empresas, como Rubén Amón, Ignasi Guardans ou Eva Valle, e introduzir novos produtos para novos modelos de negócio.


Por fim, Cardero anunciou o lançamento de um novo produto chamado EC Premium, voltado para "presidentes, CEOs e

directores de comunicação". É, como ele explicou, um "serviço avançado de informações pago e que vai permitir que os concorrentes se antecipem".


Nacho Cardero reconheceu, ainda, que, no modo como os media são actualmente concebidos "não há espaço para todos e não há dinheiro para financiar a totalidade dos projectos, nem os leitores tem tempo para ler tudo". Por esse motivo, "novos produtos são necessários, para novos modelos de negócios que vão além da publicidade".


(Mais informação em APM) 

Connosco
Jornalismo universitário americano cultiva independência Ver galeria

A indústria mediática está em decadência. Nos últimos dez anos, perdeu-se um quarto dos empregos no sector e espera-se que, na próxima década, desapareçam mais 10%.

O jornais regionais são, particularmente, prejudicados, com mais de 1.400 cidades norte-americanas a ficar sem a cobertura local.

Cole Stallone, director do jornal universitário “Washington Square News”, escreveu um artigo oportuno sobre a importância da aposta no jornalismo independente, promovido por estudantes.

Para Stallone, embora o jornalismo seja uma profissão em risco, continua a ser importante cobrir histórias e acontecimentos. Enquanto os profissionais se debatem com a importância de relatar eventos de maior dimensão, é crucial que haja cidadãos que se ocupem de ocorrências locais.


Como a tecnologia pode ser "amiga" do jornalismo... Ver galeria

A desinformação é uma das maiores preocupações dos “media” e, com o desenvolvimento tecnológico, têm surgido alguma soluções interessantes. O Blockchain é um programa que bloqueia, automaticamente, informações que considera falsas, e embora não se entenda que pode salvar o jornalismo, ainda pode ser útil à imprensa. O problema é que os leitores não parecem interessados nos factos.

O “The New York Times” lançou um projecto com o objectivo de perceber se o bloqueio facilita, ou não, a compreensão da origem das notícias, por parte dos consumidores. Os colaboradores têm pesquisado utilizadores e construído protótipos da Blockchain, divulgando, agora algumas das suas revelações iniciais.


O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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